Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa, Dólar e Juros nesta segunda (20/07)
O Ibovespa opera nesta segunda-feira (20) sob pressão de múltiplos fatores: escalada do conflito entre EUA e Irã no nono dia consecutivo, que eleva os preços do petróleo e gera cautela global; China mantém juros de referência pelo 14º mês; e BRB encerra negociações com Quadra sob
O Ibovespa opera nesta segunda-feira (20) sob influência de um cenário geopolítico tenso, com o nono dia consecutivo de ataques dos Estados Unidos contra alvos no Irã, que elevam os preços do petróleo e renovam a cautela global. No radar doméstico, o BRB encerrou negociações com a Quadra Gestão de Recursos para a venda de ativos do Banco Master, enquanto a China manteve suas taxas de juros de referência inalteradas pelo 14º mês consecutivo.
Ibovespa: geopolítica, petróleo e juros globais no centro das atenções
O principal índice da bolsa brasileira reflete o cenário externo adverso. Os ataques dos EUA ao Irã entraram no nono dia consecutivo, com relatos de que dois petroleiros no Estreito de Ormuz teriam explodido, segundo o Irã. Os Estados Unidos vêm incentivando navios a usar uma rota próxima a Omã para atravessar o estreito, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. A escalada eleva a preocupação com interrupções na oferta de energia e adiciona volatilidade aos mercados.
Petróleo e minério de ferro
Os preços do petróleo operam sem força, apesar do conflito, que aumentou as preocupações com interrupções no fornecimento pelo Estreito de Ormuz. Já as cotações do minério de ferro na China fecharam no vermelho. A fraqueza sazonal na demanda chinesa por aço e a redução das margens das siderúrgicas superaram a oferta restrita de alguns carregamentos de qualidade inferior, após Pequim restringir as importações de certos produtos da Fortescue.
China mantém juros de referência
A China deixou inalteradas as taxas de empréstimo de referência (LPRs) pelo 14º mês consecutivo, em linha com as expectativas. A LPR de um ano foi mantida em 3,00%, enquanto a LPR de cinco anos permaneceu em 3,50%. Em pesquisa da Reuters com 23 participantes, todos previram a manutenção. A economia chinesa cresceu no ritmo mais lento em mais de três anos no segundo trimestre, com fraqueza do consumo das famílias ofuscando a solidez da indústria e das exportações.
BRB encerra negociação com Quadra sobre ativos do Master
O Banco de Brasília (BRB) não dará continuidade à operação de venda de ativos recebidos do Banco Master no valor de R$ 15 milhões, objeto de Memorando de Entendimentos com a Quadra Gestão de Recursos. Em fato relevante, o banco controlado pelo governo do Distrito Federal afirmou que a decisão foi tomada ao concluir que não estavam reunidas as condições para o prosseguimento da operação nos termos originalmente contemplados. O BRB também citou a ausência de conclusão das diligências necessárias e a evolução das discussões para alterações.
Mercados globais: Ásia, Europa e futuros de NY
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única, com destaque para a forte queda do Kospi, da Coreia do Sul, que levou a Bolsa de Valores da Coreia a ativar um mecanismo de negociação paralela, interrompendo temporariamente a negociação programada.
Na Europa, os mercados operam em baixa, revertendo a alta do início do dia. Andy Burnham assume o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, substituindo Keir Starmer e tornando-se o quinto líder do país em quatro anos. Segundo David Morrison, analista sênior de mercado da Trade Nation, há um alívio geral por nada de muito ruim ter acontecido no fim de semana, mas as notícias precisam ser realmente positivas para atrair compradores. Confira os índices:
- STOXX 600: -0,17%
- DAX (Alemanha): -0,01%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,58%
- CAC 40 (França): +0,05%
- FTSE MIB (Itália): -0,14%
Os índices futuros de Nova York operam em alta, em tentativa de recuperação após uma semana negativa. Na semana passada, o S&P 500 recuou 1,6%, o Nasdaq Composite caiu 2,9% e o Dow Jones registrou perda de 0,9%, pressionados pela realização de lucros em ações de tecnologia e semicondutores.
Dólar e juros
O dólar PTAX de venda encerrou a última sexta-feira (17) a R$ 5,1176, segundo o Banco Central. Na quinta (16), a cotação foi de R$ 5,0975. O mercado de juros acompanha o cenário externo, com o Banco Central Europeu divulgando pesquisa que indica que as empresas da zona do euro preveem que os preços de venda subirão de forma mais moderada e veem desaceleração no crescimento dos salários. A inflação na zona do euro oscila em torno de 3%, acima da meta de 2% do BCE.
Geopolítica: Rússia, EUA e Irã
O Kremlin afirmou que acolheria com satisfação contatos entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em Manila, onde membros da Asean estão reunidos. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Moscou é a favor do encontro.
Perguntas Frequentes
O que movimenta o Ibovespa hoje?
O Ibovespa é influenciado pelo nono dia consecutivo de ataques dos EUA ao Irã, que elevam o petróleo, pela manutenção dos juros na China e pelo encerramento das negociações do BRB com a Quadra sobre ativos do Master.
Qual a cotação do dólar hoje?
Segundo o Banco Central, o dólar PTAX de venda em 17/07/2026 foi de R$ 5,1176.
O que aconteceu com o BRB e o Banco Master?
O BRB encerrou as negociações com a Quadra Gestão de Recursos para a venda de ativos do Banco Master no valor de R$ 15 milhões, por não reunir condições para o prosseguimento da operação.
Como estão os mercados na Ásia?
Os mercados asiáticos fecharam sem direção única, com forte queda do Kospi na Coreia do Sul, que ativou mecanismo de negociação paralela.
O que ocorre no conflito entre EUA e Irã?
Os EUA realizaram o nono dia consecutivo de ataques contra alvos no Irã, com relatos de explosão em petroleiros no Estreito de Ormuz, elevando os preços do petróleo.