Ibovespa: rali eleitoral volta à mesa, diz analista
O avanço dos candidatos da oposição, como Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante), trouxe a tese do rali eleitoral "de volta à mesa", segundo o estrategista e analista macroeconômico da Empiricus, Matheus Spiess.
Para quem acompanha o mercado financeiro, a questão fiscal segue como a principal preocupação dos investidores. O aumento da probabilidade de mudança no pêndulo político já começa a reverberar no Ibovespa, o principal índice de ações da bolsa brasileira.
"É inevitável um ajuste fiscal. Mas o mercado não compra mais o ajuste vindo do atual governo e é por isso que, quando tem uma maior chance de inflexão do pêndulo político, o mercado vai bem. É um pouco do que temos visto nas últimas semanas", afirmou o analista.
Depois de alguns meses perto do "0 a 0", o Ibovespa disparou cerca de 13% desde o dia 18 de agosto até o fechamento da última quinta-feira (10). Para Spiess, o movimento pode continuar, caso os sinais continuem a indicar uma troca na principal cadeira do Poder Executivo.
"Se tiver uma visibilidade minimamente maior que um ajuste fiscal será feito, por conta da inflexão do pêndulo político, a bolsa ainda vai andar bastante", aponta.
Cenário segue em aberto
Apesar do otimismo de parte do mercado, o cenário permanece completamente em aberto. A pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada na última terça-feira (8), mostrou Lula (PT) com 39% das intenções de votos no primeiro turno, contra 35% de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
No segundo turno, a previsão muda de lado: segundo o levantamento, Bolsonaro superaria o atual presidente com 46% dos votos, versus 45% do petista. Augusto Cury, que apareceu com apenas 9% da preferência no primeiro turno, também superaria Lula no segundo, com 45%, contra 43% do incumbente.
Essa não foi a única pesquisa recente a indicar vitória de Bolsonaro ou Cury em um eventual segundo turno.
Para Spiess, a crise institucional no STF pode depreciar ainda mais a popularidade de Lula, por "aumentar o sentimento antissistema". Ainda assim, na avaliação do analista, as Eleições 2026 podem ser ainda mais apertadas do que as de 2022, quando Lula ganhou com uma diferença considerada pequena, de 2,1 milhões de votos.
Iniciativa para o ciclo eleitoral
Em meio ao cenário incerto, o Market Makers, maior hub de conteúdos financeiros do Brasil, lançou o Gabinete do Investidor. Trata-se de uma coalizão com fóruns, debates, carteira recomendada e acompanhamento diário por 12 semanas, ao longo de todo o ciclo eleitoral.
A proposta é preparar os investimentos para o dia da votação, aproveitar oportunidades de curto prazo, mostrar como planejar o portfólio e calibrar as expectativas para os próximos 4 anos. A primeira iniciativa é um grupo no WhatsApp com boletins diários, já disponível e com inscrição gratuita.
Os demais conteúdos serão liberados a partir da próxima terça-feira (15), com abertura oficial durante um episódio do Market Makers.