Embrazer 10 anos: o que mudou na tese de investimento das ações?
Embraer nos últimos dez anos: o que mudou na tese de investimento das ações?
A Embraer (EMBJ3) viveu uma década de transformações profundas. Do pós-boom de commodities à tentativa de transação com a Boeing, passando pela pandemia de Covid-19 e pelos gargalos na cadeia de suprimentos, a companhia enfrentou episódios que remodelaram as expectativas do mercado. A XP Investimentos reuniu os dados desse período para mostrar como a tese de investimento evoluiu.
O que mudou na tese de investimento da Embraer?
Segundo a XP, as expectativas de consenso para a companhia estão materialmente diferentes de dez anos atrás. As projeções de Ebitda e lucro líquido para os próximos anos superam os níveis pré-pandemia, indicando uma base estruturalmente mais elevada de lucros. Isso reflete um perfil de resultados mais forte da década.
As três mudanças centrais apontadas pela XP
1. Aviação executiva: entregas em alta
A primeira mudança está nas premissas para a aviação executiva. As estimativas foram revisadas para cima, com entregas saindo de 100 aeronaves por ano para algo entre 170 e 190 ao longo do período. O crescimento acompanhou o aumento da capacidade produtiva da companhia.
2. Defesa: relevância crescente
O segmento de defesa ganhou relevância à medida que a visibilidade melhorou em programas-chave. Esse desenvolvimento teve implicações positivas para receitas e lucratividade. Segundo a base analisada, a margem projetada para 2026-2028 está passando de níveis médios de um dígito para 10-12%.
3. Lucratividade gradualmente mais elevada
Os analistas também destacaram premissas de lucratividade mais altas em todas as divisões. As projeções de lucro líquido da XP para 2026 e 2027 estão em torno de US$ 500-680 milhões, comparados aos níveis pré-pandemia de US$ 200-400 milhões por ano.
O que sustenta a visão positiva para a Embraer?
Olhando para frente, os analistas continuam construtivos. A visibilidade para a companhia permanece boa até, ao menos, o fim da década. Essa perspectiva é sustentada por uma carteira de pedidos recorde e slots de produção cada vez mais vendidos.
Os riscos, porém, não desapareceram. A XP aponta que as principais variáveis continuam relacionadas à execução: o ramp up da produção, a normalização da cadeia de suprimentos e a capacidade de converter demanda em entregas e margens.
O que esperar para 2028?
Para 2028, as estimativas da XP já implicam receitas, margens e geração de caixa materialmente acima das projeções iniciais de alguns anos atrás. O número conta a história: a tese de investimento da Embraer não é mais a mesma de uma década atrás.
Se você acompanha a companhia de longa data, sabe que a execução sempre foi o ponto de atenção. Agora, com a carteira cheia e a margem de defesa em expansão, o mercado parece disposto a pagar por um patamar de lucros mais alto. Como analisar ações da Embraer
Perguntas Frequentes
A Embraer está com as ações em alta?
A análise da XP indica que as expectativas de lucro subiram, o que pode sustentar o preço das ações, mas o desempenho depende da execução da companhia.
Qual é a projeção de lucro da Embraer para 2026?
Segundo a XP, o lucro líquido projetado para 2026 e 2027 está entre US$ 500 e 680 milhões, bem acima dos níveis pré-pandemia.
A Embraer ainda depende da Boeing?
A tentativa de transação com a Boeing foi um dos episódios da década, mas a tese atual se apoia em aviação executiva, defesa e lucratividade própria.
Quais são os riscos para a Embraer?
A XP destaca riscos de execução, como ramp up da produção e normalização da cadeia de suprimentos, além de variáveis ligadas ao petróleo e ao cenário político.
A Embraer é uma boa opção de investimento?
A casa segue construtiva, mas ressalta que a visibilidade é boa até o fim da década, com carteira de pedidos recorde e slots vendidos. A decisão final depende do perfil do investidor.