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Hidrelétricas no topo da agenda da Copel, diz CEO

ResumoA Copel, sob o comando do CEO Daniel Slaviero, prioriza hidrelétricas no topo da agenda de crescimento. A estratégia da companhia foca em licitações, usinas reversíveis e relicitações como principais frentes de expansão. A declaração ocorreu em teleconferência com investidores, reforçando o compromisso da estatal paranaense com a geração de energia por fonte hídrica.

O CEO da Copel, Daniel Slaviero, afirmou que hidrelétricas estão no topo da agenda de crescimento da companhia. Em teleconferência, ele citou licitações, usinas reversíveis e relicitações como prioridades.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 06 de agosto de 2026
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Hidrelétricas estão no topo da agenda de crescimento da Copel, diz CEO

O CEO da Copel, Daniel Slaviero, afirmou nesta quinta-feira que oportunidades relacionadas a ativos hidrelétricos estão no topo da agenda de alocação de capital e crescimento da companhia. A declaração ocorreu em teleconferência sobre os resultados trimestrais.

Resposta direta: O executivo citou como exemplos as licitações de ampliação de capacidade de hidrelétricas, projetos de usinas hídricas reversíveis e eventuais relicitações de concessões que vencem nos próximos anos. A Copel defende que o governo federal abra novos processos competitivos para as concessões vincendas, em vez de prorrogações antecipadas.

O que a Copel prioriza em hidrelétricas

Segundo Slaviero, a companhia vê três frentes principais: ampliação de capacidade, usinas reversíveis e relicitações. Cada uma representa uma forma de a Copel crescer sem depender de novos grandes projetos greenfield, que enfrentam custos e prazos maiores.

A ampliação de capacidade, por exemplo, permite gerar mais energia com a infraestrutura já existente. Já as usinas reversíveis funcionam como baterias naturais, armazenando energia para momentos de pico. As relicitações, por sua vez, abrem a possibilidade de a Copel assumir concessões que estão vencendo.

A defesa por processos competitivos

A Copel está defendendo que o governo federal abra novos processos competitivos para as concessões de hidrelétricas vincendas, em vez de prorrogá-las antecipadamente para os concessionários atuais mediante pagamento de bônus de outorga. A posição foi explicitada pelo CEO na teleconferência.

"Processos competitivos trazem mais benefícios para a União, para o poder concedente, e para o fiscal... Por isso temos defendido essa tese, a decisão final cabe, por óbvio, ao poder concedente", disse Slaviero.

A lógica é simples: a concorrência tende a gerar outorgas mais altas e condições melhores para o sistema. O CEO citou exemplos de outros setores para sustentar o argumento.

O precedente de rodovias e o TCU

Slaviero lembrou que concessões de rodovias como Fernão Dias e Régis Bittencourt passaram por processos de repactuação com abertura para o mercado competitivo. Segundo ele, isso já está consolidado como diretriz do Tribunal de Contas da União (TCU).

"Em outros segmentos da economia, (rodovia) Fernão Dias, Régis Bittencourt, todas passaram por processo de repactuação, tiveram abertura para o mercado competitivo. Isso já está bastante consolidado como diretriz do TCU, a gente acha pouco provável que haja interpretação diferente para concessões do setor elétrico", acrescentou.

A comparação sugere que o mesmo modelo pode ser aplicado ao setor elétrico, o que abriria espaço para novas empresas disputarem ativos hoje concentrados.

O cenário de concessões vincendas

O governo contabiliza quase 20 GW de contratos de hidrelétricas que estão vencendo nos próximos anos, principalmente a partir de 2030. Além disso, discute eventuais aprimoramentos contratuais para que os empreendimentos tragam mais flexibilidade ao sistema elétrico nacional.

Esse volume é relevante: 20 GW representam uma parcela considerável da matriz elétrica brasileira. A forma como essas concessões forem renovadas ou relicitadas terá impacto direto na oferta de energia e nos preços no médio prazo.

Para a Copel, esse cenário é uma oportunidade de crescimento orgânico, sem depender de fusões e aquisições.

M&A: nada concreto no momento

Sobre eventuais fusões e aquisições, Slaviero afirmou que não há nada concreto na carteira da empresa ou em fase avançada de estudos. "Não vimos nenhum ativo no mercado que valha aprofundamento da nossa parte", disse.

A declaração indica cautela na estratégia de crescimento inorgânico. A Copel prefere esperar oportunidades que façam sentido do ponto de vista de retorno e risco.

O que isso significa para o investidor

A posição da Copel reforça a tese de que o crescimento da companhia está atrelado a ativos hidrelétricos, não a aquisições. Para o investidor, isso significa acompanhar de perto as decisões do governo sobre relicitações e os leilões de ampliação.

Se o modelo competitivo for adotado, a Copel pode disputar ativos relevantes. Se houver prorrogação antecipada, o cenário muda. O desfecho depende do poder concedente, como lembrou o próprio CEO.

A agenda de hidrelétricas, portanto, é um tema central para quem acompanha a Copel e o setor elétrico como um todo. O ciclo de investimentos, nesse caso, pode virar em favor da companhia, mas a decisão final está fora do controle dela.

Perguntas Frequentes

O que a Copel quer com as hidrelétricas?

A Copel quer crescer por meio de licitações de ampliação de capacidade, projetos de usinas reversíveis e relicitações de concessões vincendas, como declarou o CEO Daniel Slaviero.

Por que a Copel defende processos competitivos?

Segundo o CEO, processos competitivos trazem mais benefícios para a União, para o poder concedente e para o fiscal. A decisão final, porém, cabe ao poder concedente.

Quantos GW de hidrelétricas vencem nos próximos anos?

O governo contabiliza quase 20 GW de contratos de hidrelétricas vencendo nos próximos anos, principalmente a partir de 2030.

A Copel planeja fusões e aquisições?

Não há nada concreto. O CEO afirmou que nenhum ativo no mercado justifica aprofundamento de estudos no momento.

O que são usinas reversíveis?

São projetos que funcionam como baterias naturais, armazenando energia para uso em momentos de pico. A Copel os vê como uma das frentes de crescimento em hidrelétricas.

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