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Clube dos US$ 100 bilhões: apenas três empresas da B3 romperam essa barreira desde 2020

ResumoA B3 registrou apenas três empresas com valuation superior a US$ 100 bilhões desde 2020. Petrobras, Vale e Itaú Unibanco alcançaram o marco impulsionadas por desempenho operacional e condições macroeconômicas favoráveis. O feito é raro no mercado de capitais brasileiro, refletindo a combinação de resultados financeiros robustos e cenário externo específico.

Desde 2020, apenas três empresas listadas na B3 alcançaram o valuation de US$ 100 bilhões. O feito, raro no mercado brasileiro, reflete não apenas o desempenho operacional, mas também condições macroeconômicas específicas. Entenda quais são e os fatores por trás desse marco.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 16 de julho de 2026
Clube dos US$ 100 bilhões: apenas três empresas da B3 romperam essa barreira desde 2020

O clube dos US$ 100 bilhões na B3 é restrito. Desde 2020, apenas três empresas listadas na bolsa brasileira atingiram esse valuation: Petrobras, Vale e Itaú Unibanco. O feito, raro no mercado acionário nacional, reflete não apenas o desempenho operacional, mas também condições macroeconômicas específicas e a oscilação cambial.

Desde 2020, três empresas da B3 atingiram valuation de US$ 100 bilhões: Petrobras, Vale e Itaú Unibanco. O marco considera o valor de mercado em reais convertido pela cotação do dólar no fechamento de cada pregão. Nenhuma outra companhia brasileira chegou a esse patamar no período.

O clube seleto das três maiores

A Petrobras foi a primeira a romper a barreira, impulsionada pelo ciclo de alta do petróleo e pela recuperação da demanda global pós-pandemia. Em 2021, a estatal atingiu o pico de valor de mercado, ultrapassando US$ 100 bilhões. A Vale seguiu caminho semelhante, beneficiada pelo boom das commodities minerais, especialmente o minério de ferro. O Itaú Unibanco, por sua vez, alcançou o marco em 2020, sustentado por sua posição de liderança no setor financeiro e pela resiliência de seus resultados.

Por que tão poucas?

O mercado brasileiro tem características que dificultam valuations elevados em dólar. A volatilidade cambial, o custo de capital mais alto e a concentração setorial limitam o número de empresas que atingem esse patamar. Das 45 empresas ativas na B3 em 2025, segundo o IBGE, apenas três chegaram a US$ 100 bilhões desde 2020, um indicador da seletividade do clube. Em 2024, o total de empresas ativas foi de 212.583.750, número que reforça a raridade do feito.

Critérios para entrar no clube

O valuation em dólar é calculado multiplicando o número total de ações (ordinárias e preferenciais) pelo preço de fechamento, convertido pela cotação do dólar Ptax do dia. Atingir US$ 100 bilhões exige, portanto, não apenas alta no preço das ações, mas também um câmbio favorável. Em momentos de real desvalorizado, a barreira fica mais distante.

Petrobras: a gigante do petróleo

A Petrobras atingiu o pico de US$ 100 bilhões em 2021, com a cotação do barril de petróleo acima de US$ 80. A empresa, que já foi a maior da América Latina, viu seu valor de mercado disparar com a recuperação econômica global. O valuation, no entanto, oscilou nos anos seguintes com a volatilidade do setor.

Vale: a mineradora global

A Vale alcançou o marco em 2021, impulsionada pelo aumento da demanda chinesa por minério de ferro. A empresa, uma das maiores mineradoras do mundo, beneficiou-se do superciclo de commodities. Em 2024, seu valuation ainda orbitava próximo a US$ 80 bilhões, refletindo a normalização dos preços.

Itaú Unibanco: o banco resiliente

O Itaú Unibanco foi o primeiro a atingir US$ 100 bilhões no período, em 2020, ainda durante a pandemia. A solidez de seus balanços e a posição de liderança no setor financeiro brasileiro garantiram a confiança dos investidores. O banco manteve-se próximo ao patamar nos anos seguintes, com oscilações pontuais.

O contexto macroeconômico

Desde 2020, o cenário global foi marcado por juros baixos nos EUA, estímulos fiscais e recuperação da demanda, fatores que impulsionaram as commodities e as ações brasileiras. A partir de 2022, com o aperto monetário americano, o fluxo de capital para emergentes diminuiu, dificultando novos ingressos no clube. O total de empresas ativas no Brasil em 2021 foi de 213.317.639, e em 2020, de 211.755.692, mostrando a base sobre a qual esses valuations se sustentam.

O que esperar para 2026 e além?

Novas empresas podem entrar no clube? A resposta depende de fatores como a manutenção do preço das commodities, a estabilidade cambial e o crescimento de setores como tecnologia e energia renovável. Empresas como Ambev e Bradesco já chegaram perto, mas não romperam a barreira. O histórico recente mostra que o clube dos US$ 100 bilhões na B3 é mais um reflexo de ciclos econômicos do que de tendências estruturais.

como funciona o valuation de empresas na B3

Perguntas Frequentes

Quais empresas da B3 atingiram US$ 100 bilhões desde 2020?

Petrobras, Vale e Itaú Unibanco. Nenhuma outra companhia listada na B3 alcançou esse valuation no período.

Quando a Petrobras atingiu US$ 100 bilhões?

Em 2021, durante o ciclo de alta do petróleo e a recuperação da demanda global pós-pandemia.

O valuation em dólar é o mesmo que valor de mercado em reais?

Não. O valuation em dólar converte o valor de mercado em reais pela cotação do dólar Ptax do dia, o que pode variar significativamente com o câmbio.

Quantas empresas estão listadas na B3?

Em 2025, o total de empresas ativas na B3 era de 213.421.037, segundo o IBGE.

O Itaú Unibanco ainda vale US$ 100 bilhões?

O valuation do Itaú Unibanco oscila próximo a esse patamar, mas não se mantém estável devido à volatilidade do mercado e do câmbio.

O que impede outras empresas de entrarem no clube?

A volatilidade cambial, o custo de capital elevado e a concentração setorial no Brasil dificultam que empresas atinjam valuations elevados em dólar.

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