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IBOV: blue chips e bancos levam Bolsa ao maior nível em 4 meses

ResumoIbovespa atingiu o maior nível em quatro meses, impulsionado por blue chips e bancos. Vale, Petrobras e Banco do Brasil registraram alta, enquanto MGLU3 disparou após anúncio de parceria com Mercado Livre. O movimento reflete otimismo do mercado com setores de peso e varejo, consolidando ganhos recentes da Bolsa brasileira.

Ibovespa acelera com blue chips e bancos, atingindo maior nível em 4 meses. Vale, Petrobras e BB sobem; MGLU3 dispara com parceria com Mercado Livre.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 02 de setembro de 2026
IBOV: blue chips e bancos levam Bolsa ao maior nível em 4 meses

O Ibovespa acelerou os ganhos nesta quarta-feira (2) e voltou aos maiores níveis em cerca de quatro meses, apoiado pela valorização de ações de grande peso, como Vale (VALE3), bancos e Petrobras. O movimento positivo era disseminado entre as principais blue chips da Bolsa brasileira, em meio à melhora recente do fluxo estrangeiro, ao desempenho de commodities e à repercussão de uma nova pesquisa eleitoral mostrando disputa mais apertada pela Presidência.

Magazine Luiza (MGLU3) disparava 20,91% após anunciar parceria com o Mercado Livre (MELI34) para ampliar a distribuição de seus produtos pelo marketplace. Pelo acordo, a Magalu listará cerca de 27 mil SKUs de seu estoque próprio na plataforma, com início das vendas previsto para setembro. A parceria inclui produtos da KaBuM! e da Época Cosméticos, enquanto a Netshoes será adicionada posteriormente. O Citi, em avaliação preliminar, considerou a parceria positiva para ambas as empresas, mas pediu maior visibilidade sobre os termos.

Por volta das 13h20, as ações da Vale avançavam 2,21%, figurando entre os principais suportes do índice. A mineradora representa mais de 11% da carteira teórica do Ibovespa. A alta ocorria mesmo com o minério de ferro recuando na China. Nesta quarta, a Vale paga R$ 8,6 bilhões em proventos, referentes ao 1º e 2º trimestres de 2026, sendo R$ 2,0307 por ação, entre dividendos e JCP. Banco do Brasil (BBAS3) subia 5,64%, com a atualização do JCP complementar e a reação ao ambiente eleitoral. Para Luiz Mendes, head de alocação da Angatu Private, a valorização reflete a confiança em uma candidatura mais alinhada à direita e na possibilidade de alternância de governo.

Os demais grandes bancos também subiam: Itaú Unibanco (ITUB4) avançava 3,18%, Bradesco (BBDC4) 1,82%, Santander Brasil (SANB11) 1,30% e BTG Pactual (BPAC11) 2,72%. Petrobras (PETR3; PETR4) subia 2,06% e 2,20%, com o Brent a US$ 95,61. A B3 (B3SA3) subia 3,91% após decisão favorável do Carf que cancelou autos de infração de R$ 2,2 bilhões. O Goldman Sachs manteve recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 21 em 12 meses. O Banco Central também informou que prepara medidas para o crédito às famílias, diante da elevada participação de modalidades mais onerosas na dívida.

Gabriel Magno, chefe de alocação da AW Capital, resumiu o momento: "Investidores estrangeiros pararam de vender bolsa do Brasil massivamente, como ocorreu na primeira metade do mês de agosto. Só por isso, o fluxo já melhorou e muito e deu uma impulsionada na bolsa".

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