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Bitcoin tem leve alta com cautela por juros e inflação

O bitcoin operou em leve alta nesta quarta-feira (2), mantendo-se próximo dos US$ 77 mil, em um ambiente de cautela no mercado e sem novos catalisadores para o setor de criptomoedas. Os riscos inflacionários e a alta nos rendimentos públicos seguem no centro das atenções, enquanto o mercado aguarda o payroll norte-americano, previsto para sexta-feira.

Por volta das 16h (de Brasília), o bitcoin subia 0,30%, cotado a US$ 77.358,09, enquanto o ethereum caía 0,81%, a US$ 2.394,17, segundo a plataforma Binance.

Ativos alternativos de reserva de valor, como ouro e bitcoin, foram afetados pela alta nos rendimentos dos Treasuries, em um período que parte do universo cripto chama de "Rektember". O mês de setembro costuma ser visto por alguns como negativo para o bitcoin, embora, nos últimos anos, os preços tenham oscilado em faixa limitada, conforme dados do CoinMarketCap.

Para Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, o próximo nível de atenção fica perto de US$ 75 mil. Em correção mais profunda, a média móvel de 200 dias, entre US$ 69 mil e US$ 70 mil, aparece como suporte principal. A pressão, segundo ele, veio da combinação de fatores: nova alta do petróleo, piora das tensões entre EUA e Irã, juros longos americanos avançando, saída nos ETFs e repetidas tentativas frustradas de sustentar os US$ 80 mil.

Ainda assim, Fontes pondera que o movimento precisa ser colocado em perspectiva: o bitcoin saiu recentemente de cerca de US$ 63 mil para US$ 81 mil, alta superior a 28%. Depois de uma valorização tão rápida, uma correção é natural.

Stablecoins: 21 instituições anunciam acordo

Em paralelo, 21 instituições financeiras internacionais anunciaram um acordo para criar uma empresa no segundo semestre de 2026, com o objetivo de dar suporte à emissão de novas soluções em stablecoins. Segundo comunicado do Citigroup, a nova companhia, cujo nome será anunciado posteriormente, terá atuação global e, inicialmente, oferecerá uma stablecoin denominada em dólares americanos. No longo prazo, a intenção é ampliar a emissão para outras moedas do G7, com prioridade para o euro.

Caetano Vidal
Analista de criptoativos
Analista de criptoativos.
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