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BASF contrata quatro bancos para IPO da divisão agrícola em 2027

ResumoA BASF contratou quatro bancos para estruturar o IPO de sua divisão de Soluções Agrícolas, com listagem prevista na Bolsa de Frankfurt em meados de 2027. A operação, que ainda depende das condições de mercado, separa o negócio agrícola do restante do grupo químico alemão.

A BASF contratou quatro bancos para preparar o IPO de sua divisão de Soluções Agrícolas, com listagem prevista na Bolsa de Frankfurt em meados de 2027. A operação ainda depende das condições de mercado.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 14 de setembro de 2026
BASF contrata quatro bancos para IPO da divisão agrícola em 2027

A gigante química alemã BASF contratou quatro bancos de investimento para preparar a oferta pública inicial de ações (IPO) de sua divisão de Soluções Agrícolas. A operação está prevista para ser concluída em meados de 2027.

Citi, Deutsche Bank, Goldman Sachs e J.P. Morgan atuarão como coordenadores globais da oferta, segundo a Dow Jones Newswires. O plano prevê que a divisão agrícola seja listada como uma Sociedade Europeia (SE) na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha. A execução e o cronograma definitivo, porém, ainda dependerão das condições do mercado.

O que já está definido na separação da divisão agrícola

A BASF afirmou que a separação jurídica e operacional do negócio agrícola avança conforme o planejado. Cerca de 80% das operações globais da divisão já foram transferidas para entidades jurídicas independentes, que passaram a trabalhar com um sistema próprio de gestão empresarial (ERP).

A nova companhia terá Livio Tedeschi como presidente e Sascha Bibert como diretor financeiro. A BASF atua no agronegócio com soluções como defensivos agrícolas, sementes, tecnologias digitais e produtos voltados ao manejo das lavouras.

O que falta e quando sai mais detalhe

A empresa apresentará mais detalhes sobre a estratégia e as operações da unidade durante seu Dia do Mercado de Capitais, marcado para 24 de novembro de 2026. Até lá, o desenho final da oferta segue em aberto, incluindo o volume de ações a serem vendidas e a faixa de preço, que não foram divulgados.

O setor de insumos agrícolas acompanha a operação com atenção. Uma listagem em Frankfurt dá à divisão agrícola da BASF acesso direto a capital próprio, algo que concorrentes de porte semelhante já buscam há alguns anos. Para o investidor, o que chega agora é um cronograma, não um preço. A leitura cautelosa é que a operação só se concretiza se as janelas de mercado em 2026 e 2027 permanecerem abertas, algo que nenhuma empresa controla.

O IPO também ocorre em um momento de reavaliação do agronegócio global, com margens pressionadas por custos de insumos e volatilidade de commodities. Empresas do setor têm usado o mercado de capitais para separar negócios maduros de apostas de maior risco, e a BASF segue essa lógica ao isolar a divisão agrícola. O sucesso da oferta, porém, depende de fatores que vão além da estrutura societária: demanda por papéis do setor, taxa de juros na Europa e apetite por exposição a um segmento cíclico.

IPOs no agronegócio brasileiro

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