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Ibovespa divide atenção entre eleições e exterior; 5 coisas antes de investir (31)

O Ibovespa (IBOV) entra no último pregão de agosto em forte alta, destoando da cautela no exterior. O cenário eleitoral apertado está no radar, assim como a disparada do petróleo, que impulsiona a Petrobras (PETR4).

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com avanço de 1,45%, aos 178.217,10 pontos. O dólar à vista caía 0,41%, a R$ 5,1750, acompanhando o desempenho da moeda no exterior. O DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,13%, aos 99.572 pontos.

Pesquisas eleitorais e pautas no Congresso

Hoje cedo, saíram novas pesquisas de cenário eleitoral para a Presidência. No levantamento AtlasIntel/Bloomberg, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 47,1% das intenções de voto contra 42,6% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um cenário de segundo turno. A vantagem é de 4,5 pontos porcentuais, dentro da margem de erro de 1 ponto. Brancos, nulos e não souberam somam 10,3%.

Já na pesquisa BTG Pactual/Nexus, Lula e Flávio Bolsonaro seguem empatados tecnicamente, com 46% e 45%, respectivamente. Nenhum/branco/nulo somariam 8%, e 1% está indeciso.

Nesta semana, o Congresso Nacional avança com propostas de interesse do governo em esforço concentrado antes das eleições de 2026. Entre as pautas estão a MP que suspende a "taxa das blusinhas", a PEC do fim da escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública.

PLOA 2027 e o cenário fiscal

O governo federal envia nesta segunda-feira o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. A proposta prevê superávit primário pouco acima de 0,1% do PIB e salário mínimo de R$ 1.741. Será o último Orçamento do atual mandato de Lula, em meio a preocupações com a situação fiscal e a trajetória da dívida pública.

As despesas obrigatórias devem crescer entre 6,8% e 6,9%, abaixo da correção de 7,7% permitida pelo arcabouço. O governo pretende elevar em cerca de 20% as despesas discricionárias, que incluem investimentos e a máquina pública.

Payroll e juros nos EUA

Na sexta-feira (4), o Departamento do Trabalho dos EUA divulga o payroll de agosto, principal métrica acompanhada pelo Federal Reserve. Após o PCE mais alto e falas duras do presidente do Fed, Kevin Warsh, no Simpósio de Jackson Hole, a maioria do mercado vê possibilidade de alta nos juros em setembro. A ferramenta FedWatch, do CME Group, aponta 63,9% de chance de elevação para a faixa de 3,75% a 4%.

Tensão no Oriente Médio e petróleo

O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que forças norte-americanas realizaram uma "ação limitada e precisa" contra equipes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã que estariam espalhando minas no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump afirmou que a Ilha de Kharg está "sendo reduzida a pedaços". O Irã ainda busca solução negociada, segundo o presidente Masoud Pezeshkian.

Com isso, o petróleo Brent salta 5,31%, a US$ 90,69 o barril, e o WTI avança 3,13%, a US$ 86,01. como o petróleo afeta seus investimentos o que esperar do payroll e da bolsa

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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