FI-Infra do BTG migra para a B3 e amplia oferta de fundos atrelados ao CDI
O BTG Pactual Dívida Infra CDI (BCDI11), fundo de infraestrutura gerido pela BTG Pactual Asset, anunciou a migração de suas cotas do mercado de balcão organizado para a B3, ampliando a oferta de FI-Infras listados com retorno atrelado ao CDI.
O BTG Pactual Dívida Infra CDI, fundo de infraestrutura (FI-Infra) gerido pela BTG Pactual Asset, anunciou a migração de suas cotas do mercado de balcão organizado para o mercado de bolsa, onde passará a ser negociado sob o ticker BCDI11. A mudança alinha a negociação dos papéis à dinâmica operacional e de liquidez da B3, sem gerar custos ou impactos financeiros para os atuais cotistas, segundo fato relevante do veículo. O início dos negócios no segmento listado está previsto para 4 de agosto, embora o cronograma possa ser alterado por solicitação da própria bolsa.
O FI-Infra do BTG migra para a B3 e amplia oferta de fundos atrelados ao CDI. A migração para o mercado de bolsa amplia a oferta de FI-Infras listados na B3, uma classe que ainda reúne poucos veículos, especialmente aqueles com estratégia de retorno atrelada ao CDI.
O que são FI-Infras e como funcionam
Os FI-Infras investem majoritariamente em debêntures incentivadas, títulos de dívida emitidos por empresas para financiar projetos de infraestrutura, com benefícios tributários previstos em lei. Para o investidor pessoa física, a principal vantagem é a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos distribuídos e sobre o ganho de capital na venda das cotas, desde que observadas as regras aplicáveis à categoria.
Por outro lado, os FI-Infras também estão sujeitos a riscos, como a qualidade de crédito dos emissores das debêntures, as condições do mercado de renda fixa e a oscilação do preço dos papéis.
Carteira e composição do BCDI11
Atualmente, o BCDI11 busca entregar retorno equivalente a CDI +1,25% ao ano, possui patrimônio líquido de R$ 191,5 milhões e mantém 94% de sua carteira alocada em debêntures incentivadas. Os outros 6% estão em caixa. De acordo com seu relatório gerencial mais recente, o portfólio reúne 58 ativos de diferentes segmentos da infraestrutura.
O maior peso está em saneamento (25,5%), seguido por geração de energia (12,8%), dívida pública (10,1%), rodovias (8,6%), biometano (7%), transportes (6,3%) e óleo e gás (5,4%).
Dividendos e rendimentos recentes
Recentemente, o fundo concluiu sua segunda emissão de cotas, por meio de uma oferta pública destinada à captação de novos recursos. Em junho, o BCDI11 distribuiu R$ 1,20 por cota em rendimentos para os investidores que já faziam parte da base antes da emissão. Já os cotistas que ingressaram por meio da oferta receberam R$ 0,30 por papel, devido ao período diferente de exposição aos ativos da carteira. De acordo com a gestão, a partir da próxima distribuição os proventos passarão a ser pagos no mesmo valor para todos os investidores.
Atualmente, o veículo apresenta dividend yield (retorno em dividendos) anualizado de aproximadamente 12,7%.
Vantagens fiscais e riscos
Para pessoas físicas, a isenção de IR nos FI-Infras é um diferencial relevante, especialmente em um cenário de CDI estável. Segundo o Banco Central, o CDI diário em julho de 2026 tem se mantido em 0,05% ao dia. Isso reforça o apelo de fundos que buscam retorno acima do CDI, como o BCDI11.
Perguntas Frequentes
O que é o ticker BCDI11?
BCDI11 é o ticker do BTG Pactual Dívida Infra CDI na B3, após a migração do balcão organizado para a bolsa.
Quando começa a negociação na B3?
O início está previsto para 4 de agosto, sujeito a alterações pela B3.
Qual o dividend yield do BCDI11?
O dividend yield anualizado é de aproximadamente 12,7%.
Quais os principais setores da carteira?
Saneamento (25,5%), geração de energia (12,8%), dívida pública (10,1%), rodovias (8,6%), biometano (7%), transportes (6,3%) e óleo e gás (5,4%).
Há isenção de Imposto de Renda?
Sim, para pessoas físicas, desde que observadas as regras aplicáveis à categoria de FI-Infra.
O fundo tem riscos?
Sim, incluindo risco de crédito dos emissores, condições do mercado de renda fixa e oscilação do preço das cotas.
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