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Méliuz lucro ajustado R$ 9,7 mi, recompra e bitcoin

ResumoMéliuz (CASH3) registrou lucro ajustado de R$ 9,7 milhões no segundo trimestre de 2026, com alta de 14% em relação ao ano anterior. O resultado contábil fechou em prejuízo devido ao impairment em bitcoin. A companhia aprovou novo programa de recompra de ações.

O Méliuz (CASH3) registrou lucro ajustado de R$ 9,7 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 14% anual, mas fechou com prejuízo contábil por causa do impairment em bitcoin. A companhia ainda aprovou novo programa de recompra.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 06 de agosto de 2026
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Méliuz tem lucro ajustado de R$ 9,7 mi, aprova recompra e amplia aposta em bitcoin

O Méliuz (CASH3) reportou crescimento de receita e rentabilidade no segundo trimestre de 2026, mas fechou o período com prejuízo contábil por causa da marcação de sua posição em bitcoin. A companhia também anunciou a ampliação da estratégia de tesouraria em bitcoin e aprovou um novo programa de recompra de ações.

Lucro ajustado de R$ 9,7 mi e receita em alta

A receita líquida consolidada somou R$ 115,7 milhões entre abril e junho, avanço de 18% sobre os R$ 97,8 milhões do mesmo período de 2025. O principal motor foi o Shopping Brasil, que gerou R$ 92,6 milhões, alta anual de 32%.

O Ebitda ajustado consolidado atingiu R$ 17,3 milhões no trimestre, crescimento de 38% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada avançou 2,2 pontos percentuais, para 15,0%. Nos últimos 12 meses, o indicador alcançou R$ 109,6 milhões, recorde para a companhia, alta de 74% sobre o período encerrado no segundo trimestre de 2025. A margem acumulada chegou a 22,1%, avanço de 6,1 pontos percentuais.

O lucro líquido ajustado foi de R$ 9,7 milhões, alta de 14% frente aos R$ 8,5 milhões registrados um ano antes. Considerando os efeitos contábeis ligados ao bitcoin, a companhia reportou prejuízo líquido consolidado de R$ 22,4 milhões, revertendo o lucro de R$ 7,6 milhões do segundo trimestre de 2025.

Por que o prejuízo contábil não afeta o caixa

Segundo a companhia, o resultado foi impactado por um impairment contábil de R$ 32,1 milhões relacionado aos ativos em bitcoin. O efeito não afeta o caixa e decorre da diferença entre o preço médio de aquisição dos bitcoins e seu valor de mercado ao fim de junho. O Méliuz ressalta que essa perda poderá ser revertida parcial ou integralmente caso a criptomoeda volte a se valorizar nos próximos trimestres.

Base de usuários e geração de caixa

A base de usuários atingiu 54,1 milhões de contas, crescimento anual de 26%. O segmento "beyond e-commerce", que reúne produtos complementares ao marketplace tradicional, expandiu 114% na receita e já representa cerca de 21% da receita do Shopping Brasil, ante 13% há um ano.

A geração de caixa permaneceu forte: R$ 21,3 milhões no trimestre e R$ 45,3 milhões desde o início do programa de recompra lançado em outubro de 2025. Segundo a administração, esse fluxo foi suficiente para financiar integralmente as recompras realizadas no período.

Recompra de ações e cancelamento

O Conselho de Administração aprovou o cancelamento das 9,13 milhões de ações adquiridas no programa anterior. O cancelamento reduziu em 8,1% o número de ações em circulação e elevou em 8,46% a participação relativa dos acionistas que permaneceram na base.

Também foi aprovado um novo programa de recompra para aquisição de até 8,1 milhões de ações ordinárias, equivalente a 10% do free float atual. O prazo de execução será de até 18 meses.

A administração afirma continuar enxergando as ações negociadas abaixo de seu valor intrínseco e considera a recompra uma das melhores alternativas de alocação de capital neste momento.

Tesouraria em bitcoin ganha flexibilidade

O Méliuz também anunciou uma evolução de sua estratégia de tesouraria baseada em bitcoin. A companhia passará a administrar de forma integrada sua posição de caixa, seus bitcoins e instrumentos financeiros relacionados, com o objetivo de maximizar a geração de valor para os acionistas.

A nova política permitirá utilizar liquidez para financiar recompras, otimizar a estrutura de capital ou ampliar a exposição econômica ao bitcoin quando as condições forem atrativas. A empresa também poderá recorrer a derivativos ligados à criptomoeda, como opções de compra, covered calls e cash-secured puts, mantendo abordagem sem alavancagem, segundo o comunicado.

Ao final de junho, o Méliuz possuía 604,7 bitcoins em custódia. O objetivo estratégico de longo prazo permanece o mesmo: aumentar a exposição ao bitcoin por ação, enquanto busca criar valor por meio das recompras e da geração de caixa operacional.

Perguntas Frequentes

O Méliuz teve lucro ou prejuízo no segundo trimestre de 2026?

O Méliuz teve lucro líquido ajustado de R$ 9,7 milhões, alta de 14% anual. Porém, o impacto contábil do impairment em bitcoin gerou prejuízo líquido consolidado de R$ 22,4 milhões.

O que é o impairment em bitcoin?

É uma perda contábil de R$ 32,1 milhões, que não afeta o caixa, decorrente da diferença entre o preço médio de aquisição dos bitcoins e seu valor de mercado ao fim de junho.

Quantas ações o Méliuz vai recomprar?

O novo programa prevê a aquisição de até 8,1 milhões de ações ordinárias, equivalente a 10% do free float atual, com prazo de até 18 meses.

Quantos bitcoins o Méliuz possui?

Ao final de junho, a companhia possuía 604,7 bitcoins em custódia.

O que é "beyond e-commerce"?

É o segmento que reúne produtos complementares ao marketplace tradicional, com expansão de 114% na receita, representando cerca de 21% da receita do Shopping Brasil.

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