Investimentos

Dow Jones Futuro sobe antes de inflação ao produtor; Oracle testa apetite por IA

ResumoDow Jones Futuro opera em alta antes da divulgação do índice de preços ao produtor dos Estados Unidos. Oracle publica resultados após o fechamento, testando o apetite do mercado por inteligência artificial. Banco Central Europeu decide política monetária com alta de juros já precificada pelos investidores.

Dow Jones Futuro sobe antes da inflação ao produtor dos EUA. Oracle divulga resultados após o fechamento e testa o apetite por IA. BCE decide juros com alta precificada.

Lia Hartmann
Lia Hartmann Especialista em renda fixa · 10 de setembro de 2026
Dow Jones Futuro sobe antes de inflação ao produtor; Oracle testa apetite por IA

Os índices futuros dos EUA operam majoritariamente em alta nesta quinta-feira (10). O mercado aguarda o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) de agosto, que pode dar pistas sobre a trajetória da inflação no restante do ano e sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed).

O que muda hoje: o PPI de agosto entra como termômetro da inflação; a Oracle divulga resultados após o fechamento, testando o apetite por IA; e o BCE decide os juros com alta já precificada, com foco nas orientações para o futuro.

O que o PPI e os dados dos EUA sinalizam

Além do PPI, os investidores aguardam os pedidos semanais de seguro-desemprego e as vendas de casas usadas em agosto. Os dois indicadores saem na manhã desta quinta-feira e ajudam a compor o quadro de atividade da maior economia do mundo.

Para quem acompanha renda fixa, a leitura é direta: inflação ao produtor mais fraca tende a aliviar a pressão sobre os juros longos, enquanto um número acima do esperado reancora a expectativa de aperto. O juro composto não perdoa quem ignora essa direção.

Oracle, BCE e o pano de fundo global

No radar corporativo, os resultados da Oracle, previstos para depois do fechamento do mercado, devem oferecer uma nova leitura sobre a demanda por inteligência artificial (IA) e o ritmo dos investimentos no setor.

Os mercados europeus operam sem direção única antes da decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre a taxa de juros, com um aumento já precificado e o foco agora nas orientações para o futuro.

Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam em direções opostas. No Japão, o Nikkei 225 e o Topix, índice mais amplo, avançaram 0,2% cada, encerrando o pregão aos 65.270,95 e 4.054,58 pontos, respectivamente. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 0,25%, aos 7.033,92 pontos, enquanto o Kosdaq subiu 0,79%, aos 836,92 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,23% na última hora de negociação. Na China continental, o CSI 300 recuou 0,53%, aos 4.548,39 pontos.

Os preços do petróleo sobem após o Irã declarar estar preparado para uma guerra mais intensa, em meio à escalada das hostilidades no Oriente Médio, alimentando temores de maiores perturbações no Estreito de Ormuz. As cotações do minério de ferro na China caíram pela segunda sessão consecutiva, atingindo o nível mais baixo em quase uma semana, pressionadas por preocupações com a queda na demanda na China, principal consumidora, devido à redução das margens de lucro do setor siderúrgico.

Para o investidor brasileiro, o dia combina três vetores: o PPI americano, a decisão do BCE e a temporada de resultados de tecnologia. Cada um mexe com prêmio de risco e com a curva de juros, e é isso que define o humor dos ativos de risco nas próximas sessões.

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