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Crédito privado: BTG escolhe 9 títulos para colocar na carteira em julho

ResumoO BTG Pactual selecionou 9 títulos de crédito privado para a carteira recomendada de julho, incluindo debêntures, CRIs e CRAs. A escolha prioriza empresas com baixo risco de crédito e prêmios atrativos, em contexto de Selic a 9,75% ao ano. A lista contempla papéis com diferentes prazos e rendimentos.

O BTG Pactual divulgou sua carteira recomendada de crédito privado para julho, com 9 títulos entre debêntures, CRIs e CRAs. A seleção prioriza empresas com baixo risco de crédito e prêmios atrativos, em um cenário de Selic em 9,75% ao ano. Confira os papéis, os prazos e os rendim

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 08 de julho de 2026
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O BTG Pactual divulgou sua carteira recomendada de crédito privado para julho, com 9 títulos entre debêntures, CRIs e CRAs. A seleção prioriza empresas com baixo risco de crédito e prêmios atrativos, em um cenário de Selic em 9,75% ao ano. Confira os papéis, os prazos e os rendimentos estimados.

O BTG Pactual selecionou 9 títulos de crédito privado para a carteira de julho, incluindo debêntures, CRIs e CRAs. A lista prioriza empresas com rating elevado e spreads acima da média do mercado. Entre os destaques estão papéis da Vale, Petrobras e BR Distribuidora, com prazos entre 2 e 5 anos e rentabilidade projetada entre IPCA+5% e CDI+1,5% ao ano.

O que é crédito privado e por que o BTG está recomendando agora?

Crédito privado é a modalidade de renda fixa em que o investidor empresta dinheiro diretamente para empresas, por meio de debêntures, CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) ou CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio). Em troca, recebe juros periódicos e o principal no vencimento.

O BTG Pactual, um dos maiores bancos de investimento do Brasil, atualiza mensalmente sua carteira recomendada de crédito privado. Em julho, a seleção reflete a busca por prêmios de risco em um ambiente de juros ainda elevados. Segundo o Banco Central, a Selic encerrou junho em 9,75% ao ano, patamar que mantém a renda fixa atrativa.

Os 9 títulos da carteira de julho do BTG

A carteira reúne papéis de diferentes setores e prazos. Abaixo, a lista completa:

  1. Debênture Vale - Vencimento em 2029, IPCA+5,2% ao ano. Rating AAA (Fitch).
  2. Debênture Petrobras - Vencimento em 2028, CDI+1,3% ao ano. Rating AA+ (S&P).
  3. CRI BR Distribuidora - Vencimento em 2027, IPCA+5,8% ao ano. Rating AA (S&P).
  4. CRA Cosan - Vencimento em 2030, CDI+1,5% ao ano. Rating AA- (Fitch).
  5. Debênture Klabin - Vencimento em 2029, IPCA+5,0% ao ano. Rating AA (S&P).
  6. CRI Multiplan - Vencimento em 2028, CDI+1,2% ao ano. Rating AA+ (Fitch).
  7. Debênture Eletrobras - Vencimento em 2031, IPCA+4,8% ao ano. Rating AAA (S&P).
  8. CRA Suzano - Vencimento em 2029, CDI+1,4% ao ano. Rating AA (Fitch).
  9. Debênture CCR - Vencimento em 2028, IPCA+5,5% ao ano. Rating AA- (S&P).

Os ratings foram atribuídos pelas agências Fitch e S&P Global Ratings, conforme dados disponíveis até junho de 2026.

Critérios que o BTG usou para escolher esses títulos

A seleção do BTG segue três pilares principais:

  • Qualidade de crédito: todos os papéis têm rating mínimo AA- (grau de investimento), o que indica baixa probabilidade de calote.
  • Prêmio atrativo: os spreads (diferença entre o rendimento do título e o benchmark, como CDI ou IPCA) estão acima da média histórica para cada empresa.
  • Liquidez: os títulos têm negociação frequente no mercado secundário, permitindo venda antecipada se necessário.

Segundo dados da Anbima, o volume de emissões de debêntures no primeiro semestre de 2026 cresceu 18% em relação ao mesmo período de 2025, o que mostra o aquecimento do mercado.

Riscos que você precisa considerar antes de investir

Crédito privado não tem garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), diferentemente de CDBs e poupança. Isso significa que, se a empresa emissora enfrentar dificuldades financeiras, o investidor pode perder parte ou todo o capital.

O BTG recomenda que a exposição a crédito privado não ultrapasse 20% da carteira de renda fixa, especialmente para investidores conservadores. "Empresas com rating AAA têm taxa de inadimplência histórica próxima de zero, mas o risco não é nulo", alerta o relatório do banco.

Como comprar esses títulos na prática

Para adquirir os papéis, o investidor precisa de conta em uma corretora que ofereça acesso ao mercado de renda fixa. O BTG Pactual disponibiliza os títulos em sua plataforma, mas outras corretoras como XP, Rico e ModalMais também têm ofertas semelhantes.

O valor mínimo de aplicação varia: debêntures costumam exigir lotes de R$ 1.000 a R$ 5.000, enquanto CRIs e CRAs podem ter mínimos de R$ 10.000. No mercado secundário, é possível comprar frações menores, mas a liquidez pode ser menor.

como investir em debêntures no Tesouro Direto

Comparação com outras opções de renda fixa

Em julho, o CDI projetado está em 9,75% ao ano. Títulos de crédito privado com prêmio de CDI+1,5% ao ano oferecem retorno total de 11,25% ao ano, superior ao CDB de bancos médios (que paga cerca de 105% do CDI, ou 10,24% ao ano).

| Tipo de ativo | Rentabilidade estimada (a.a.) | Risco | FGC | |---|---|---|---| | Poupança | 6,17% | Baixo | Sim | | CDB bancão | 100% CDI (9,75%) | Baixo | Sim | | CDB banco médio | 105% CDI (10,24%) | Moderado | Sim | | Debênture AAA | IPCA+5% (estimado ~11%) | Moderado | Não | | CRI/ CRA AA | CDI+1,5% (11,25%) | Moderado | Não |

Perguntas Frequentes

O crédito privado é seguro para iniciantes?

Não é o mais indicado para quem está começando. O ideal é ter uma reserva de emergência em CDB com FGC e, só depois, alocar até 20% da renda fixa em crédito privado.

Qual o prazo médio dos títulos recomendados pelo BTG?

A carteira tem prazos entre 2 e 5 anos, equilibrando liquidez e prêmio de risco.

Posso vender o título antes do vencimento?

Sim, no mercado secundário. Mas o preço pode ser menor que o de compra se os juros subirem.

O BTG cobra taxa para recomendar esses títulos?

Não. A carteira é gratuita para clientes do banco, mas a corretagem pode ser cobrada na compra.

Como saber se a empresa vai pagar?

Acompanhe os ratings das agências (Fitch, S&P, Moody's) e os balanços trimestrais. Empresas com rating abaixo de BBB- são consideradas grau especulativo.

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