Fundo imobiliário recebe aluguel atrasado com multa e juros; IFIX cai
O FII Torre Rio Claro Offices (TRCO11) recebeu o aluguel de agosto de 2026 da locatária BM Varejo com multa de 5% e juros de 1% ao mês. O IFIX encerrou a segunda-feira (14) em queda de 0,45%, aos 3.731,62 pontos.
O fundo imobiliário Torre Rio Claro Offices (TRCO11) recebeu o aluguel referente a agosto de 2026 da locatária BM Varejo Empreendimentos, conforme fato relevante divulgado ao mercado. O pagamento foi feito na sexta-feira (11), com multa de 5% e juros de 1% ao mês previstos no contrato de locação.
O recebimento veio depois de o fundo informar, em comunicado de 8 de setembro, que o aluguel ainda não havia sido pago pela inquilina. É o segundo episódio do tipo em poucas semanas. Em agosto, o TRCO11 já havia comunicado o não pagamento do aluguel de julho de 2026 pela mesma locatária. O valor foi regularizado depois, em 28 de agosto, também com multa de 5% e juros de 1% ao mês, segundo a administradora.
O que o atraso recorrente sinaliza para o cotista
O fluxo de caixa do TRCO11 depende de um único imóvel e de um único inquilino. O portfólio é composto apenas pela Torre Rio Claro Offices, edifício boutique de padrão AAA com cinco andares, dos quais três pertencem ao fundo, no Complexo Cidade Matarazzo, região da Avenida Paulista, em São Paulo (SP). O complexo abriga ainda um hotel da rede internacional Rosewood, torre residencial, restaurantes, wellness center, auditório, salas de concertos e exposições.
O contrato com a BM Varejo vence em 2032 e prevê reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo o relatório gerencial mais recente. A cláusula de correção protege a receita da inflação, mas concentra o risco: qualquer nova inadimplência atinge diretamente a distribuição de rendimentos.
IFIX volta a cair após dois pregões de alta
No mercado de FIIs, o IFIX, principal índice da indústria na B3, encerrou a segunda-feira (14) aos 3.731,62 pontos, queda de 0,45%, após dois pregões consecutivos de alta. Desde o início de setembro, o indicador acumula desvalorização de 0,83%. No acumulado de 2026, recua 1,16%.
O MFII11 liderou as altas, com valorização de 4,01%. Na sequência, o TRBL11 ganhou 2,45% e o KORE11 subiu 1,94%. Do lado das quedas, o BTCI11 recuou 5,64%, seguido por HSLG11, com perda de 3,43%, e BTHF11, que caiu 3,39%.