Ibovespa fecha em alta, mesmo com queda do petróleo derrubando petroleiras
Ibovespa fechou em alta de 1,55% nesta terça-feira, aos 174.576,80 pontos, no quinto pregão positivo. Bancos e Vale sustentaram o índice, enquanto a queda do petróleo derrubou Petrobras e Braskem.
O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, ampliando a sequência positiva, em movimento sustentado principalmente por ações de bancos e da Vale. O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 1,55%, a 174.576,80 pontos, no quinto pregão seguido com sinal positivo, com volume financeiro de R$28,67 bilhões.
A queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano favoreceu o fluxo comprador na bolsa paulista, com dados recentes também mostrando algum retorno do fluxo estrangeiro para as ações brasileiras. O Treasury de 10 anos marcava 4,6209% no final do dia, de 4,704% na segunda-feira, o que também favoreceu o S&P 500, que encerrou com elevação de 0,32%.
O Banco do Brasil ON avançou 5,22%, destaque entre os bancos, em sessão robusta para o setor que vinha sendo penalizado por preocupações com o cenário de crédito no país. Itaú Unibanco PN fechou em alta de 1,83%, Bradesco PN subiu 3,13% e BTG Pactual Unit valorizou-se 3,04%. Vale ON subiu 2,04%, em linha com o movimento de ações de mineradoras no exterior, mesmo com o declínio dos futuros do minério de ferro na China. O presidente-executivo da mineradora, Gustavo Pimenta, afirmou que a Vale vê potencial para expandir a capacidade de produção em até 50 milhões de toneladas por ano, caso consiga avançar com a exploração do bloco C, em Carajás.
Petrobras PN caiu 1,8%, acompanhando o declínio dos preços do petróleo no exterior, onde o barril Brent fechou em baixa de 3,89%, a US$88,58. Investidores também continuam analisando potenciais reflexos para a estatal do pedido de recuperação extrajudicial da Braskem, na qual a Petrobras divide o controle com a IG4 Capital. Braskem PNA desabou 13,11%, ampliando as perdas da véspera, quando entrou com pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar US$10,9 bilhões em dívidas. Por causa do pedido, a B3 informou que as ações da companhia serão excluídas dos índices da bolsa ao preço de fechamento desta terça-feira.
Números da B3 sobre a movimentação de estrangeiros também trouxeram algum alento a agentes financeiros. No último dia 21, houve entrada líquida de R$1,76 bilhão, mas o saldo do mês permanece negativo em R$21,44 bilhões. "Se as entradas continuarem, a recuperação recente do Ibovespa começa a ganhar um fundamento mais consistente e deixa de parecer apenas um repique técnico", afirmou o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso. O mercado também aguarda o discurso do chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, na conferência de Jackson Hole, na sexta-feira, e o índice PCE, medida de inflação preferida do banco central dos EUA, que será divulgado na quarta-feira, assim como o balanço da Nvidia.
Magazine Luiza ON saltou 9,13%, endossada pelo alívio nas taxas dos contratos de DI, que favoreceu outros papéis sensíveis a juros, como Assaí ON, que avançou 7,82%, Cury ON, que fechou em alta de 7,49%, e Localiza ON, que subiu 5,79%. Hapvida ON subiu 0,94%, mas no mês ainda acumula declínio de cerca de 43%. Yduqs ON cedeu 1,58%, após disparar quase 13% na véspera, com tratativas "em estágio inicial" com a Afya. Usiminas PNA recuou 2,11%, após notícia sobre um plano do acionista controlador Ternium fechar o capital, que foi negado pela empresa.