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Nike e Adidas na Copa: quem perdeu foi o investidor

ResumoNike e Adidas, principais fornecedoras de uniformes da Copa do Mundo, registraram queda em suas ações durante o torneio, apesar do alto volume de vendas de camisas. O desempenho financeiro negativo reflete custos elevados de marketing e margens pressionadas, não o sucesso comercial aparente. Investidores observam que o evento não garantiu retorno imediato, exigindo análise de estratégias de longo prazo.

Nike e Adidas foram as principais fornecedoras de uniformes da Copa do Mundo, mas suas ações caíram durante o torneio. Entenda o que isso significa para quem investe.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 05 de agosto de 2026
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A Copa do Mundo de 2026 era o palco ideal para Nike e Adidas mostrarem ao mundo seus momentos de reestruturação estratégica. Mas, para quem investiu, o torneio deixou um gosto amargo. As ações das duas gigantes caíram entre o início e o fim do evento, e o mercado segue sem respostas claras sobre a recuperação das companhias.

Nike e Adidas foram as principais fornecedoras de uniformes do mundial. A Adidas desenhou as camisas de 14 seleções, enquanto a Nike estampou sua marca em 12 times. Mesmo assim, os papéis não reagiram bem: a Nike caiu cerca de 9% entre o primeiro e o último jogo, e a Adidas acumulou queda de aproximadamente 7% no mesmo período.

O que a Copa representou para a Nike?

Para a Nike, que enfrenta cinco anos consecutivos de perda no valor de suas ações, a Copa foi uma plataforma para expandir a visibilidade no futebol. O CEO Elliott Hill, no cargo desde 2024, priorizou reforçar o foco em esportes em meio à baixa demanda global.

Mas a empresa não teve nenhuma camisa entre as finalistas. Espanha e Argentina, que disputaram a final, vestiam Adidas. Com isso, a Nike perdeu o potencial de vendas da partida de maior visibilidade. Um comunicado interno, revelado pela Bloomberg News, mostrou o vice-presidente e gerente geral de Nike Football, Camilo Andrade, lamentando o resultado: "Sei que o desfecho não foi o que sonhávamos".

Apesar do revés, a empresa estampou as camisas de quatro seleções que já ganharam uma Copa: Brasil, França, Uruguai e Inglaterra. Na última teleconferência de resultados, o CEO afirmou que as reservas de produtos por parceiros atacadistas aumentaram 40% em relação ao mundial de 2022.

Resultados da Nike mantêm receios

Os números publicados em 30 de junho, durante o torneio, não acalmaram os investidores. No ano, a ação acumula queda de cerca de 35%. O diretor financeiro, Matt Friend, foi direto: "Não esperamos uma melhora significativa do cenário nos próximos seis meses".

Para quem pensa em investir, o recado é de cautela. A recuperação da Nike ainda depende de execução, e o curto prazo segue desafiador.

Adidas: sabor agridoce e ações em queda

A Adidas viu duas seleções disputarem a final, mas o resultado financeiro não acompanhou. As ações despencaram 19% em 30 de julho, um dia após a divulgação dos resultados trimestrais. As vendas durante o torneio não bateram as expectativas, e os investimentos em marketing pressionaram as margens.

O CEO Bjorn Gulden, no cargo desde 2023, investiu 212 milhões de euros no segundo trimestre para capitalizar a Copa, alta de 30% na comparação anual. Ele defendeu a estratégia: "Estamos investindo em inovação, parcerias e visibilidade. Vejo o preço das ações e não sei qual é o mal-entendido".

Números que não convenceram o mercado

A Adidas elevou a previsão de crescimento de receita para 9% a 10%. O lucro operacional de abril a junho cresceu 5%, para 574 milhões de euros, e a receita subiu 14%, chegando a 6,74 bilhões. Mas o consenso do mercado esperava mais: 623 milhões de euros de lucro operacional.

O Deutsche Bank chamou o trimestre de bom, mas abaixo das expectativas criadas pela Copa. O Citi seguiu a mesma linha, alertando para um possível debate sobre a sustentabilidade do crescimento após o evento.

O que o investidor deve observar?

A Copa não resolveu as dúvidas do mercado. Para a Nike, o foco é a execução da recuperação liderada por Elliott Hill. Para a Adidas, a questão é se o crescimento se sustenta sem o impulso do torneio.

Ambas as empresas seguem como protagonistas no setor de materiais esportivos, mas os resultados mostram que visibilidade não se traduz automaticamente em valor para o acionista.

Perguntas Frequentes

As ações da Nike caíram durante a Copa do Mundo?

Sim, as ações da Nike caíram cerca de 9% entre o primeiro e o último jogo da Copa do Mundo de 2026.

Quanto a Adidas investiu na Copa do Mundo?

A Adidas investiu 212 milhões de euros no segundo trimestre de 2026 para capitalizar o torneio, um aumento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Adidas aumentou sua previsão de crescimento?

Sim, a Adidas elevou a previsão de crescimento de receita anual para uma faixa entre 9% e 10%, vinda de um guidance anterior de 9%.

Qual foi a queda acumulada das ações da Adidas durante a Copa?

As ações da Adidas acumularam queda de cerca de 7% durante o período da Copa do Mundo.

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