Ibovespa sobe com petróleo e eleições no radar
Ibovespa abre em alta de 0,32% com mercado à espera de corte da Selic e atento ao julgamento no STF sobre o Caso Master. Pesquisa CNT/MDA e petróleo completam o radar do investidor.
O Ibovespa (IBOV) iniciou o pregão desta terça-feira (15) em alta de 0,32%, aos 186.092,69 pontos, por volta de 10h10 (horário de Brasília). O mercado opera com expectativa de redução da taxa Selic na reunião de quarta-feira, enquanto acompanha o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e mantém cautela no cenário externo.
O dólar à vista recuava 0,15%, cotado a R$ 5,1401, na contramão do índice DXY, que compara a moeda americana a uma cesta de seis divisas fortes e subia 0,19%, aos 99.585 pontos. A sessão do STF que analisa possível envolvimento do ministro Alexandre de Moraes no Caso Master concentra as atenções. Existe a possibilidade de um pedido de vista pela ala pró-Moraes, o que pode paralisar a sessão e atrasar o julgamento por até 90 dias.
Moraes negou, em manifestação ao presidente da corte, Edson Fachin, quaisquer irregularidades no caso do Banco Master. Afirmou ser vítima de investigação ilegal direcionada a ele, com motivação político-eleitoral e de vingança por ter sido relator do processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro, entre outros, foi condenado por tentativa de golpe de Estado.
Pesquisa eleitoral e varejo
A pesquisa CNT/MDA para a eleição presidencial de 2026, divulgada nesta terça-feira (15), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40,6% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 30,4% no primeiro turno. No levantamento anterior, de 11 de agosto, o presidente tinha 42,4% e o senador, 28,7%. A vantagem caiu de 13,7 para 10,2 pontos percentuais.
Em um segundo turno, o presidente venceria o senador por 47,3% a 40%, ante 48% a 39,1% na pesquisa passada. Mesmo com a vantagem recuando de 8,9 para 7,3 pontos percentuais, pela margem de erro de 2,2 pontos percentuais, Lula ainda seria reeleito.
As vendas no varejo brasileiro caíram 0,8% em julho ante o mês anterior, queda maior que a esperada e o pior desempenho em três meses. Na comparação com julho de 2025, houve alta de 1,2%.
Cenário externo
Nos Estados Unidos, o rendimento do título do Tesouro de 10 anos opera no maior nível desde 2007, na véspera da decisão do Federal Reserve (Fed) sobre os juros. Mais cedo, o rendimento atingiu 5,041%, ultrapassando o pico de 2023 alcançado na véspera. A disparada reflete preocupações com o cenário fiscal americano, alta do petróleo, pressão inflacionária e perspectiva de juros elevados por mais tempo.
A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio sustenta os temores de novas interrupções no fornecimento de petróleo. O contrato do Brent para novembro caía 0,11%, a US$ 105,56 o barril, na ICE, em Londres. Na Nymex, o WTI para outubro subia 0,21%, a US$ 101,60 o barril. Para quem investe, o dia pede leitura de cenário: Selic, STF e petróleo definem o humor dos ativos. como a Selic afeta a bolsa