Itaúsa (ITSA4): JPMorgan eleva preço-alvo e vê alta de 44%
O JPMorgan vê espaço para a Itaúsa (ITSA4) subir. Em relatório divulgado nesta quinta-feira (27), o banco reiterou a recomendação overweight para as ações e elevou o preço-alvo de R$ 18 para R$ 18,50 até dezembro de 2027.
Considerando a cotação de R$ 12,84 no fechamento de 27 de agosto, o potencial de valorização é de 44%. O principal argumento do banco é o desconto da Itaúsa em relação ao valor de seus ativos. O desconto sobre o valor líquido dos ativos (NAV) caiu de cerca de 24% em janeiro para aproximadamente 19% atualmente, mas o JPMorgan acredita que ele pode convergir para algo próximo de 10% com a implementação da reforma tributária.
Além da participação no Itaú Unibanco (ITUB4), que representa cerca de 95% do NAV da holding, o banco destaca o crescimento dos dividendos recebidos das empresas não financeiras. Segundo o relatório, esses proventos avançaram a uma taxa anual composta de 27% entre 2023 e 2026. Para o JPMorgan, cada R$ 1 bilhão adicional em dividendos vindos dessas companhias representa cerca de 0,6 ponto percentual a mais de dividend yield para os acionistas da Itaúsa.
Entre os ativos que podem contribuir para essa tese estão Alpargatas (ALPA4), Dexco (DXCO3), Motiva (MOTV3), Aegea, Copa Energia e NTS. O banco também incorporou ao modelo o aumento da participação da Itaúsa na Aegea, de 12,8% para 14%, e o dividendo extraordinário de R$ 973 milhões recebido da Itautec.
No cálculo do preço-alvo, o JPMorgan estima um NAV de R$ 229,1 bilhões para a Itaúsa e aplica um desconto de 10%, chegando a um valor justo de R$ 206,2 bilhões, ou R$ 18,50 por ação.
Para o investidor, a tese depende da convergência do desconto sobre o NAV e do crescimento dos dividendos das não financeiras. A reforma tributária é o catalisador central apontado pelo banco. como avaliar holdings de capital aberto