JBS (JBSS32): Bradesco BBI reduz preço-alvo a R$ 97 e vê cenário desafiador
O Bradesco BBI reduziu o preço-alvo dos BDRs da JBS (JBSS32) de R$ 110 para R$ 97, com margens mais conservadoras para 2026 e 2027. Apesar do corte, o banco mantém recomendação de compra e vê a companhia como a principal tese de longo prazo no setor de proteínas, mas alerta para
JBS (JBSS32): Bradesco BBI corta preço-alvo para R$ 97 e sinaliza cautela no setor de proteínas
O Bradesco BBI reduziu o preço-alvo para os BDRs da JBS (JBSS32) de R$ 110 para R$ 97, ao atualizar suas estimativas para incorporar margens mais conservadoras entre 2026 e 2027. Apesar do corte, o banco manteve a recomendação de compra e avalia que a companhia segue como a principal tese de longo prazo no setor de proteínas. O Bradesco BBI reduziu o preço-alvo dos BDRs da JBS (JBSS32) de R$ 110 para R$ 97, mantendo recomendação de compra. O banco projeta receita consolidada de US$ 23,1 bilhões no 2º trimestre de 2026, com Ebitda de US$ 1,5 bilhão e lucro de US$ 319 milhões. O cenário reflete margens mais conservadoras e pressão sobre o setor de proteínas.
O que mudou no preço-alvo da JBS (JBSS32)?
A principal mudança veio das margens. O Bradesco BBI atualizou as projeções para 2026 e 2027 com uma visão mais conservadora, resultando no corte de R$ 13 por BDR. O novo preço-alvo de R$ 97 representa uma redução de aproximadamente 12% em relação ao anterior. Ainda assim, o banco mantém a recomendação de compra, sinalizando que o papel segue atrativo no longo prazo.
Projeções para o 2º trimestre de 2026
Na prévia para o segundo trimestre de 2026, o BBI projeta mais um resultado pressionado, embora considere que esse cenário já esteja amplamente precificado pelo mercado. A JBS divulga seu balanço em 10 de agosto, após o fechamento do mercado.
Os analistas estimam:
- Receita líquida consolidada: US$ 23,1 bilhões, alta de 10% na comparação anual
- Ebitda ajustado: US$ 1,5 bilhão, queda de 15%
- Margem Ebitda: 6,4%, retração de 1,9 ponto percentual
- Lucro líquido: US$ 319 milhões, recuo de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior
Desempenho por unidade de negócios
Carne bovina nos EUA (US Beef)
A operação de carne bovina nos Estados Unidos deve apresentar melhora sequencial, beneficiada pelos spreads mais fortes observados no início do trimestre após a greve na planta de Greeley. No entanto, os spreads voltaram a recuar para níveis historicamente baixos, sinalizando um início mais fraco para o segundo semestre.
Pilgrim's Pride (PPC)
O banco espera recuperação em relação ao primeiro trimestre, quando fatores climáticos e paralisações de plantas prejudicaram os resultados. Ainda assim, o aumento da oferta de frango nos Estados Unidos continua pressionando preços e margens.
Suínos nos EUA (US Pork)
A unidade de suínos nos EUA deve registrar mais um trimestre positivo, embora um pouco inferior ao anterior devido à redução dos spreads para produtores não integrados.
Austrália e Seara
Na Austrália, a maior disponibilidade de gado tende a favorecer uma recuperação dos resultados. A Seara deve continuar apresentando desempenho sólido, mas com desaceleração na comparação trimestral, refletindo o aumento da oferta de aves e suínos no Brasil.
Carne bovina no Brasil
A operação brasileira de carne bovina deve permanecer como um dos destaques do trimestre, impulsionada pela ampla oferta de animais para abate e pela forte demanda chinesa antes do preenchimento da cota de exportação.
Riscos e desafios para o setor de proteínas
Embora o Bradesco BBI avalie que um desempenho melhor da divisão de carne bovina nos Estados Unidos possa evitar uma reação negativa do mercado aos resultados, o banco vê um cenário mais desafiador para o restante de 2026.
Entre os fatores de preocupação estão:
- Continuidade da restrição na oferta de gado nos Estados Unidos
- Aumento da produção de aves e suínos no Brasil e nos EUA, que pode pressionar margens
- Mudança do ciclo pecuário brasileiro
- Expectativa de interrupção temporária das exportações brasileiras de carne bovina para a China após o preenchimento da cota de embarques
Diante desse cenário, o banco acredita que há pouco espaço para revisões positivas de lucro não apenas para a JBS, mas para todo o setor de proteínas no curto prazo.
Visão de longo prazo ainda positiva
Mesmo assim, os analistas seguem otimistas com a companhia no horizonte mais longo, destacando o potencial de recuperação dos resultados à medida que os ciclos do setor se normalizarem e a avaliação relativa considerada atrativa em comparação aos pares. JBS resultados 2026
Perguntas Frequentes
Qual é o novo preço-alvo da JBS (JBSS32)?
O Bradesco BBI reduziu o preço-alvo de R$ 110 para R$ 97, mantendo recomendação de compra.
Quando a JBS divulga o balanço do 2º trimestre de 2026?
A JBS divulga seu balanço em 10 de agosto, após o fechamento do mercado.
Quais são as projeções de receita e lucro para o 2º trimestre?
O BBI estima receita de US$ 23,1 bilhões (alta de 10%), Ebitda de US$ 1,5 bilhão (queda de 15%) e lucro líquido de US$ 319 milhões (recuo de 40%).
O banco ainda recomenda comprar JBS?
Sim, o Bradesco BBI mantém recomendação de compra, vendo a JBS como a principal tese de longo prazo no setor de proteínas.
Quais são os principais riscos para o setor de proteínas?
Os riscos incluem restrição na oferta de gado nos EUA, aumento da produção de aves e suínos, mudança do ciclo pecuário brasileiro e possível interrupção das exportações para a China.