LOGG3 cai 2,4% após balanço 2T26; analistas veem números positivos
As ações da Log (LOGG3) caem 2,4% nesta sexta-feira (7), um dia após o balanço do 2T26. Apesar do recuo, Bradesco BBI e BTG Pactual mantêm recomendação de compra; Safra é neutro. Entenda os números e o que esperar.
Log (LOGG3): Ações caem após balanço do 2T26; o que dizem analistas?
As ações da Log Commercial (LOGG3) operam em queda nesta sexta-feira (7), um dia após a companhia divulgar seu balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26). Entre analistas, no entanto, a avaliação é de que os números vieram positivos.
Resposta direta: As ações da Log (LOGG3) caem 2,4% nesta sexta-feira (7), após o balanço do 2T26. Apesar do recuo, analistas do Bradesco BBI e BTG Pactual veem números positivos e mantêm recomendação de compra. O Safra é mais cauteloso, com recomendação neutra, citando riscos do plano de expansão.
Por que as ações da Log caem após o balanço?
Por volta das 11h30 (de Brasília), os papéis da companhia, que desenvolve, aluga e administra galpões logísticos, recuavam 2,4% na bolsa de valores, cotados a R$ 24,68. No mesmo horário, o Ibovespa, principal indicador da B3, caía 0,88%, aos 174 mil pontos. A queda da ação, portanto, veio em linha com o movimento negativo do mercado, não por uma reação direta aos números.
Números do 2T26: lucro cai, mas receita cresce
Entre abril e junho, a Log registrou lucro líquido de R$ 58,7 milhões, queda de 32,6% em relação ao mesmo período de 2025. A companhia teve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 79,8 milhões, recuo de 43,2% na mesma base de comparação anual.
A receita líquida, por sua vez, ficou em R$ 66 milhões, crescimento de 7,3% em um ano. A relação entre dívida líquida ajustada e Ebitda foi de 0,8 vez, ante 1,7 vez no 2T25, atingindo o menor nível desde 2024, segundo a empresa.
O que diz o Bradesco BBI: execução impecável
Para o Bradesco BBI, o balanço apresentou números resilientes, com resultados financeiros amplamente em linha com as estimativas, incluindo a retração do lucro. Segundo o banco, embora a receita líquida tenha avançado 7% na comparação anual, impulsionada pela expansão da plataforma de serviços, o destaque do trimestre foi a forte redução do endividamento.
A instituição apontou que, após a venda de ativos, incluindo o recente anúncio da alienação do LOG Recife II por R$ 210 milhões ao fundo imobiliário TRXF11, a dívida líquida da Log caiu 50% na comparação trimestral, enquanto a alavancagem atingiu 0,83 vez nos últimos 12 meses.
Além disso, o BBI destacou que, operacionalmente, a companhia entregou 82 mil metros quadrados (m²) totalmente pré-locados, enquanto a absorção bruta atingiu 108 mil m².
A vacância do portfólio da empresa, de acordo com o banco, também permaneceu baixa, em 1,02%, enquanto o ticket médio de aluguel subiu 17,8% na comparação anual, para R$ 25,03 por metro quadrado.
"A Log entregou mais um trimestre de execução impecável, combinando forte desempenho operacional, crescimento real de aluguéis e uma redução expressiva de sua alavancagem por meio da reciclagem de ativos", afirmou o BBI.
"Mantemos nossa recomendação de compra para as ações (LOGG3), que seguem negociando a múltiplos atrativos, de 0,6 vez o valor patrimonial (P/VP), com um balanço robusto e contínua geração de valor aos acionistas", acrescentou.
BTG Pactual: resultados próximos às projeções
Na mesma linha, o BTG Pactual avaliou que a Log reportou, no segundo trimestre, resultados financeiros próximos às projeções e com indicadores operacionais sólidos. Segundo o banco, a receita líquida, que totalizou R$ 66 milhões, foi impulsionada por um forte desempenho orgânico e pelo crescimento dos ganhos de serviços.
A instituição também destacou que a empresa continua se beneficiando do momento favorável do setor logístico brasileiro.
"No 2T26, a empresa entregou dois projetos já totalmente locados, o que reflete a sólida demanda pelos seus ativos", afirmou o BTG.
