Mercado Valor 🔍
Mercado Valor
Editorias
Institucional
Investimentos

Lucro da Pague Menos (PGMN3) cresce 22,2% no 2º tri, a R$ 73,6 mi

Lucro da Pague Menos (PGMN3) cresce 22,2% no 2º tri, a R$ 73,6 milhões

A Pague Menos (PGMN3) divulgou nesta segunda-feira um lucro líquido ajustado de R$ 73,6 milhões no segundo trimestre, o que representa uma alta de 22,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O grupo de varejo farmacêutico também viu seu Ebitda ajustado avançar 15,4%, para R$ 281,7 milhões, com margem subindo de 6,1% para 6,5%.

O que explica o lucro maior da Pague Menos?

O resultado veio em linha com a estratégia de expansão da rede, que abriu novas lojas e melhorou a venda média por ponto. A empresa encerrou o segundo trimestre com 1.695 lojas no país, ante 1.657 um ano antes. A venda média mensal por loja foi de R$ 856 mil, uma expansão de 6,9% na comparação anual.

Ebitda ajustado e margem: os números por trás do balanço

O Ebitda ajustado de R$ 281,7 milhões representa uma alta de 15,4% em relação ao ano anterior. A margem subiu de 6,1% para 6,5%, o que indica ganho de eficiência operacional. A empresa não detalhou os fatores específicos para o aumento da margem, mas o crescimento das vendas e o controle de custos parecem ter contribuído.

Crescimento mesmas lojas desacelera: o que houve?

O crescimento mesmas lojas, que considera pontos abertos há pelo menos 12 meses, caiu de 18,1% no segundo trimestre de 2025 para 8% no segundo trimestre de 2026. A empresa afirmou que "parte relevante" da desaceleração foi concentrada em medicamentos análogos de GLP-1, "que passaram a contar com base de comparação significativamente mais forte a partir de maio/25, com o lançamento da Tirzepatida no mercado brasileiro".

Alavancagem financeira cai e abre espaço para expansão

A alavancagem financeira da companhia foi de 1,8 vezes, abaixo do múltiplo de 2,6 do segundo trimestre de 2025. Segundo a empresa, isso permite projetar "gradual aceleração no ritmo de aberturas ao longo do ano, à medida em que a progressiva desalavancagem financeira abre espaço para novos investimentos".

Receita operacional e contexto do setor

A receita operacional líquida da Marcopolo somou R$ 2,373 bilhões ao final de junho, alta anual de 3%. Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$ 2,13 bilhões para a BB Seguridade, segundo dados da LSEG. Esses números ajudam a contextualizar o desempenho do setor, mas não têm relação direta com o resultado da Pague Menos.

O que esperar para o próximo trimestre?

Com a desalavancagem em curso e a base de comparação para os medicamentos GLP-1 ficando mais forte, a tendência é de que a empresa acelere a abertura de lojas. A venda média por loja segue em expansão, o que pode sustentar o crescimento da receita. resultados do 2º trimestre 2026

Perguntas Frequentes

A Pague Menos aumentou seu lucro no 2º trimestre?

Sim, o lucro líquido ajustado subiu 22,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 73,6 milhões.

Qual foi o Ebitda da Pague Menos no 2º trimestre?

O Ebitda ajustado foi de R$ 281,7 milhões, com alta de 15,4% e margem de 6,5%.

Quantas lojas a Pague Menos tinha no final de junho?

A rede encerrou o trimestre com 1.695 lojas, ante 1.657 no mesmo período do ano anterior.

Por que o crescimento mesmas lojas desacelerou?

A empresa atribui a desaceleração principalmente aos medicamentos análogos de GLP-1, que passaram a ter base de comparação mais forte a partir de maio de 2025, com o lançamento da Tirzepatida no Brasil.

A alavancagem da Pague Menos melhorou?

Sim, a alavancagem financeira caiu de 2,6 vezes para 1,8 vezes na comparação anual.

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
Ver todos os artigos →