Ibovespa recua à espera de Itaú e Copom; dólar sobe a R$ 5,13
Ibovespa recua à espera de Itaú (ITUB4) e Copom; dólar sobe a R$ 5,13
O Ibovespa (IBOV) encerrou em baixa nesta terça-feira (4), com a queda de mais de 2% de Itaú (ITUB4) e o recuo de Petrobras (PETR4). O mercado aguarda os resultados do segundo trimestre de 2026 e a decisão do Copom. O dólar à vista subiu 0,86%, a R$ 5,1309.
O principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações em baixa de 0,06%, aos 177.894,97 pontos. O dólar à vista encerrou a R$ 5,1309, em alta de 0,86%. O mercado brasileiro aguarda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada amanhã, por volta das 18h30 (horário de Brasília). A expectativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual, após dados mais benignos da inflação e a perda de tração da atividade.
Produção industrial recua 1,8% em junho, acima do esperado
A produção industrial em junho recuou 1,8% na comparação com maio, segundo dado divulgado nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda veio mais intensa do que a mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, que apontava para uma queda de 0,6%.
O número reforça o cenário de desaceleração da atividade, que sustenta a aposta em corte de juros pelo Copom. Para quem acompanha o noticiário econômico, o dado de produção industrial é um termômetro importante: ele mostra como as fábricas estão operando, e uma queda de 1,8% indica menos ritmo na economia.
Itaú (ITUB4) cai 2,48% e Índice Financeiro recua 1,04%
Em dia de baixa no IBOV, o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com recuo de 1,04%. O Itaú (ITUB4) teve perdas de 2,48%, a R$ 42,10. O mercado aguarda os resultados do segundo trimestre de 2026, que devem ser divulgados nos próximos dias.
Petrobras (PETR4) acompanha queda do petróleo; Brent recua 5,26%
A Petrobras (PETR4; PETR3) acompanhou a desvalorização dos preços do petróleo. O Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com queda de 5,26%, a US$ 79,36 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. As ações ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4) tiveram perdas de cerca de 1%.
O recuo do petróleo veio após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmar que um acordo com o Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz pode ser alcançado ainda hoje ou amanhã (5). "Estamos em negociações com os iranianos, e acho que há uma chance de chegarmos a um acordo hoje ou amanhã para abrir o estreito e avançarmos em direção a uma situação mais normalizada neste conflito", disse Bessent em entrevista à CNBC.
Vale (VALE3) sobe 2,24% e destoa da baixa do minério
Já a Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, encerrou o dia com alta de 2,24%, a R$ 76,31, destoando da baixa do minério de ferro na bolsa de Dalian. Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.
Marcopolo (POMO4) despenca 10,43% após balanço fraco
A ponta negativa do índice foi encabeçada pela Marcopolo (POMO4), que despencou 10,43%, a R$ 4,81, abaixo do piso de R$ 5 pela primeira vez em mais de um ano, após o balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26). Para analistas, a Marcopolo reportou uma combinação de resultados "fracos", com números abaixo das expectativas dos principais bancos e casas de análise. O BTG Pactual, por exemplo, classificou como "um trimestre para esquecer".
O banco recorda que, no mesmo período do ano passado, a companhia teve uma recuperação em relação ao trimestre anterior, de janeiro a março, e entregou resultados "muito mais fortes" no 2T25, impulsionados por um desempenho melhor das exportações e por um mix de produtos mais favoráveis.
CSN (CSNA3) lidera altas com possível venda de unidade de cimento
A ponta positiva foi liderada por CSN (CSNA3), com alta de 6,21%, a R$ 4,79, diante da notícia de que a companhia está realizando uma segunda rodada de propostas por sua unidade produtora de cimento esta semana, visando fechar um negócio até o fim do ano. Os principais concorrentes incluem a chinesa Huaxin e um consórcio formado por Votorantim e Cementir, de origem italiana. A expectativa é que ambas as propostas ultrapassem os R$ 10 bilhões.
Wall Street engata 4º dia de ganhos; S&P 500 supera 7.700 pontos
Os índices de Wall Street engataram o quarto dia de ganhos consecutivos nesta terça-feira (4), com saltos das ações nos setores de tecnologia e financeiro. O S&P 500 superou os 7.700 pontos pela primeira vez e o Dow Jones engatou o segundo pregão de recorde seguido.
Na Europa, os mercados fecharam positivos, com o índice pan-europeu Stoxx 600 registrando avanço de 0,73%, aos 656,86 pontos. Na Ásia, os índices fecharam mistos: o Nikkei, do Japão, subiu 0,32%, aos 63.957,53 pontos, e o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,60%, aos 25.852,92 pontos.
Perguntas Frequentes
Por que o Ibovespa caiu nesta terça-feira (4)?
O índice recuou 0,06%, puxado pela queda de Itaú (ITUB4) e Petrobras (PETR4). O mercado aguarda a decisão do Copom e os resultados do 2T26.
Qual foi a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista encerrou a R$ 5,1309, em alta de 0,86%. O Banco Central registrou PTAX de venda de R$ 5,1053.
O que esperar do Copom?
A decisão será divulgada amanhã, por volta das 18h30 (horário de Brasília). A expectativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual.
Por que a Marcopolo caiu tanto?
A ação despencou 10,43% após o balanço do 2T26, com resultados considerados "fracos" por analistas, abaixo das expectativas dos bancos.
O que explica a alta da CSN?
A ação subiu 6,21% com a notícia de uma segunda rodada de propostas pela unidade de cimento, com expectativa de negócio acima de R$ 10 bilhões.