Bolsas de NY sobem hoje com alívio do petróleo; semana fecha em queda
As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, 11, recuperando parte das perdas semanais. O movimento foi impulsionado pelo alívio nos preços do petróleo, que corrigia fortes ganhos recentes, apesar das tensões persistentes no Oriente Médio. Os investidores também deixaram em segundo plano os temores de um possível aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na próxima semana.
O Dow Jones subiu 0,98%, aos 52.572,91 pontos. O S&P 500 avançou 0,86%, a 7.656,95 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,96%, encerrando em 26.333,04 pontos.
Na semana, o saldo foi negativo: o Dow Jones caiu 1,57%, o S&P 500 recuou 0,79% e o Nasdaq teve queda de 0,65%.
O que puxou a alta do dia
Nove dos 11 setores do S&P 500 operaram no positivo durante o pregão, com destaque para a alta de 1,3% dos serviços de comunicação. A Hewlett Packard Enterprise (HPE) liderou a alta do S&P 500, com ações subindo 12%. As ações da Dell também subiram 12%, enquanto a Cisco Systems foi destaque positivo no Dow Jones, subindo 4,3%, com a Caterpillar (+1,6%) também em alta. Na ponta negativa, UnitedHealth (-2,3%), Amgen (-1,3%) e Johnson & Johnson (-0,2%) operaram em queda.
O mercado deixou de lado a perspectiva de um Fed mais hawkish e deu ênfase ao recuo nos preços do petróleo. O movimento deu alívio nos juros dos Treasuries de prazo mais longo, que operaram praticamente estáveis.
Inflação e Fed no radar da semana
A leitura da inflação ao consumidor (CPI, em inglês) nos Estados Unidos veio em linha com a previsão dos analistas, mas o núcleo do índice veio ligeiramente acima. Para a Capital Economics, essa surpresa deve ser suficiente para levar o Fed a elevar os juros na reunião da próxima semana. A consultoria também estima nova aceleração do núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês).
Os investidores ainda acompanham a promessa do presidente dos EUA, Donald Trump, de pagar US$ 5 mil a cada adulto americano caso o Partido Republicano obtenha maioria nas eleições de meio de mandato. Estimativas apontam que a medida custaria mais de US$ 1 trilhão aos cofres públicos norte-americanos, o que levou o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, a dizer que os cheques não usarão dinheiro de impostos.