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Ibovespa Futuro amplia ganhos da véspera; política e guerra no Irã seguem em foco

O Ibovespa Futuro opera em alta nesta quarta-feira (2), ampliando os ganhos da véspera, quando o índice à vista avançou mais de 1% e fechou no maior nível desde maio. Às 9h06 (horário de Brasília), o contrato subia 0,29%, aos 182.865 pontos. O movimento ocorre com dólar e juros futuros em queda, diante da percepção de menor prêmio de risco e maior disciplina fiscal.

O noticiário político segue no radar dos investidores. A demanda por opções de compra de ações brasileiras, vista nos contratos em aberto de calls do EWZ, mantém a atenção do mercado. Na agenda nacional, uma nova pesquisa Quaest de intenção de voto para presidente na eleição de outubro será divulgada às 10h15. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo.

No exterior, a guerra no Irã segue como principal vetor de risco. Novos ataques aéreos dos Estados Unidos contra o Irã levaram os preços do petróleo aos níveis mais altos em cinco semanas. A alta da commodity alimenta preocupações com a inflação e prolonga a liquidação nos mercados globais de títulos.

Os EUA atingiram alvos militares iranianos nas proximidades do Estreito de Ormuz, enquanto Teerã afirmou ter atacado ativos norte-americanos em toda a região. Foi a troca de ataques mais significativa das últimas semanas. A escalada da tensão e as vendas de títulos deram a setembro um início turbulento, aumentando a pressão sobre os mercados poucos dias após comentários hawkish do chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, levarem investidores a ampliar apostas em nova alta dos juros nos EUA.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,30%, o S&P Futuro avançava 0,10% e o Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,07%. O dólar futuro operava com baixa de 0,01%, aos R$ 5,156.

Os mercados acionários da Ásia-Pacífico fecharam em forte baixa, pressionados pelas tensões no Oriente Médio e pelo impacto da alta do petróleo sobre as perspectivas de inflação. O movimento veio acompanhado de forte alta dos rendimentos dos títulos públicos, o que aumentou a cautela dos investidores.

Os preços do petróleo operam perto da estabilidade, com Teerã tendo retaliado contra os aliados regionais de Washington. Já as cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, com o aumento dos custos do carvão metalúrgico pressionando as margens das siderúrgicas e o crescimento dos estoques portuários evidenciando a ampla oferta.

Para o investidor, o cenário combina gatilhos domésticos e externos. A pesquisa Quaest pode trazer volatilidade ao longo da manhã, enquanto o desenrolar do conflito no Oriente Médio tende a ditar o humor dos mercados globais. Acompanhar a evolução dos juros futuros e do petróleo ajuda a calibrar o apetite por risco. O que é o Ibovespa Futuro e como funciona

Rubens Athayde
Economista de mercado
Economista de mercado.
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