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Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa, Dólar e Juros nesta terça

ResumoIbovespa registra queda nesta terça-feira sob pressão da tensão no Oriente Médio e da alta dos títulos globais. Dólar permanece em destaque após o PIB brasileiro crescer 0,5% no segundo trimestre. Juros futuros acompanham o movimento de aversão a risco, com investidores monitorando o cenário externo e os dados domésticos.

Ibovespa opera sob pressão com tensão no Oriente Médio e alta dos títulos globais. Dólar segue em foco após PIB crescer 0,5% no 2º tri. Acompanhe ao vivo.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 01 de setembro de 2026
Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa, Dólar e Juros nesta terça

O Ibovespa inicia a terça-feira (1º) sob pressão, em dia de aversão a risco global. Os índices futuros dos EUA recuam com a alta dos títulos públicos, enquanto o dólar e os juros seguem no radar do investidor. O PIB brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, na série com ajuste sazonal, e o dólar PTAX de venda fechou em R$ 5,1816 na véspera.

O petróleo voltou a subir após a primeira troca de ataques diretos entre Irã e EUA desde o final de julho. O conflito, que já dura seis meses, escalou com o ataque dos EUA à Ilha de Larak, no domingo, e a resposta iraniana com mísseis contra bases aéreas norte-americanas na Jordânia. O presidente Donald Trump afirmou à Fox News que "vamos atingi-los com força... Haverá uma resposta", mas disse que os novos ataques não significam uma guerra em grande escala.

A liquidação nos mercados globais de títulos se intensificou. O rendimento dos títulos de 10 anos do Japão atingiu 3% pela primeira vez desde 1996, e os rendimentos da zona do euro marcaram novas máximas em mais de 10 anos. A dívida dos EUA ultrapassou US$ 40 trilhões, e grandes empresas de tecnologia captam recursos para financiar o boom de IA, o que exacerba as vendas de títulos públicos.

No Brasil, o PIB do segundo trimestre somou R$ 3,4 trilhões, com a Agropecuária crescendo 2,8%, Serviços 0,2% e Indústria 0,1%. A taxa de investimento ficou em 16,1% do PIB, abaixo dos 16,6% do mesmo período de 2025. A taxa de poupança subiu a 16,6%. No acumulado de quatro trimestres, o PIB avançou 2,0%.

No câmbio, Japão e EUA concordaram em coordenar ações para garantir movimentos "ordenados" do iene, após a moeda cair para cerca de 160 por dólar. A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, disse que não há mudança na posição de agir em caso de movimentos desordenados.

No BCE, o membro Martin Kocher afirmou que os riscos de alta para a inflação aumentaram e que outro aumento de juros será necessário em breve. Pesquisa do BCE indica que o atual aumento da inflação foi impulsionado quase inteiramente por choques no abastecimento de energia, o que justifica a alta de junho.

Na cena corporativa, a Qualicorp anunciou mudanças na presidência: Eduardo Oliveira foi eleito CEO, em substituição a Maurício Lopes, que passa a presidir o conselho. A sucessão havia sido anunciada em maio. A Petrobras não reajusta a gasolina há 96 dias e o diesel há 93 dias, segundo a Abicom.

O Ibovespa deve seguir volátil, com o noticiário do Oriente Médio e os dados de juros no exterior ditando o ritmo. Para o investidor, o cenário reforça a cautela com ativos de risco e a atenção ao câmbio, que segue sensível ao humor externo. como o conflito no Oriente Médio afeta o câmbio

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