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CSN (CSNA3) dispara 16% com ex-CEO da Vale no comando

ResumoCSN (CSNA3) registrou alta de 16% nas ações após a nomeação de Fabio Schvartsman, ex-CEO da Vale, para a presidência da companhia. Benjamin Steinbruch deixou o cargo após 24 anos de liderança. A mudança sinaliza possível reestruturação estratégica, com foco em governança e redução de riscos operacionais. Investidores reagem positivamente à expectativa de maior disciplina financeira e eficiência.

As ações da CSN (CSNA3) saltam 16% após anúncio de Fabio Schvartsman, ex-CEO da Vale, como novo presidente. Steinbruch deixa o cargo após 24 anos. Entenda o que muda para o investidor.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 03 de setembro de 2026
CSN (CSNA3) dispara 16% com ex-CEO da Vale no comando

As ações da CSN (CSNA3) lideram os ganhos do Ibovespa na sessão desta quinta-feira (3), subindo 16,22% por volta das 10h24, cotadas a R$ 6,95. O movimento ocorre após o anúncio de troca no comando da siderúrgica: Benjamin Steinbruch deixa a presidência após 24 anos e assume o Conselho de Administração, enquanto Fabio Schvartsman, ex-CEO da Vale (VALE3), passa a ser o presidente executivo.

A reação do mercado reflete a aposta em uma gestão mais focada em desalavancagem. O BTG Pactual avaliou a nomeação como positiva, esperando maior disciplina de capital, venda de ativos e possível recuperação da confiança dos investidores. A XP Investimentos também vê potencial, mas mantém recomendação neutra, citando riscos de execução.

O novo CEO chega em um momento delicado. A companhia conduz um programa de venda de ativos para reduzir o endividamento, que somava R$ 42,13 bilhões no segundo trimestre. Os papéis acumulam perdas de 30% no ano, pressionados pela queda do minério de ferro e pelo cenário desafiador para a siderurgia.

Para a XP, a CSN tem condições de honrar suas obrigações até 2030, apesar da pressão sobre o caixa. A casa estima necessidade total de cerca de R$ 41 bilhões entre o terceiro trimestre de 2026 e 2030, com recursos vindos de refinanciamento de dívidas (R$ 20 bilhões), antecipação de recebíveis de minério (R$ 13 bilhões) e venda de ativos (R$ 17 a R$ 18 bilhões).

A execução desse plano será o principal desafio de Schvartsman. Steinbruch, que liderou em 1993 o consórcio que participou da privatização da CSN, deixa a operação após expandir o grupo para mineração, cimento, logística e energia. Para a CSN Mineração (CMIN3), a XP vê valuation pouco atrativa, com múltiplos que já incorporam crescimento de volume.

O mercado agora observa se a nova gestão conseguirá equilibrar a redução da dívida com a recuperação da confiança. O ciclo, como sempre, vira para quem tem caixa para atravessar a pressão.

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