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Bradesco, Petrobras, Brava e outros destaques desta quinta (6)

ResumoBradesco (BBDC4) e Brava (BRAV3) divulgam resultados do 2T26 nesta quinta-feira (6), com Petrobras (PETR4) apresentando balanço após o fechamento do mercado. Os números de lucro, receita e margens das companhias devem direcionar o humor dos investidores. A agenda corporativa concentra-se na análise dos balanços, influenciando a abertura e o desempenho dos ativos no pregão.

Bradesco (BBDC4) e Brava (BRAV3) divulgam resultados do 2T26, Petrobras (PETR4) apresenta balanço após o fechamento. Veja os números e o que esperar do mercado.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 06 de agosto de 2026
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Bradesco, Petrobras, Brava e outros destaques desta quinta (6)

Os resultados do Bradesco (BBDC4) e da Brava Energia (BRAV3) no segundo trimestre de 2026 e a expectativa pelos balanços da Petrobras (PETR4) são alguns dos destaques corporativos desta quinta-feira (6).

Resposta direta: Nesta quinta-feira (6), os destaques são os resultados do Bradesco (BBDC4) e da Brava Energia (BRAV3) do 2T26, além da expectativa pelo balanço da Petrobras (PETR4). O Bradesco reportou lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões, alta de 16,2% ante 2025. A Brava teve lucro de R$ 871 milhões, queda de 17% na comparação anual.

Bradesco (BBDC4): lucro de R$ 7,1 bi no 2T26

O Bradesco (BBDC4) reportou lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 16,2% em comparação com o mesmo período de 2025, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta (05).

O número ficou pouco acima do consenso da Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 6,9 bi no período. Foi o décimo trimestre seguido de aumento do lucro líquido e alta da rentabilidade.

Para quem acompanha o setor bancário, o dado reforça a tendência de recuperação gradual de margens, algo que vinha sendo observado nos trimestres anteriores.

Petrobras (PETR4): balanço após o fechamento

A Petrobras (PETR4) divulga, nesta quinta-feira (6), após o fechamento do mercado, os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26).

A expectativa dos analistas é de um balanço mais forte na comparação com o trimestre anterior, impulsionado pela produção recorde de petróleo e gás, pelos preços mais elevados da commodity e pela melhora das margens de refino. Com isso, os dividendos voltam ao centro das atenções dos investidores.

O ciclo sempre vira, e a leitura aqui é de que o mercado precifica antecipadamente o que pode vir no relatório.

Brava Energia (BRAV3): lucro de R$ 871 mi, queda de 17%

A Brava Energia (BRAV3) teve lucro líquido de R$ 871 milhões no segundo trimestre, queda de 17% na comparação com o mesmo período do ano passado, em resultado marcado por recordes de receita e Ebitda ajustado, apoiados por maior preço de venda do petróleo, avanço operacional e melhora no desempenho comercial, informou a petroleira brasileira nesta quarta-feira.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,774 bilhão entre abril e junho, alta de 33% na comparação anual e de 9% ante o primeiro trimestre. A receita líquida, por sua vez, alcançou R$ 3,6 bilhões, avanço de 14% em relação ao mesmo período do ano passado e de 15% na base trimestral.

Totvs (TOTS3) e SmartFit (SMFT3): tecnologia e consumo

A Totvs (TOTS3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 240,6 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

O resultado foi acompanhado por crescimento de dois dígitos na receita e no Ebitda, sustentado pela expansão da receita recorrente e pelo avanço das soluções de inteligência artificial da companhia.

Já a rede de academias de ginástica SmartFit (SMFT3) teve lucro líquido recorrente de R$ 204 milhões no segundo trimestre, alta de 8% sobre o mesmo período do ano passado.

A companhia teve um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 712 milhões, 24% acima do desempenho do segundo trimestre de 2025.

Dividendos: Engie, Aura Minerals e Axia Energia

A Engie Brasil (EGIE3) aprovou a distribuição de R$ 770,8 milhões em dividendos intercalares. O montante corresponde a R$ 0,54420747574 por ação e tem como base as demonstrações financeiras levantadas em 30 de junho de 2026.

As ações da companhia serão negociadas ex-dividendos a partir de 21 de agosto de 2026. Terão direito ao pagamento os investidores com posição acionária ao fim do pregão de 20 de agosto.

A Aura Minerals (AURA33) aprovou o pagamento de dividendos de US$ 0,72 por ação ordinária, equivalente a US$ 0,24 por BDR, com base nos resultados do segundo trimestre de 2026. O montante total da distribuição será de aproximadamente US$ 60,4 milhões, acima do mínimo previsto na política de dividendos da companhia.

Terão direito ao provento os investidores com posição acionária ao fim do pregão de 18 de agosto. O pagamento aos detentores de ações ordinárias será realizado em 28 de agosto, enquanto os investidores em BDRs devem receber os valores por volta de 8 de setembro, em reais, conforme a taxa de câmbio a ser divulgada antes da data de pagamento.

