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GARE11 compra galpão locado ao Carrefour por R$ 119,8 milhões

ResumoO fundo imobiliário GARE11 (Guardian Real Estate) adquiriu um centro de distribuição em Itapevi (SP) por R$ 119,8 milhões. O imóvel, totalmente locado ao Grupo Carrefour até dezembro de 2029, projeta retorno de dois dígitos nos primeiros cinco anos. A transação consolida a estratégia do fundo em ativos logísticos de alta ocupação.

O fundo imobiliário GARE11 (Guardian Real Estate) concluiu a compra de um centro de distribuição em Itapevi (SP) por R$ 119,8 milhões. O imóvel está 100% locado ao Grupo Carrefour até dezembro de 2029 e promete retorno de dois dígitos nos primeiros cinco anos.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 04 de agosto de 2026
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GARE11 compra galpão locado ao Carrefour por R$ 119,8 milhões; veja detalhes

O fundo imobiliário GARE11 (Guardian Real Estate) ampliou sua exposição ao segmento logístico com a conclusão da compra de um centro de distribuição em Itapevi (SP) por R$ 119,8 milhões. O imóvel integra o portfólio do Guardian Prime Log FII, veículo controlado pelo fundo.

Resposta direta: O FII GARE11 comprou um centro de distribuição em Itapevi (SP) por R$ 119,8 milhões. O galpão, com 34,3 mil m² de área bruta locável, está 100% locado ao Grupo Carrefour até dezembro de 2029. A gestora espera rentabilidade média de dois dígitos nos primeiros cinco anos, já descontados os custos da aquisição.

Segundo a gestora, a aquisição faz parte da estratégia de rebalancear a carteira entre ativos logísticos e imóveis de renda urbana. A operação foi estruturada com pagamento em duas etapas.

Como foi estruturado o pagamento da compra

A primeira parcela, de R$ 101,7 milhões, foi desembolsada na assinatura da escritura. O saldo será quitado em julho de 2028, com atualização pelo IPCA. Esse desenho reduz o desembolso imediato e dilui o custo ao longo do tempo.

A maior parte dos recursos utilizados na operação já havia sido provisionada ao longo de 2026, segundo a gestora. Isso reduz o impacto da aquisição sobre a estrutura de capital do GARE11.

Rentabilidade esperada e impacto nos dividendos

De acordo com a Guardian, a compra deve proporcionar uma rentabilidade média de dois dígitos nos cinco primeiros anos, já descontados os custos da aquisição. A expectativa é de retorno superior ao guidance atual de dividendos do fundo.

Para o investidor, esse ponto é central: se a projeção se confirmar, o GARE11 pode distribuir proventos maiores do que o previsto. Mas o mercado acompanha com cautela, pois a entrega depende do desempenho do locatário e da evolução do mercado logístico.

O imóvel: localização e características

O imóvel possui aproximadamente 34,3 mil metros quadrados de área bruta locável. Está instalado em um terreno superior a 405 mil metros quadrados, às margens da Rodovia Castelo Branco, um dos principais corredores logísticos do estado de São Paulo.

Atualmente, o galpão está 100% locado ao Grupo Carrefour, que utiliza o espaço para abastecer sua rede de lojas no estado. O contrato de locação permanece vigente até dezembro de 2029.

Potencial de valorização e planos futuros

Na avaliação da gestora, além da localização estratégica, o ativo apresenta potencial para geração adicional de valor. A expectativa é ampliar futuramente as áreas de armazenagem refrigerada e capturar reajustes de aluguel compatíveis com a evolução do mercado logístico da região.

Isso significa que o fundo não vê o galpão como um ativo estático. A aposta é em melhorias que aumentem a receita ao longo do contrato, sem depender apenas do locatário atual.

Contexto: venda de imóveis ocupados pelo Atacadão

A aquisição também ocorre após o GARE11 anunciar a venda de parte de seu portfólio de imóveis de renda urbana ocupados pelo Atacadão. Segundo a Guardian, o objetivo é reduzir a concentração de receita em um único locatário e tornar a carteira mais equilibrada entre diferentes segmentos.

A operação preserva a exposição ao Grupo Carrefour, mas em um novo formato dentro do portfólio. Em vez de depender de um único grande inquilino em imóveis urbanos, o fundo passa a ter um ativo logístico de longo prazo, com contrato até 2029.

O que muda para o cotista do GARE11

Para quem acompanha o fundo, a mudança é clara: o GARE11 está migrando parte da receita de renda urbana para logística. Isso altera o perfil de risco e retorno da carteira.

A operação reduz a concentração no Atacadão, mas mantém a exposição ao Carrefour, agora em um galpão logístico. O pagamento em duas parcelas, com a segunda em 2028, suaviza o impacto no caixa.

A rentabilidade esperada de dois dígitos nos primeiros cinco anos, já descontados os custos, é o principal atrativo. Mas o investidor deve lembrar que projeções da gestora não são garantia de resultado.

Perguntas Frequentes

O GARE11 vendeu os imóveis do Atacadão?

Sim, o fundo anunciou a venda de parte de seu portfólio de imóveis de renda urbana ocupados pelo Atacadão. O objetivo é reduzir a concentração de receita em um único locatário.

Quando o GARE11 paga o saldo da compra do galpão?

O saldo será quitado em julho de 2028, com atualização pelo IPCA. A primeira parcela, de R$ 101,7 milhões, já foi paga na assinatura da escritura.

Qual o tamanho do galpão comprado pelo GARE11?

O imóvel tem aproximadamente 34,3 mil metros quadrados de área bruta locável, em um terreno superior a 405 mil metros quadrados.

O contrato com o Carrefour é de longo prazo?

Sim, o contrato de locação permanece vigente até dezembro de 2029. O galpão está 100% locado ao Grupo Carrefour.

Qual a rentabilidade esperada pelo GARE11 com a compra?

A gestora espera rentabilidade média de dois dígitos nos primeiros cinco anos, já descontados os custos da aquisição, com retorno superior ao guidance atual de dividendos.

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