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Cogna (COGN3): lucro líquido ajustado de R$ 210,2 mi no 2T26, alta de 18%

ResumoA Cogna (COGN3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 210,2 milhões no segundo trimestre de 2026, representando alta de 18,1% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida da companhia atingiu R$ 1,9 bilhão, com crescimento de 17,8%. O segmento de Educação Básica contribuiu com R$ 650,2 milhões em receita.

A Cogna (COGN3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 210,2 milhões no 2T26, alta de 18,1% ante o 2T25. Receita líquida somou R$ 1,9 bilhão, com crescimento de 17,8%. Destaque para Educação Básica, com receita de R$ 650,2 milhões.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 12 de agosto de 2026
Cogna (COGN3): lucro líquido ajustado de R$ 210,2 mi no 2T26

Cogna (COGN3) tem lucro líquido ajustado de R$ 210,2 milhões no 2T26, alta de 18,1%

A Cogna Educação (COGN3) divulgou na quarta-feira (12) os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), com crescimento de dois dígitos na receita e expansão do lucro. A companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 210,2 milhões no trimestre, alta de 18,1% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho ocorre em meio a um cenário de maior complexidade regulatória no setor de Educação Superior.

Em entrevista ao InfoMoney, o CEO Roberto Valério classificou o período como "mais um trimestre excelente", com destaque para a diversificação do portfólio.

O que mudou no balanço da Cogna no 2T26

A receita líquida da companhia somou R$ 1,9 bilhão no trimestre, alta de 17,8% frente ao 2T25. No acumulado do primeiro semestre, o total atingiu R$ 4,19 bilhões, avanço de 24,7% sobre o 1S25.

O EBITDA Recorrente cresceu 6,8%, para R$ 589,4 milhões, com pressão de 3,0 pontos percentuais na margem. O lucro líquido contábil somou R$ 148,9 milhões, alta de 25,3% ante o ano anterior. O lucro líquido ajustado alcançou R$ 210,2 milhões, alta de 18,1%.

Segundo Valério, os indicadores prioritários hoje são justamente lucro líquido e geração de caixa livre, não mais a geração de caixa operacional após capex. "Nem falamos tanto de GCL após Capex, apesar de ter subido aí mais de 30%. Temos falado mais de GCL. O lucro líquido que subiu 25% no contábil no trimestre, 35% no ano. E o GCL que subiu 88% no trimestre e está subindo quase 80%, 78% no ano", afirmou.

A Geração de Caixa Livre somou R$ 251,9 milhões no trimestre, alta de 87,8%. O CEO destacou os principais destinos do capital: "A gente usou caixa para pagar dividendos. A gente pagou quase 29 milhões de dividendos. A gente fez a compra do Educbank. A gente reduziu a dívida em 21 milhões".

Dívida líquida e alavancagem atingem menor patamar desde 2020

A dívida líquida recuou para R$ 2,7 bilhões, levando a alavancagem a 1,10x o EBITDA ajustado, a menor da história da companhia desde o turnaround iniciado em 2020. "A alavancagem já não é um problema para a gente. É o nosso ponto ótimo aqui de Tax Shield", explicou Valério.

Questionado sobre até quando a Cogna manterá a estratégia de desalavancagem diante da Selic elevada, o CEO foi direto: "Enquanto a taxa de juros estiver tão alta, a gente vai continuar usando o capital para reduzir dívida só com o objetivo de pagar menos juros. Dado que não tem uma perspectiva da taxa cair, eu não tenho nenhuma perspectiva de quando é que a gente mudaria a estratégia".

Educação Básica: receita salta 50,5% e lidera o trimestre

A unidade de Educação Básica, que passou a integrar Vasta e Saber sob uma única operação após a deslistagem da Vasta na Nasdaq no início de 2026, foi a grande protagonista. A receita do segmento somou R$ 650,2 milhões, salto de 50,5%, com todas as linhas crescendo em dois dígitos.

"De educação básica eu diria que foi um dos melhores trimestres da história da educação básica da Cogna", afirmou Valério. O EBITDA Recorrente da divisão cresceu 62,7%, para R$ 74,0 milhões, com ganho de margem. O CEO atribuiu o resultado à fusão entre Somos e Saber: "Mostra que a estratégia, a ideia de alocar capital para fechar a Somos fazia bastante sentido. Tem sinergias, tem eficiência de times comerciais".

O grande destaque foi o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático), com receita de R$ 124,1 milhões, alta de 457,8%, fruto de efeito de calendário e ganho real de mercado. "Teve um deslocamento no tempo, mas o programa em si foi maior, o governo acabou comprando mais e a gente teve mais market share, a gente ganhou 8 pontos de market share nesse programa", explicou o CEO.