O conselho de administração da Axia Energia (AXIA3) aprovou a segunda operação de resgate ou conversão das ações preferenciais classe C (PNC), envolvendo 37.237.014 papéis, o equivalente a R$ 2 bilhões e a 6,14% dessa classe de ações.

A primeira operação de resgate ocorreu em junho deste ano e, por ter se tratado de um procedimento inédito, foi realizada em montante reduzido, permitindo a avaliação do mecanismo adotado pela companhia.

Outros balanços: Copel, Auren, Guararapes, Vivara, Lavvi e Dexco

A Copel (CPLE6) registrou lucro líquido de R$ 1,05 bilhão no segundo trimestre, alta de 82,6% frente ao registrado um ano antes, impulsionado pelo desempenho positivo dos negócios de comercialização e distribuição de energia, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira.

O lucro recorrente, que exclui o efeito da repactuação do uso do bem público (UBP) de algumas hidrelétricas, alcançou R$ 645,1 milhões, 42,6% acima do registrado há um ano. Já o resultado operacional medido pelo Ebitda recorrente somou R$ 1,61 bilhão, aumento de 20,8% no comparativo anual.

A Auren Energia (AURE3) reduziu o prejuízo no segundo trimestre e conseguiu capturar ganhos financeiros relevantes com modulação de seu portfólio de usinas hidrelétricas e eólicas, uma dinâmica que deve se acentuar no futuro devido à volatilidade de preços de energia no país, disseram executivos da companhia à Reuters.

A geradora de energia controlada por Votorantim e CPP Investments divulgou nesta quarta-feira um prejuízo líquido de R$ 379,1 milhões entre abril e junho, 32,7% inferior à perda de R$ 562,9 milhões registrada um ano antes.

A Guararapes (RIAA3), controladora da Riachuelo, teve lucro líquido de R$ 168 milhões no segundo trimestre de 2026, montante 36,2% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, atingindo o maior patamar histórico para o período.

A empresa dona da Riachuelo apurou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 461 milhões, número 12,7% maior que o obtido um ano antes, com a margem de Ebitda ajustada subindo 1,4 ponto percentual, para 17,1%.

A Vivara (VIVA3) registrou lucro líquido de R$ 156,7 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representa uma leve alta de 0,9% ante igual período do ano passado.

Por sua vez, o Ebitda apresentou avanço de 4,9% na mesma comparação, para R$ 205,4 milhões. Já o Ebitda ajustado LTM (dos últimos 12 meses) ficou em R$ 762,7 milhões, alta de 3,9%.

A Lavvi Empreendimentos (LAVV3) reportou lucro líquido de R$ 83 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 30% em relação ao apurado no mesmo período de 2025.

De acordo com o balanço, a receita líquida da construtora somou R$ 495,3 milhões entre abril e junho, expansão de 3% frente aos R$ 481,8 milhões registrados um ano antes e avanço de 33% versus o trimestre anterior (1T26).

O lucro líquido consolidado da Dexco (DXCO3), dona das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex e Castelatto, recuou 61,4% na comparação entre o segundo trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, ficando em R$ 14,8 milhões.

Já no critério "recorrente", a companhia teve lucro líquido de R$ 33,8 milhões, aumento de 13% na mesma base de comparação anual. O critério "recorrente" exclui a variação no valor das florestas mantidas pela Dexco, além de outros itens considerados esporádicos, como reestruturação de fábricas e vendas de terras.

Ecopetrol assume controle da Brava

A Ecopetrol adquiriu 116,1 milhões de ações da Brava Energia (BRAV3) no leilão da oferta pública de aquisição de ações (OPA).

Os papéis comprados representam aproximadamente 25% do capital social da companhia. A subsidiária brasileira da petrolífera colombiana pagará R$ 23 por ação, em uma operação de R$ 2,67 bilhões.

Com a conclusão da operação, a Ecopetrol passará a deter 236,9 milhões de ações ordinárias da Brava, equivalentes a 51% do capital social, assumindo o controle da companhia.

Perguntas Frequentes

Quando a Petrobras divulga o balanço do 2T26?

A Petrobras (PETR4) divulga os resultados do segundo trimestre de 2026 nesta quinta-feira (6), após o fechamento do mercado.

Qual foi o lucro do Bradesco no 2T26?

O Bradesco (BBDC4) reportou lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 16,2% em comparação com o mesmo período de 2025.

Quais empresas pagam dividendos nesta semana?

Engie Brasil (EGIE3) aprovou R$ 770,8 milhões em dividendos intercalares, com ex-dividendos em 21 de agosto. Aura Minerals (AURA33) aprovou US$ 0,72 por ação, com pagamento em 28 de agosto.

A Ecopetrol assumiu o controle da Brava?

Sim, após a OPA, a Ecopetrol passará a deter 51% do capital social da Brava Energia (BRAV3), assumindo o controle da companhia.

Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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