Ibovespa inverte e sobe 1,5% com eleições no radar
Ibovespa iniciou o dia em queda, inverteu o sinal e subiu 1,50% com a nova pesquisa AtlasIntel no radar. Mercado precifica avanço de Flávio Bolsonaro, e o dólar caiu a R$ 5,0906 ante o real.
O Ibovespa (IBOV) começou o pregão desta quinta-feira (10) em queda, inverteu o sinal e passou a subir mais de 1% nos últimos minutos da manhã, com a nova pesquisa eleitoral AtlasIntel no radar. Por volta de 12h (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira bateu a máxima intradia, aos 188.422,42 pontos, alta de 1,50%.
O que mudou: o mercado precifica o possível avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. As últimas pesquisas de intenção de votos já mostram o bolsonarista à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. A AtlasIntel deve ser divulgada ainda hoje.
A pesquisa PoderData/Aya mostrou Flávio Bolsonaro com 47% das intenções de voto contra 45% de Lula em um eventual segundo turno. No mercado de apostas no exterior, o senador já aparece como favorito à Presidência pela primeira vez: o Polymarket mostra 52% de probabilidade de vitória do senador contra 45% de Lula, com o contrato sobre a eleição brasileira já movimentando quase US$ 147 milhões.
Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, diz que o mercado está precificando uma expectativa crescente de vitória de Flávio e que há sinais desse movimento também no mercado preditivo. "Mercado vem acompanhando essas mudanças [nas pesquisas] para reajustar posições com uma tendência de um governo pró-mercado", afirma.
O movimento destoa do exterior. Os principais índices acionários operam em queda com a disparada do petróleo, e o Brent chega a US$ 105 por barril. O dólar sobe ante moedas globais, com o DXY, que compara a divisa a uma cesta de seis moedas fortes, em alta de 0,09%, a 98.906 pontos.
Na comparação com o real, o dólar destoa e ganha fôlego em meio ao "trade eleitoral", com o mercado precificando uma possível mudança de governo. No mesmo horário, a divisa norte-americana operava a R$ 5,0906, baixa de 0,42%. O alívio também aparece na curva de juros futuros: a taxa do contrato do DI para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, bateu mínima a 13,575%, ante 13,580% no fechamento anterior.