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Cerebras divulga prejuízo e ações tombam no after hours em NY

Cerebras divulga prejuízo e ações tombam no after hours em NY

A Cerebras, fabricante de chips para inteligência artificial (IA), reportou prejuízo líquido de US$ 450,5 milhões no segundo trimestre, em seu segundo relatório de resultados desde o IPO, realizado em maio. Por ação, a perda foi de US$ 2,98. No mesmo período do ano passado, a companhia havia registrado lucro líquido de US$ 309,5 milhões. As ações recuavam 14,68% no after hours em Nova York às 18h05 (horário de Brasília).

Resposta direta: A Cerebras divulgou prejuízo líquido de US$ 450,5 milhões no 2º trimestre, com perda de US$ 2,98 por ação. As ações caíram 14,68% no after hours. A empresa elevou o guidance anual, com receita principal de US$ 210 milhões, superando a previsão de US$ 191 milhões de Wall Street.

O que mudou nos números da Cerebras no 2º trimestre

A virada para o prejuízo é o destaque do balanço. Enquanto o segundo trimestre de 2024 terminou com lucro líquido de US$ 309,5 milhões, o mesmo período de 2025 fechou com perda de US$ 450,5 milhões. O número por ação, US$ 2,98 negativo, reflete o tamanho da mudança.

O prejuízo operacional ajustado ficou em US$ 34 milhões, abaixo da previsão de US$ 63 milhões de Wall Street e menor que os US$ 44 milhões registrados no ano anterior. Analistas projetam que esse indicador se torne positivo já no próximo ano.

Receita principal supera previsão e dobra em relação ao ano anterior

A empresa elevou o guidance para todo o ano, com receita principal atingindo US$ 210 milhões. O número supera a previsão de US$ 191 milhões e representa o dobro do registrado no ano anterior. A Cerebras utiliza uma métrica de receita não convencional, já que os números de vendas são afetados por duas particularidades que não fazem parte estritamente das operações.

O contexto competitivo: disputa com a Nvidia e acordos com Amazon e AMD

A Cerebras atua em um mercado concorrido de fabricantes de chips de IA que buscam conquistar espaço da Nvidia, a líder do setor. A empresa firmou acordos mais recentes com a Amazon e a Advanced Micro Devices (AMD). O movimento reforça a estratégia de diversificação em um segmento dominado por um player estabelecido.

O papel da Amazon e da AMD nos acordos recentes

Os acordos com a Amazon e a AMD chegam em um momento em que a demanda por chips de IA cresce, mas a concorrência se intensifica. A Cerebras, que entrou na bolsa em maio, precisa mostrar aos investidores que consegue escalar receita e reduzir perdas operacionais.

O que o prejuízo de US$ 450,5 milhões significa para os investidores

O número conta a história: a Cerebras queimou caixa no trimestre, mas o guidance mais forte sugere que a gestão vê aceleração à frente. O prejuízo operacional ajustado, de US$ 34 milhões, ficou bem abaixo da projeção de US$ 63 milhões, o que indica controle de custos melhor que o esperado.

A reação do mercado, com queda de 14,68% no after hours, mostra que os investidores focaram no prejuízo líquido, não na melhora operacional. A distinção entre lucro contábil e resultado ajustado é central para entender o movimento das ações.

Guidance anual elevado: o que esperar para o próximo ano

A elevação do guidance para US$ 210 milhões de receita principal sinaliza confiança. A previsão de Wall Street era de US$ 191 milhões, e o número divulgado supera em quase 10%. O crescimento em relação ao ano anterior, que dobrou, reforça a tese de expansão.

Analistas esperam que o resultado operacional ajustado se torne positivo no próximo ano. Se isso ocorrer, a Cerebras pode mudar a narrativa de prejuízo para uma de margens em recuperação.

A métrica de receita não convencional e suas implicações

A empresa utiliza uma métrica própria de receita, afetada por duas particularidades fora das operações estritas. Isso significa que os números de vendas não são diretamente comparáveis aos de concorrentes como a Nvidia, que usam padrões contábeis tradicionais. Para o investidor, é essencial ler o release com atenção a essa diferença.

After hours: queda de 14,68% e o que o mercado precifica

Às 18h05 (horário de Brasília), as ações da Cerebras recuavam 14,68% no after hours em Nova York. A queda reflete o impacto do prejuízo líquido, apesar do guidance positivo. O mercado, na leitura imediata, penalizou a perda contábil.

Historicamente, ações de empresas recém-listadas tendem a ser voláteis após balanços. No caso da Cerebras, o segundo relatório desde o IPO, em maio, carrega expectativa elevada, e qualquer desvio gera ajuste de preço.

O que observar nos próximos trimestres

O ponto central é a trajetória do prejuízo operacional ajustado. Se os analistas estiverem certos e o indicador virar positivo no próximo ano, a ação pode encontrar suporte. A receita principal, com guidance de US$ 210 milhões, precisa continuar acelerando.

Os acordos com Amazon e AMD devem ser monitorados, pois indicam demanda concreta. Em um mercado dominado pela Nvidia, cada contrato de peso é um sinal de que a Cerebras pode conquistar espaço.

Perguntas Frequentes

Por que as ações da Cerebras caíram no after hours?

As ações recuaram 14,68% após a divulgação do prejuízo líquido de US$ 450,5 milhões no segundo trimestre. Apesar do guidance elevado, o mercado penalizou a perda contábil.

Qual foi o prejuízo por ação da Cerebras?

O prejuízo por ação foi de US$ 2,98 no segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, a empresa havia registrado lucro líquido de US$ 309,5 milhões.

A Cerebras superou as expectativas de receita?

Sim. A receita principal foi de US$ 210 milhões, superando a previsão de US$ 191 milhões de Wall Street e dobrando em relação ao ano anterior.

Quando a Cerebras fez seu IPO?

A Cerebras realizou seu IPO em maio, e o balanço do segundo trimestre é o segundo relatório de resultados desde a estreia na bolsa.

Quais empresas a Cerebras fez acordos recentes?

A Cerebras firmou acordos mais recentes com a Amazon e a Advanced Micro Devices (AMD), em um mercado concorrido dominado pela Nvidia.

Otávio Bandeira
Analista de mercado de capitais
Analista de mercado de capitais.
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