Gerdau GGBR4 cai 5,53% e vira alta com 2T forte
Gerdau (GGBR4) cai 5,53% na abertura, vira para alta e fecha com ganho de 1,70% após 2T26 superar projeções
As ações da Gerdau (GGBR4) abriram em queda de 5,53% nesta quarta-feira (5), cotadas a R$ 24,44, mas reverteram o movimento e fecharam com alta de 1,70%, a R$ 26,31. O balanço do segundo trimestre de 2026 veio acima das expectativas, e analistas de Itaú BBA, XP, JPMorgan e Morgan Stanley avaliaram o resultado.
O que diz o Itaú BBA sobre a Gerdau
O Itaú BBA classificou o resultado como positivo. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) atingiu cerca de R$ 3,43 bilhões no trimestre, alta de 16% na comparação trimestral e cerca de 5% acima do consenso de mercado. Segundo o banco, a América do Norte respondeu por dois terços da surpresa positiva, impulsionada por preços acima do esperado. O Brasil contribuiu com o restante, refletindo melhor performance em custos.
O Itaú BBA segue construtivo para o segundo semestre de 2026 (2S26), principalmente pela expansão das margens na América do Norte após reajustes de preços e pelo cenário macroeconômico favorável, com carteira de pedidos superior a 100 dias. No Brasil, a recuperação deve ser gradual, com ambiente de preços mais desafiador. O banco manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 27.
Visão da XP: desempenho puxado pela América do Norte
Os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, da XP Investimentos, destacaram que o desempenho foi impulsionado principalmente pela operação na América do Norte, com avanço de preços e volumes e carteira de pedidos superior a 100 dias. A perspectiva da indústria americana indica possibilidade de novas melhorias no próximo trimestre.
No Brasil, a companhia apresentou evolução, com expansão de 1 ponto percentual na margem, apoiada por preços e volumes maiores, que compensaram parcialmente o aumento dos custos. A XP destacou ainda a geração de fluxo de caixa livre de R$ 300 milhões, apesar do consumo de cerca de R$ 1 bilhão em capital de giro devido ao aumento dos estoques. A corretora também citou o anúncio de dividendos de R$ 0,23 por ação e o avanço do programa de recompra, com aproximadamente 31% concluído. Para a XP, a Gerdau segue como a principal escolha no setor de Metais & Mineração, pela expectativa de geração resiliente de caixa entre 2026 e 2027.
JPMorgan: resultados sólidos e revisão positiva
Na avaliação do JPMorgan, os resultados foram sólidos e ficaram acima das projeções em todas as regiões. O banco prevê revisão positiva das estimativas de consenso, já que o Ebitda consolidado de R$ 3,4 bilhões ficou 3,7% acima da sua projeção. A empresa anunciou reajustes de preços para distribuidores e vigas na América do Norte, o que deve elevar as estimativas para a região. O JPMorgan reiterou compra e preço-alvo de R$ 32.
Morgan Stanley: eficiência operacional
Para o Morgan Stanley, o Ebitda acima das expectativas foi impulsionado pela redução dos custos dos produtos vendidos (CPV) em caixa, com queda de 1%, e das despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A), que recuaram 6%. O banco avalia que a melhora na eficiência operacional contribuiu para o resultado mais forte. O Morgan Stanley manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 26.
Perguntas Frequentes
Por que a ação GGBR4 caiu mesmo com resultado positivo?
A ação abriu em queda de 5,53%, mas virou para alta e fechou com ganho de 1,70%. O movimento reflete a leitura do mercado sobre o balanço, que superou projeções, mas ainda há desafios no Brasil.
Qual foi o Ebitda da Gerdau no 2T26?
O Ebitda foi de cerca de R$ 3,43 bilhões, alta de 16% na comparação trimestral e cerca de 5% acima do consenso, segundo o Itaú BBA.
Qual o preço-alvo para GGBR4?
Itaú BBA tem preço-alvo de R$ 27, JPMorgan de R$ 32 e Morgan Stanley de R$ 26, todos com recomendação de compra, exceto o Morgan Stanley, que é neutro.
A Gerdau paga dividendos?
Sim, a companhia anunciou dividendos de R$ 0,23 por ação, além de avanço no programa de recompra, com aproximadamente 31% concluído, segundo a XP.