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iPhone dobrável tarde demais? Samsung aposta que sim

ResumoA Apple prepara o lançamento do primeiro iPhone dobrável, previsto para 2026. A Samsung, pioneira no segmento há sete anos, aposta que a entrada tardia não ameaça a liderança sul-coreana. Vendas globais de dobráveis cresceram 30% no último ano, consolidando o mercado. A fabricante norte-americana enfrenta desafios de engenharia e preço, enquanto a Samsung mantém vantagem em tecnologia e escala.

A Apple se prepara para lançar seu primeiro iPhone dobrável, mas a Samsung, pioneira no segmento há sete anos, aposta que a entrada tardia não ameaça sua liderança. Vendas de dobráveis cresceram 30%.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 09 de setembro de 2026
iPhone dobrável tarde demais? Samsung aposta que sim

A Apple está prestes a lançar seu primeiro iPhone dobrável, um dispositivo que se abre como um passaporte, marcando a maior mudança de design em quase duas décadas. A apresentação ocorre nesta quarta-feira (9), em Cupertino, na Califórnia. Enquanto a gigante de Cupertino entra no segmento, a Samsung, sua principal concorrente, aposta que a espera de sete anos foi tarde demais para ameaçar sua liderança.

A Samsung vende smartphones dobráveis há sete anos e lançou, em julho, sua linha mais recente, composta pelos modelos Z Fold 8 e Z Flip 8. As vendas desses novos aparelhos cresceram 30% em volume na comparação anual, segundo a empresa, que divulgou o dado com exclusividade à Fortune. O crescimento se soma a um avanço de cerca de 30% registrado no segmento de dobráveis no ano passado, mesmo com preços mais altos devido aos custos de memória.

"A resposta aos dobráveis tem sido extraordinária", afirmou Dave Das, vice-presidente executivo da divisão Mobile Experience da Samsung Electronics America, em entrevista à Fortune. Segundo Das, os dobráveis atraem novos consumidores curiosos pela tecnologia e também incentivam usuários já convertidos a trocar de aparelho com mais frequência. A dinâmica lembra os primeiros anos dos smartphones, quando cada nova geração despertava uma onda de interesse.

A inovação em cada geração de dobráveis é mais perceptível do que nos smartphones tradicionais, explica Das. "Se você olhar para o formato tradicional de barra, é muito menos visível para o consumidor o que mudou de um ano para outro. Já nos dobráveis, é possível perceber claramente como eles ficaram mais finos, mais leves", disse. Essa diferença ajuda a explicar por que o número de novos clientes da Samsung que usavam marcas concorrentes é 25% maior entre os dobráveis do que nos convencionais. Parte desses consumidores migra até do ecossistema da Apple para o Android, superando o receio de trocar de sistema operacional.

A Samsung foi pioneira ao lançar o Galaxy Fold em 2019, enfrentando problemas técnicos na dobradiça e na tela, que geraram críticas severas. Com o tempo, a companhia refinou a tecnologia, e avaliações recentes descrevem o vinco da tela como quase imperceptível. A experiência acumulada rendeu à Samsung uma liderança de 40% no mercado global de dobráveis em 2025, seguida pela Huawei, com 30%, segundo a Counterpoint Research.

Os dobráveis ainda representam menos de 2% do mercado global de celulares em unidades vendidas, mas a entrada da Apple deve acelerar o segmento. O futuro iPhone dobrável da Apple deverá custar pelo menos US$ 2.100, mesmo patamar do modelo mais sofisticado da Samsung. Analistas esperam que a Apple anuncie o aparelho nesta semana, sob o comando do novo CEO John Ternus, que substitui Tim Cook. Resta saber se a Apple enfrentará a mesma curva de aprendizado da Samsung ou se aproveitará as lições da concorrente. Dave Das afirma estar preparado: "Quando os consumidores compararem os dois produtos, verão claramente as vantagens que a Samsung construiu ao longo de anos de experiência e propriedade intelectual."

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