Ibovespa sobe com blue chips; dólar fecha a R$ 5,16
O Ibovespa (IBOV) fechou em alta de 0,31% aos 175.135,41 pontos nesta quinta-feira (27), completando a sétima alta consecutiva, com apoio das blue chips e do apetite a risco no exterior. O dólar à vista avançou 0,20%, a R$ 5,1620. A sessão foi marcada pela retomada do otimismo com tecnologia e inteligência artificial, após os resultados da Nvidia (NVDA).
Por aqui, os investidores reagiram à taxa de desemprego de 5,3% no trimestre até julho de 2026, menor patamar da série histórica desde 2012. Para André Valério, economista sênior do Inter, o mercado de trabalho segue resiliente, mas com sinais de perda de dinamismo na ponta, consistente com o impacto restritivo da política monetária.
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Totvs (TOTS3), que subiu 6,41% (R$ 34,69), em meio ao rali global de tecnologia. Já a ponta negativa foi Hypera (HYPE3), que caiu 3,45% (R$ 21,25). A alta do índice, porém, foi patrocinada pelas blue chips, com destaque para Petrobras (PETR4; PETR3), que subiram 3% e 3,02%, a R$ 47,31 e R$ 42,70, respectivamente, com apoio do petróleo e da suspensão do Imposto de Exportação pela Justiça do DF. Vale (VALE3) avançou 0,84%, a R$ 79,11. Já o Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 0,89%, a R$ 39,10, limitando os ganhos do setor financeiro.
Nos EUA, a Nvidia reportou receita de US$ 96,2 bilhões no segundo trimestre, acima das expectativas, com projeção de crescimento de 70% na receita no próximo ano fiscal. Na Europa, o Stoxx 600 caiu 0,69%; na Ásia, Nikkei recuou 0,20% e Hang Seng, 0,34%.
Para o investidor, o movimento reforça a percepção de bolsa descontada, com possível retorno do estrangeiro, apesar do saldo negativo em agosto. investimentos em renda variável como investir em ações da Petrobras