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ONCO3 dispara 28%: OPA da CVM impulsiona ação hoje (26)

ResumoA Oncoclínicas (ONCO3) registrou alta de até 28% em 26 de março após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reconhecer a obrigatoriedade de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA). A decisão da CVM impulsiona o papel, que reflete a expectativa de pagamento aos acionistas. A OPA decorre de evento societário anterior, e o valor final será definido conforme regras vigentes.

A Oncoclínicas (ONCO3) saltou até 28% nesta quarta (26) após a CVM reconhecer a obrigatoriedade de uma OPA. Saiba o que isso significa para quem tem o papel.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 26 de agosto de 2026
ONCO3 dispara 28%: OPA da CVM impulsiona ação hoje (26)

A Oncoclínicas (ONCO3) saltou até 28% (R$ 4,11) nos primeiros minutos do pregão desta quarta-feira (26), liderando as altas da B3. O movimento reflete a decisão do colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a favor da exigibilidade de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) sobre a empresa.

A autarquia reverteu, por 3 a 0, o entendimento da Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE), que não via incidência de OPA estatutária. Para o sócio da Fatorial Investimentos, Fábio Lemos, a decisão é "claramente positiva para o acionista e ajuda a explicar a reação do papel". Já Rafael Passos, da Ajax Asset, vê impacto positivo para os minoritários, mas lembra que a companhia segue em reestruturação e a disputa pode ir para arbitragem.

Por volta das 11h29, ONCO3 subia 6,86% (R$ 1,87). A gestora Centaurus ainda contesta o caso em arbitragem, e há dúvidas sobre quem terá direito à oferta: se todos os acionistas atuais, apenas os que compraram 30 dias antes da data marcada ou somente os que estavam na base antes de 24 de novembro de 2024.

A Centaurus poderá pagar até R$ 16 por ação, valor bem acima dos cerca de R$ 1,75 atuais, após alta de 52% em cinco dias. A OPA pode chegar a R$ 6 bilhões, com prêmio de 120% sobre a maior cotação do período. O dinheiro, porém, não iria para a Oncoclínicas, que enfrenta recuperação, mas sim para os acionistas com direito de vender os papéis. "Agora começa a discussão econômica: qual será o preço, quem terá direito a receber e quando a oferta poderá ocorrer", afirma Lemos.

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