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Braskem (BRKM5): spreads melhores devem favorecer 2T26, diz BB

ResumoBraskem (BRKM5) deve registrar melhora de rentabilidade no segundo trimestre de 2026, impulsionada por spreads petroquímicos mais favoráveis, conforme projeção do BB Investimentos. A recomendação permanece neutra, com riscos estruturais de longo prazo, como excesso de oferta global e volatilidade cambial, limitando o potencial de alta. O banco destaca a necessidade de monitorar a demanda asiática e os custos de nafta para confirmar a tendência positiva.

BB Investimentos projeta melhora de rentabilidade da Braskem no 2T26 com alta de spreads, mas vê riscos estruturais. Entenda os números e a recomendação.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 31 de julho de 2026
Braskem (BRKM5): spreads melhores devem favorecer 2T26, diz BB

Braskem (BRKM5): Melhora nos spreads deve favorecer resultado, diz BB Investimentos

A Braskem (BRKM5) deve mostrar melhora de rentabilidade no segundo trimestre de 2026, na base trimestral, puxada pela recuperação dos spreads petroquímicos. A avaliação é do BB Investimentos, que ressalta, porém, que os desafios estruturais do setor ainda limitam uma retomada mais consistente.

O que esperar do 2T26 da Braskem

Os spreads petroquímicos, diferença entre o preço do produto final e o custo da matéria-prima, dispararam no Brasil: alta de 69% em resinas e 67% em principais químicos. Nos EUA e Europa, o crescimento foi de 24%; no México, de 98%.

Para o analista Daniel Cobucci, os dados operacionais do 2T26 mostram volumes pressionados e baixa utilização das plantas, reflexo da demanda ainda fraca. A alta dos spreads, em cenário de maior volatilidade internacional após conflitos no Oriente Médio, deve trazer impacto positivo aos resultados.

Vendas caem, mas spreads compensam

A empresa informou queda de vendas no Brasil: principais químicos (-5%), resinas (-8%) e polietileno verde (-19%). Na Europa e EUA, recuo de 1%; no México, queda de 20%.

A taxa de utilização no Brasil subiu 1 ponto percentual, para 70%, mas as vendas de resinas caíram 2% na comparação trimestral e 8% em um ano, pressionadas por importações. Os spreads de resinas cresceram 82%; os de principais químicos, 98%.

Recuperação diferente do 1T26

Segundo o banco, o 2T26 marca recuperação distinta do início do ano: o 1T26 teve melhora baseada em maior utilização das unidades; o 2T26 deve ter como principal vetor a expansão de margens.

Pressões seguem no México e na alavancagem

Nos EUA e Europa, a utilização caiu para 76%, afetada por paradas programadas, com volumes estáveis. No México, a operação segue como principal ponto de pressão: utilização recuou para 43% e vendas caíram 11%.

O BB Investimentos vê com bons olhos avanços em governança, como acordo de acionistas entre Petrobras (PETR3;PETR4) e IG4 e mediação com credores. Mas a elevada alavancagem e incertezas sobre a reestruturação financeira pesam na tese.

Recomendação e desempenho das ações

O banco manteve recomendação Neutra para BRKM5, com risco-retorno desfavorável. Os papéis acumulam queda de 34% em 12 meses, enquanto o Ibovespa sobe 32%. Nesta sexta-feira (31), as ações recuavam 0,5%.

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Perguntas Frequentes

Quando sai o resultado do 2T26 da Braskem?

A data não foi divulgada na fonte. O BB Investimentos já analisa os dados operacionais do período.

Por que os spreads da Braskem subiram?

A alta reflete maior volatilidade internacional após conflitos no Oriente Médio, que pressionam preços de produtos finais.

A recomendação do BB para BRKM5 é de compra?

Não. O banco mantém recomendação Neutra, citando risco-retorno desfavorável e alavancagem elevada.

O que limita a recuperação da Braskem?

Desafios estruturais, como equilíbrio entre oferta e demanda global, competitividade de custos e pressões na operação mexicana.

Como a ação BRKM5 se saiu em 12 meses?

Acumula queda de 34%, contra alta de 32% do Ibovespa no mesmo período.

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