"Todas as outras métricas operacionais também permaneceram saudáveis: a taxa de vacância encerrou junho em 1% e o ticket médio atingiu R$ 25 por metro quadrado", acrescentou.
Além disso, o banco citou a continuidade da estratégia de reciclagem de portfólio, com destaque para a venda do LOG Recife II ao TRXF11.
"Com as ações sendo negociadas a uma TIR real implícita sobre o equity de 14%, mantemos nossa recomendação de compra, pois a empresa continua apresentando crescimento sólido ao mesmo tempo em que desenvolve e vende imóveis com margens brutas elevadas e cap rates atraentes", disse o BTG.
O preço-alvo da instituição para LOGG3 é de R$ 35, o que representa potencial de valorização de 42% em relação à cotação atual.
Safra: cautela com plano de expansão
Em um tom mais cauteloso, o Safra reconheceu que a Log manteve métricas operacionais fortes observadas nos últimos trimestres, com destaque para o crescimento de 18% no valor do aluguel por metro quadrado na comparação anual.
O banco também apontou que uma despesa financeira abaixo do esperado impulsionou o FFO ajustado, que chegou a R$ 8,5 milhões, superando em 28% as projeções.
Apesar dos números positivos, a casa manteve recomendação neutra para LOGG3, citando riscos relacionados ao plano de expansão da companhia em um ambiente de juros elevados.
"Os sólidos indicadores operacionais da empresa devem ser bem recebidos pelos investidores. Ainda assim, mantemos nossa recomendação neutra, uma vez que o ambicioso projeto 'Log 2 milhões' depende da venda de ativos em larga escala para financiar um ciclo robusto de investimentos", ponderou o Safra.
O que é o projeto "Log 2 Milhões"?
O "Log 2 Milhões" a que o banco se refere prevê a construção, por parte da Log, de 2 milhões de metros quadrados (m²) de área bruta locável (ABL) entre 2025 e 2028. Em maio, inclusive, durante o Investor Day 2026, a companhia afirmou que avalia ampliar em 10% o plano de expansão, diante do forte aquecimento do setor logístico. A sinalização foi feita pelo diretor presidente (CEO), Sérgio Fischer.
De acordo com o executivo, o otimismo ocorre em meio ao forte aquecimento do setor logístico, impulsionado principalmente pelo e-commerce (comércio eletrônico).
"Estamos no nosso melhor momento, com uma demanda 'maluca'", afirmou Fischer, na ocasião.
O que esperar das ações da Log (LOGG3)?
Com a queda de 2,4% nesta sexta, a ação acumula movimento de curto prazo que não reflete a visão majoritária dos analistas. BBI e BTG recomendam compra, com preço-alvo de R$ 35 no caso do BTG. O Safra, por sua vez, prefere esperar para ver a execução do plano de expansão. Para o investidor, o cenário combina fundamentos operacionais fortes com riscos de alavancagem futura.
Se você está avaliando entrar em LOGG3, vale acompanhar de perto as próximas vendas de ativos, que devem financiar o ciclo de investimentos. A queda de hoje pode ser uma oportunidade para quem acredita na tese de crescimento, mas a cautela do Safra serve de contraponto.
Perguntas Frequentes
Por que as ações da Log caíram após o balanço?
As ações caíram 2,4% nesta sexta-feira (7), mas o movimento acompanhou a queda do Ibovespa, que recuou 0,88% no mesmo horário. A avaliação dos analistas é que os números do 2T26 vieram positivos.
Qual foi o lucro da Log no 2T26?
A Log registrou lucro líquido de R$ 58,7 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 32,6% em relação ao mesmo período de 2025.
O que é o projeto "Log 2 Milhões"?
É um plano de construção de 2 milhões de m² de área bruta locável entre 2025 e 2028. A companhia avalia ampliar o plano em 10%, segundo o CEO Sérgio Fischer.
Qual o preço-alvo do BTG para LOGG3?
O BTG Pactual tem preço-alvo de R$ 35 para as ações da Log, o que representa potencial de valorização de 42% em relação à cotação atual.
Qual a recomendação do Safra para LOGG3?
O Safra mantém recomendação neutra para LOGG3, citando riscos do plano de expansão em um ambiente de juros elevados.