O segmento B2G cresceu 45,4%, refletindo a maturidade da carteira: "Hoje a gente tem mais de 100 contratos. É uma carteira que vem amadurecendo, vem crescendo".

Sobre a franquia bilíngue Start-Anglo, Valério afirmou: "No trimestre passado, eu tinha dito que a gente tinha 60 contratos assinados, a gente assinou mais 10 nesses últimos 90 dias. Então a gente está com 70 contratos assinados, 13 escolas operando".

Kroton (Educação Superior): crescimento moderado e mudança de mix

A Kroton apresentou crescimento mais moderado: receita líquida de R$ 1,3 bilhão, alta de 6,3%, e EBITDA Recorrente de R$ 515,4 milhões, alta de 1,8%, com pressão de 1,8 p.p. na margem. A base de alunos encerrou o período com retração de 3,7%, impactada pelas mudanças regulatórias na modalidade EAD.

Para o CEO, a queda na base não é motivo de preocupação, já que decorre de mudança de mix: "A base está diminuindo, mas a receita está crescendo, por causa daquela mudança de perfil. Há menos alunos no total, especialmente porque tem menos EAD, mas os que entram de semipresencial e presencial, eles pagam mais, porque os cursos são mais caros".

Sobre a compressão de margem, ele reforçou que é efeito esperado: "É natural que a gente tenha uma perda de margem, porque os cursos presenciais têm uma margem um pouco menor. Isso não significa que, do ponto de vista de receita e Ebitda, eles vão diminuir".

Inadimplência e prazo médio de recebimento em queda

Quanto à inadimplência, Valério destacou a evolução do prazo médio de recebimento, que caiu de 47 para 39 dias na comparação anual. "Quando a gente começou lá em 2021, o prazo médio de pagamento era quase 135 dias. Agora a gente está em 39. É uma evolução gigantesca desde que a gente fez a reestruturação", disse.

Educbank: participação elevada para 90%

Em 26 de junho, a Cogna elevou sua participação na Educbank Pagamentos Educacionais de 47% para 90%, por R$ 46,2 milhões. O executivo explicou a lógica por trás do movimento, que abre mais uma frente em serviços de educação.

"A gente já tinha feito o investimento no Educbank há quatro anos atrás. O racional já havia sido sobre investir em um veículo que vai trazer gente competente, gente de bancos e de outros mercados. Vamos aprender ao longo do tempo e depois a gente decide se a gente quer controlar essa empresa", afirmou, antes da aquisição.

Segundo o CEO, a aquisição amplia o leque de serviços que a Cogna pode oferecer às escolas parceiras: "A ideia é que a gente possa servi-los também através de soluções financeiras. Receita garantida, adiantamento de recebíveis ou empréstimos para eles fazerem expansão".

Capex e investimentos em medicina

A companhia elevou os investimentos no trimestre, com Capex Total de R$ 150,3 milhões, alta de 39,3%, concentrados em duas frentes: construção de novas unidades de medicina em São Luís e Dourados, e contratação de autores para reforçar o portfólio editorial. "É um super prédio novinho, só para medicina [...] em novembro os alunos já vão poder ver o prédio pronto, mas para a volta às aulas vão em fevereiro", disse Valério sobre a unidade de São Luís.

O que esperar da Cogna nos próximos trimestres

Com a alavancagem em 1,10x, a Cogna afirma que o foco segue em geração de caixa livre e redução de dívida enquanto a Selic permanecer elevada. A Educação Básica, impulsionada pelo PNLD e pela fusão Somos-Saber, deve continuar sendo o motor de crescimento. Na Educação Superior, a tendência é de receita crescendo mesmo com base menor, refletindo o mix de alunos presenciais e semipresenciais.

Perguntas Frequentes

Qual foi o lucro líquido ajustado da Cogna no 2T26?

O lucro líquido ajustado foi de R$ 210,2 milhões, alta de 18,1% ante o 2T25.

Quanto a Cogna faturou no 2T26?

A receita líquida somou R$ 1,9 bilhão, crescimento de 17,8% na comparação anual.

O que impulsionou o resultado da Educação Básica?

A receita do segmento cresceu 50,5%, para R$ 650,2 milhões, com destaque para o PNLD, que saltou 457,8%.

Qual é a alavancagem atual da Cogna?

A dívida líquida é de R$ 2,7 bilhões, com alavancagem de 1,10x o EBITDA ajustado, a menor desde 2020.

Por que a base de alunos da Kroton caiu?

A base recuou 3,7%, impactada por mudanças regulatórias no EAD. A receita, porém, cresceu 6,3% devido ao mix de alunos presenciais.

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