Nasdaq investe US$ 100 milhões na Payward para ações tokenizadas
A Nasdaq anunciou investimento de US$ 100 milhões na Payward, controladora da Kraken, para desenvolver infraestrutura de ações tokenizadas. As ações da bolsa subiram quase 7% após o fechamento do mercado.
A Nasdaq anunciou investimento de US$ 100 milhões na Payward, empresa controladora da corretora de criptomoedas Kraken. O objetivo é desenvolver infraestrutura que auxilie a movimentação eficiente de capital e ativos pelo sistema financeiro, com garantia de liquidez duradoura.
O movimento ocorre após as ações da Nasdaq acumularem queda de mais de 20% neste ano. Com o anúncio, os papéis subiram quase 7% após o fechamento do mercado.
O que muda com a parceria entre Nasdaq e Payward
Como parte da parceria ampliada, as duas empresas buscarão avançar no desenvolvimento da estrutura do Nasdaq Equity Token (NET) e firmar um novo acordo de monitoramento de mercado. A Nasdaq afirmou que a parceria apoiará a evolução contínua da infraestrutura de mercado para ativos tokenizados, mantendo abordagem centrada no emissor, pautada em governança sólida, conformidade regulatória e integridade de mercado.
O esforço conjunto mira aprimorar a infraestrutura operacional e comercial de suporte aos NETs. O lançamento da estrutura está previsto para o segundo trimestre de 2027.
O que a Nasdaq já havia sinalizado
No início deste ano, a Nasdaq informou que trabalharia com a Kraken e com empresas emissoras no desenvolvimento de seu plano para oferecer ações tokenizadas em sua plataforma de negociação. A bolsa declarou que os planos de tokenização de ações e outros produtos negociados em bolsa focariam em governança corporativa e buscariam formas de simplificar ou automatizar o voto por procuração e eventos corporativos, como o pagamento de dividendos.
A leitura de fluxo aqui é direta: a Nasdaq compra posição em infraestrutura, não em volume. O capital entra antes de o mercado tokenizado ganhar escala, o que desloca o risco para a execução do cronograma. Para quem acompanha o setor, o dado que importa não é o cheque de US$ 100 milhões em si, mas o prazo de 2027, que define a janela real de competição com outras bolsas que também estudam ativos tokenizados.