Investimentos

Gringo volta à B3: 3 fatores explicam, diz XP

ResumoA B3 registrou ingresso líquido de R$ 10,8 bilhões de investidores estrangeiros em setembro, revertendo a retirada recorde de R$ 22,2 bilhões em agosto. A XP atribui o retorno a três fatores: trade eleitoral, inflação sob controle e preços atrativos de ativos brasileiros. O movimento sinaliza recomposição de posições locais após o fluxo negativo anterior.

Após retirada recorde de R$ 22,2 bi em agosto, o investidor estrangeiro voltou à B3 em setembro com ingresso de R$ 10,8 bi. Trade eleitoral, inflação e preços atrativos explicam, segundo a XP.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 09 de setembro de 2026
Gringo volta à B3: 3 fatores explicam, diz XP

Depois do pior mês desde 2020, o investidor estrangeiro voltou a comprar ativos brasileiros. Em setembro, o fluxo externo acumula ingresso líquido de R$ 10,8 bilhões na B3, segundo relatório da XP Investimentos divulgado nesta terça-feira (9). O movimento reverte parte da saída de R$ 22,2 bilhões registrada em agosto, a maior retirada mensal desde março de 2020.

A corretora elenca três fatores para a volta do gringo: o avanço do "trade eleitoral", a melhora das perspectivas para inflação e juros e os preços considerados atrativos dos ativos brasileiros. Em agosto, o mercado local sofreu com a retomada global do interesse por empresas de inteligência artificial (IA) e uma temporada de resultados corporativos abaixo do esperado no Brasil.

Os números de setembro mostram entradas de R$ 3,9 bilhões no mercado à vista e de R$ 6,8 bilhões em contratos futuros. Apesar do alívio, a XP alerta que a proximidade do ciclo eleitoral deve manter a volatilidade elevada nos próximos meses. No acumulado de 2026, as entradas líquidas no à vista somam R$ 26,9 bilhões, bem abaixo do pico de R$ 69,1 bilhões de meados de abril.

A retirada de agosto foi disseminada: apenas seis dos 17 setores monitorados tiveram fluxo positivo. Saúde, alimentos e bebidas, bens de capital e papel e celulose puxaram as entradas; saneamento, bancos, energia elétrica e óleo, gás e petroquímicos concentraram as saídas. Em setembro, o cenário melhorou, com 10 dos 17 segmentos no azul.

Enquanto o estrangeiro fugia, o investidor doméstico comprou. Institucionais injetaram R$ 15 bilhões em agosto, e pessoas físicas, R$ 2,9 bilhões. Em setembro, porém, esses grupos inverteram: institucionais sacaram R$ 7,7 bilhões e PF, R$ 2,8 bilhões. Já a indústria de fundos captou R$ 33,9 bilhões em agosto, puxada pela renda fixa (R$ 47,2 bi), enquanto multimercados e ações seguem com resgates. fluxo estrangeiro na B3

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