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CDBs: Bancos com até 112% do CDI em julho de 2026, vale a pena?

ResumoCDBs de bancos como BS2 e Pine oferecem até 112% do CDI em julho de 2026. Bruno Perri, da Forum Investimentos, analisa se os prêmios atuais compensam o risco. Investidores devem avaliar a solidez da instituição financeira e o prazo de vencimento antes de aplicar.

Mesmo com a Selic em queda, CDBs de bancos como BS2 e Pine ainda pagam até 112% do CDI. Bruno Perri, da Forum Investimentos, analisa se os prêmios atuais compensam o risco e o que observar antes de investir.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 23 de julho de 2026
CDBs: Bancos com até 112% do CDI em julho de 2026, vale a pena?

CDBs: Bancos ainda oferecem até 112% do CDI; é hora de investir?

Mesmo com o início do ciclo de queda da taxa Selic, os investidores ainda encontram CDBs pagando até 112% do CDI, segundo levantamento do agregador de investimentos Yubb. A remuneração elevada mostra que a disputa dos bancos por recursos continua aquecida, ainda que especialistas avaliem que os prêmios já não sejam tão generosos quanto em anos anteriores.

Sim, ainda há CDBs com até 112% do CDI, como os do BS2 (vencimento em julho de 2027). O economista Bruno Perri avalia que o cenário continua favorável, mas alerta que os prêmios diminuíram e que é essencial analisar a saúde financeira do banco emissor, não apenas a cobertura do FGC.

Ranking dos melhores CDBs em julho de 2026

No topo do ranking aparecem títulos emitidos pelo BS2, com remuneração de 112% do CDI e vencimento em julho de 2027. Também figuram na lista CDBs do próprio BS2 e do Pine pagando 110% do CDI, além de ofertas do PagBank, Topázio, Realize Financeira, BMG e Original, com retornos entre 107% e 109% do CDI. A rentabilidade líquida informada pelo Yubb considera a tributação aplicável.

O que diz o especialista sobre o cenário atual

Na avaliação de Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, o cenário continua bastante favorável para quem busca renda fixa, principalmente investidores de perfil conservador. "O investidor ainda encontra um juro real bastante elevado embutido nos pós-fixados, além de boas oportunidades nos CDBs prefixados e indexados à inflação", afirma.

Por que os CDBs ainda atraem investidores conservadores?

Além da remuneração, Perri destaca que os CDBs oferecem características que costumam agradar investidores mais conservadores. Segundo ele, as emissões bancárias tendem a apresentar menor risco de crédito do que títulos corporativos, já que o setor financeiro é mais regulado, além de contar com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) dentro dos limites estabelecidos. Outro fator citado pelo economista é que os CDBs normalmente são carregados "na curva", sem oscilações diárias de preço para quem mantém o título até o vencimento, o que reduz a percepção de volatilidade em comparação com ativos marcados a mercado.

O que mudou: prêmios menores e mais atenção ao risco

Apesar das taxas ainda elevadas, Perri afirma que a competição entre as instituições financeiras perdeu parte da intensidade observada em anos anteriores. Segundo ele, ainda existem CDBs oferecendo um prêmio interessante em relação aos títulos públicos, mas a forte demanda dos investidores por renda fixa reduziu esse diferencial. "Os prêmios já foram maiores no passado, mas ainda existem. Quando você encontra remunerações muito acima da média, normalmente está olhando para bancos de qualidade inferior, e esse risco precisa ser considerado", afirma.

Como escolher um CDB sem assumir risco excessivo?

Na avaliação do economista, o investidor não precisa necessariamente recorrer às instituições menos conhecidas para obter retornos competitivos. Bancos médios mais consolidados continuam oferecendo taxas atrativas sem exigir um aumento expressivo no risco de crédito.

O caso Banco Master e a nova análise de risco

O episódio envolvendo o Banco Master também alterou a forma como parte do mercado analisa esse tipo de investimento, segundo Perri. Para ele, investidores e assessores passaram a olhar com mais atenção para a saúde financeira das instituições emissoras, em vez de considerar apenas a cobertura do FGC como fator de segurança. Embora o fundo garanta o ressarcimento do principal e dos juros dentro do limite de cobertura, o economista lembra que o investidor pode enfrentar um período sem remuneração até receber os recursos. "No caso do Master, foram quase três meses entre a liquidação da instituição e o início dos pagamentos pelo FGC. Durante esse período, o dinheiro ficou parado, sem rentabilidade", explica.

O que analisar antes de investir em um CDB

Por isso, ele recomenda que a análise do emissor inclua fatores como qualidade da carteira de crédito, estrutura do banco, acionistas, ratings e avaliações independentes. "Não basta emprestar dinheiro para qualquer instituição apenas porque existe a proteção do FGC", resume.

Perspectivas: vale a pena investir em CDBs agora?

Mesmo com a expectativa de novos cortes da Selic ao longo dos próximos meses, Perri acredita que o atual momento continua favorável para quem pretende investir em CDBs. Segundo ele, a recente abertura da curva de juros voltou a tornar mais atrativas as taxas oferecidas por CDBs prefixados e indexados à inflação, enquanto os pós-fixados também passaram a oferecer remunerações um pouco maiores em relação ao CDI.

Na visão do economista, enquanto os juros permanecerem em patamares elevados, os CDBs devem continuar figurando entre as principais alternativas para investidores conservadores. A recomendação, porém, é equilibrar rentabilidade e risco, evitando escolher um investimento apenas pelo percentual do CDI oferecido.

Perguntas Frequentes

O que é CDB?

CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos. O investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca.

Qual a diferença entre CDB e poupança?

Os CDBs costumam render mais que a poupança, especialmente os atrelados ao CDI. Enquanto a poupança rende 0,5% ao mês + TR, os CDBs podem pagar de 100% a 112% do CDI.

O que é o FGC e como ele protege o investidor?

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) protege o investidor em caso de falência do banco, garantindo o ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF por instituição financeira.

CDBs de bancos pequenos são seguros?

Depende da saúde financeira do banco. O especialista Bruno Perri recomenda analisar ratings, qualidade da carteira de crédito e acionistas, além de considerar a cobertura do FGC.

Como investir em CDB com 112% do CDI?

Segundo o Yubb, o BS2 oferece CDBs com 112% do CDI e vencimento em julho de 2027. É possível investir por meio de corretoras ou diretamente com o banco emissor.

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