Minerva (BEEF3) responde à CVM e confirma dividendos mínimos
A Minerva (BEEF3) confirmou à CVM que pretende pagar apenas o dividendo mínimo de 25% do lucro ajustado enquanto reduz alavancagem, que fechou o 2T26 em 2,9 vezes. Entenda o impacto.
A Minerva Foods (BEEF3) respondeu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e confirmou que pretende limitar a distribuição de dividendos ao mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido anual ajustado enquanto trabalha para reduzir sua dívida e alavancagem. A sinalização foi reforçada após questionamentos da CVM sobre declarações dadas durante o Financial Day, realizado em Barretos (SP).
Segundo a Minerva, a disciplina no pagamento de proventos integra as medidas de desalavancagem e está prevista em sua Política de Destinação de Resultados. A regra determina o dividendo mínimo obrigatório de 25% nos exercícios em que a alavancagem superar 2,5 vezes. Ao fim do segundo trimestre de 2026, o indicador, medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses, estava em 2,9 vezes.
A decisão sobre cada distribuição, contudo, ainda dependerá das deliberações do conselho de administração ou da assembleia geral, conforme o caso. A Minerva afirmou que pretende direcionar sua geração de caixa à redução da dívida até atingir uma alavancagem considerada adequada diante do atual cenário macroeconômico.
A companhia também destacou que uma eventual elevação da demanda por carne bovina na China e nos Estados Unidos poderá ampliar de maneira relevante sua geração de caixa livre até o fim de 2026, contribuindo para acelerar esse processo. Desde o início do ano, a Minerva já recomprou e cancelou mais de R$ 1,2 bilhão em títulos de dívida (bonds) no mercado secundário, como parte da gestão de seus passivos de longo prazo.
Os esclarecimentos foram enviados após a CVM questionar a companhia a respeito de uma reportagem publicada pelo portal Globo Rural, intitulada "Minerva vê recuperação de preço do boi no fim do ano com maior demanda para China e EUA". De acordo com a Minerva, as declarações do diretor financeiro e de relações com investidores, Edison Ticle, trataram apenas da viabilidade e dos objetivos da estratégia de desalavancagem no curto e médio prazos.
A empresa afirmou que os comentários não constituem projeções, ressaltando que os objetivos poderão ser revistos diante da elevada volatilidade macroeconômica. Para o investidor, a mensagem é clara: enquanto a alavancagem seguir acima de 2,5 vezes, o dividendo deve ficar no piso legal. Quem busca renda precisa acompanhar o próximo balanço e as decisões do conselho. como investir em ações com dividendos