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Ibovespa cai 1,52% com Fed e dólar a R$ 5,10; entenda o pregão

ResumoO Ibovespa fechou em queda de 1,52% nesta quarta-feira, aos 173.885 pontos, pressionado pela decisão do Federal Reserve (Fed) e pelo movimento de aversão ao risco no exterior. O dólar comercial recuou para R$ 5,1084, refletindo ajustes no mercado cambial. A sessão foi marcada pela cautela dos investidores diante do cenário macroeconômico global.

Ibovespa fechou em baixa de 1,52% nesta quarta-feira, aos 173.885 pontos, acompanhando o exterior após decisão do Fed. Dólar recuou para R$ 5,1084. Entenda o que movimentou o mercado.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 29 de julho de 2026
Ibovespa cai 1,52% com Fed e dólar a R$ 5,10; entenda o pregão

O Ibovespa fechou em baixa de 1,52% nesta quarta-feira (29), aos 173.885,34 pontos, acompanhando o movimento de Wall Street após a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). O dólar à vista recuou 0,27%, cotado a R$ 5,1084. O principal índice da bolsa brasileira operou em queda de quase 1% durante a maior parte do pregão, influenciado pelo exterior e pelas falas do presidente do Fed, Kevin Warsh.

Decisão do Fed mantém juros nos EUA e gera dissidência histórica

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve manteve a taxa de juros inalterada no intervalo de 3,50% a 3,75%. A decisão, porém, registrou três votos dissidentes, Beth M. Hammack, Neel Kashkari e Lorie K. Logan preferiram elevar a meta em 0,25 ponto percentual, o maior número desde 2016.

Na coletiva de imprensa, Kevin Warsh minimizou a dissidência. "Eu pedi uma boa briga de família e foi exatamente isso que aconteceu", afirmou. Segundo ele, a existência de votos divergentes faz parte do desenho institucional do banco central e melhora a qualidade das decisões. "Quero enfatizar, é claro, que as decisões deste comitê são muito importantes e, quando necessário e apropriado, não hesitaremos em agir", completou.

Mercado de títulos sinaliza preocupação com inflação

Nos Estados Unidos, o Treasury de 30 anos seguiu operando em alta após a decisão, sinalizando que o mercado de títulos interpreta que o Fed pode estar atrasado no combate à inflação, uma vez que a taxa foi mantida.

Dólar cai a R$ 5,10 em dia de Fed

O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1084, em queda de 0,27%. Nos dias anteriores, a moeda americana oscilou: na segunda-feira (27), a cotação PTAX de venda foi de R$ 5,1005, segundo o Banco Central, e na terça-feira (28), a R$ 5,1177. A queda desta quarta-feira veio em linha com o movimento global após a decisão do Fed.

Bancos pressionam Ibovespa; Petrobras e Vale divergem

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa. No pregão, o Índice Financeiro (IFNC) caiu 2,06%. O Itaú (ITUB4), que detém 8% de participação do IBOV, fechou em queda de 2,43%, a R$ 41,82.

A Vale (VALE3), com 11% de participação do índice, recuou 0,85%, a R$ 75,05, em linha com o minério de ferro. O contrato mais líquido da commodity, para setembro, teve baixa de 0,27%, a 739 yuans (US$ 109,13) a tonelada em Dalian, na China.

Petrobras sobe com petróleo e balanço robusto

Já a Petrobras (PETR4; PETR3) seguiu o petróleo e registrou forte alta. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com salto de 7,32%, a US$ 88,09 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. PETR3 subiu 2,35% (R$ 47,51) e PETR4 avançou 1,92% (R$ 42,00).

O desempenho operacional da companhia no segundo trimestre do ano reforça a expectativa de um balanço sólido e aumenta as chances de uma distribuição robusta de dividendos, segundo analistas. Para o Citi, a Petrobras entregou um trimestre "robusto", com recordes na produção de petróleo e gás e no refino. A instituição acredita que a combinação entre maior produção, aumento das exportações, preços médios mais elevados do Brent e custos de extração potencialmente menores deve se refletir em um resultado financeiro mais forte.

CSN e Santander lideram perdas; Prio sobe com petróleo

A ponta negativa do Ibovespa foi encabeçada pela CSN (CSNA3), que recuou 7,80% (R$ 5,20). Na sequência aparece Santander (SANB11), com derretimento de 7,37% (R$ 25,63) após o resultado fraco do segundo trimestre de 2026. O Itaú considerou o resultado como negativo para as ações, "onde reiteramos a recomendação de desempenho de mercado".

Já a ponta positiva foi liderada por Prio (PRIO3), com alta de 2,89% (R$ 58,41), em linha com o avanço do petróleo. O CMDB11, ETF do BTG Pactual com uma cesta de ações ligadas a commodities na B3, registrou ganho de 0,49%.

Wall Street despenca; Europa e Ásia têm desempenho misto

Os índices de Wall Street fecharam em forte queda após a decisão do Fed de manter os juros inalterados, com os investidores avaliando se o BC conseguirá manter a inflação sob controle. O Dow Jones caiu 1.100 pontos, registrando a pior queda desde abril do ano passado. Os balanços corporativos seguiram no radar, com expectativa pelos números do segundo trimestre de Meta Platforms e Microsoft, que divulgam resultados após o fechamento regular dos mercados.

Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 0,29%, aos 645,01 pontos. Na Ásia, os índices terminaram mistos: o Nikkei, do Japão, recuou 1,49%, aos 61.434,19 pontos, e o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 1,96%, aos 25.807,92 pontos.

Perguntas Frequentes

Por que o Ibovespa caiu com a decisão do Fed?

O Ibovespa seguiu Wall Street, que caiu após o Fed manter os juros nos EUA. A manutenção e a dissidência de três membros geraram incertezas sobre o combate à inflação, impactando mercados globais.

O que significa a dissidência de três votos no Fed?

Três membros do Fomc votaram por elevar os juros em 0,25 ponto percentual, contra a manutenção. É o maior número de votos divergentes desde 2016, indicando divisão sobre a política monetária.

Como o dólar se comportou no dia?

O dólar à vista caiu 0,27%, a R$ 5,1084, alinhado ao movimento global de aversão ao risco após a decisão do Fed.

Quais ações mais subiram e caíram no Ibovespa?

A Prio (PRIO3) liderou as altas, com +2,89%, impulsionada pelo petróleo. A CSN (CSNA3) caiu 7,80%, e o Santander (SANB11) recuou 7,37% após resultados fracos.

O que esperar dos próximos pregões?

O mercado segue atento aos balanços corporativos, como de Meta e Microsoft, e à sinalização do Fed sobre os próximos passos da política monetária.

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