Genial reformula carteira small caps: veja as 8 ações de setembro
A Genial Investimentos promoveu uma ampla reformulação na carteira recomendada de small caps para setembro. Deixaram o portfólio as ações de Copasa (CSMG3), Desktop (DESK3), Intelbras (INTB3), JHSF (JHSF3) e Bradsaúde (SAUD3). Para os lugares, entraram União Pet (AUAU3), Méliuz (CASH3), Fleury (FLRY3), Metalúrgica Gerdau (GOAU4) e LWSA (LWSA3). A Tenda (TEND3) também voltou após um mês fora da seleção.
A mudança reflete uma estratégia mais voltada à recuperação das small caps, segmento que tende a sofrer mais em ciclos de alta dos juros, mas costuma reagir antes quando o mercado passa a precificar cortes na taxa básica. Em agosto, a carteira registrou queda de 1,72%, desempenho inferior ao recuo de 1,26% do Índice Small Caps (SMLL). No acumulado de 2026, a seleção apresenta desvalorização de 6,84%.
Entre as inclusões, a Méliuz (CASH3) é a posição de maior risco individual. A empresa de cashback e serviços financeiros tem valor de mercado inferior a R$ 1 bilhão e crescimento de receita de 26% no último ano, mas ainda não converteu esse avanço em lucro, com retorno sobre patrimônio negativo. A entrada ocorre pela força relativa do papel, com posição reduzida.
A Fleury (FLRY3) é a inclusão de perfil mais estável, com crescimento de 12% na receita e de 16% no lucro no último ano. A tese baseia-se na execução operacional, com ganho de escala das marcas regionais e controle de custos, sem grande dependência do cenário macroeconômico.
A Metalúrgica Gerdau (GOAU4) expõe a carteira à recuperação da siderurgia, negociando com desconto em relação à Gerdau, embora com menor liquidez. A LWSA (LWSA3) chega como aposta de virada operacional: ainda opera no vermelho, mas voltou a crescer receita, sendo o ativo mais sensível à trajetória dos juros na seleção.
A União Pet (AUAU3) estreia na Small Caps 8+, negociando abaixo do valor patrimonial, com lucros se recuperando de base fraca. O principal desafio está na execução e na liquidez. A Tenda (TEND3) volta pelo mesmo motivo que motivou sua saída: a elevada sensibilidade ao ciclo de juros, com ações que reagem rapidamente a mudanças de percepção sobre as taxas.
A corretora afirma que o segmento passou por rotação mais intensa em agosto que o restante da bolsa. Com as alterações, a carteira encerra o mês mais exposta à recuperação econômica e à eventual confirmação de um ciclo de redução dos juros.