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Ibovespa 2026: gestores reduzem otimismo, diz Itaú BBA

Menos otimismo? Investidores institucionais reduzem expectativa para o Ibovespa em 2026, segundo pesquisa do Itaú BBA

A expectativa média para o Ibovespa (IBOV) em 2026 caiu para 181,7 mil pontos, ante 212,4 mil na pesquisa anterior, segundo o Itaú BBA. O levantamento Investment Manager Survey do terceiro trimestre de 2026 ouviu 99 investidores institucionais entre 27 e 31 de julho.

Em uma escala de 0 (muito pessimista) a 10 (muito otimista) em relação à Bolsa, a média caiu para 6,10, de 7,09 na pesquisa anterior, no menor nível desde fevereiro de 2025.

O que mudou na visão dos gestores sobre a B3

Entre os entrevistados, 50,5% têm visão positiva para a B3, contra 77,6% anteriormente. Outros 32,3% mantêm posição neutra e 17,2% têm visão negativa, ante apenas 2,8% na pesquisa passada.

O BBA aponta que os investidores locais ficaram mais otimistas do que os estrangeiros, revertendo o quadro observado anteriormente.

Setores com maior e menor exposição

Na divisão setorial, energia e saneamento (utilities), construção e grandes bancos foram os mais citados como setores com exposição acima da média do índice. Já educação, consumo e mineração e siderurgia foram os mais apontados como setores com alocação abaixo da média.

As principais escolhas dos investidores foram Axia (AXIA3), Nubank (ROXO34), Itaú (ITUB4), Equatorial (EQTL3) e BTG Pactual (BPAC11). Copasa (CSMG3), Hypera (HYPE3) e Embraer (EMBJ3) passaram a integrar o grupo das dez ações mais citadas, substituindo Copel (CPLE3), Bradesco (BBDC4) e Mercado Livre (MELI34).

Selic esperada sobe e muda cenário de juros

As expectativas para a política monetária ficaram mais conservadoras. A média da estimativa dos investidores passou para uma Selic de 13,7% no fim de 2026, acima dos 13,1% esperados na pesquisa anterior.

A maioria das respostas (61%) ficou concentrada entre 13,5% e 14,0%, o que indica a expectativa de um ciclo de queda de juros mais limitado. Sobre o quanto do próximo ciclo econômico de quatro anos está refletido nos preços das ações, a média ficou em 51%.

Política brasileira ganha peso como fator para a Bolsa

Na avaliação dos participantes, a política brasileira é o principal fator para o desempenho da Bolsa, citada por 74% dos entrevistados, ante 62% anteriormente.

As curvas de juros locais perderam relevância, de 69% para 54%. Em contrapartida, ganharam importância as preocupações com o cenário fiscal brasileiro e com os juros globais, ambos citados por 29% dos investidores, contra 9% e 16% na pesquisa anterior.

O ciclo de investimentos em inteligência artificial (IA) também apareceu entre os fatores mais relevantes, com 16% das respostas. Já as questões geopolíticas perderam espaço, para 26%, ante 56%.

Fluxo estrangeiro: expectativa positiva, mas com menos convicção

Segundo o BBA, em relação à entrada de recursos estrangeiros na Bolsa brasileira, a expectativa dos investidores institucionais continua positiva, mas com menor convicção. Atualmente, 59% esperam fluxo internacional para ações brasileiras, contra 91% no levantamento anterior.

Apenas 33% dos entrevistados acreditam em aumento da exposição dos investidores de mercados emergentes ao Brasil, enquanto 25% esperam entradas de recursos na classe de mercados emergentes como um todo, ante 54% na pesquisa passada.

Ao mesmo tempo, 30% acreditam que os fluxos permanecerão estáveis até o final do ano, contra 7% antes.

O que esperar do Ibovespa até o fim de 2026

A redução da expectativa para o índice reflete um cenário de juros mais altos e maior cautela com o fiscal. Para quem acompanha a Bolsa, o recuo no otimismo institucional pode sinalizar um ambiente de maior volatilidade nos próximos meses como a Selic alta afeta a bolsa.

A pesquisa também mostra que a política brasileira virou o principal termômetro para o mercado, o que tende a manter os investidores atentos aos desdobramentos em Brasília impacto da política nos investimentos.

Perguntas Frequentes

Qual é a nova expectativa para o Ibovespa em 2026?

A expectativa média caiu de 212,4 mil para 181,7 mil pontos, segundo o Itaú BBA.

Quantos investidores foram ouvidos na pesquisa?

Foram 99 investidores institucionais, entre 27 e 31 de julho.

Qual a Selic esperada para o fim de 2026?

A média das estimativas subiu para 13,7%, ante 13,1% na pesquisa anterior.

Quais setores estão com maior exposição?

Energia e saneamento, construção e grandes bancos foram os mais citados.

O fluxo estrangeiro deve continuar?

Sim, mas com menos convicção: 59% esperam entrada de recursos, ante 91% antes como investir com fluxo estrangeiro.

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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