Investimentos

Bolsas da Europa fecham em queda com petróleo e Fed no radar

ResumoAs bolsas europeias fecharam em queda nesta terça-feira (15), com o Stoxx 600 recuando 0,28%, no menor nível desde 12 de junho. O movimento foi pressionado por ações de bancos e pela aversão a risco diante da alta do petróleo e dos juros longos elevados, com o mercado atento às sinalizações do Federal Reserve.

Índices europeus encerraram o pregão em queda nesta terça-feira (15), pressionados por bancos e pela aversão a risco diante do petróleo e dos juros longos elevados. Stoxx 600 recuou 0,28%, no menor nível desde 12 de junho.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 15 de setembro de 2026
Bolsas da Europa fecham em queda com petróleo e Fed no radar

As bolsas da Europa fecharam em queda nesta terça-feira (15), pressionadas por bancos e pela aversão a risco diante do petróleo e dos juros longos elevados. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com baixa de 0,28%, aos 634,18 pontos, no menor nível desde 12 de junho.

Entre os principais índices, o CAC 40, de Paris, recuou 0,34%, aos 8.090,28 pontos. O DAX, de Frankfurt, cedeu 0,15%, aos 25.402,28 pontos. O FTSE 100, de Londres, perdeu 0,37%, aos 10.658,13 pontos.

Petróleo e juros longos pressionam o pregão

As tensões no Oriente Médio e as preocupações sobre a oferta de petróleo voltaram a impulsionar o barril da commodity para o nível acima de US$ 100. Os rendimentos dos títulos globais renovaram máximas históricas na véspera da decisão de política monetária nos Estados Unidos, injetando mais aversão a risco nos mercados. Os rendimentos de referência da zona do euro, por exemplo, subiram para máximas de 17 anos.

Os bancos estiveram entre as principais pressões, apesar de recuperarem parte das perdas ao longo do pregão. O UBS recuou 3,4%, o Deutsche Bank cedeu 2,4%, o Société Générale caiu 0,9% e o UniCredit perdeu 2,2%. Richard Hunter, da Interactive Investor, disse que juros mais altos e condições econômicas mais difíceis podem elevar os calotes de clientes. Em Frankfurt, Deutz (-2,4%), Lanxess (-2,6%) e DWS (-3,1%) recuaram.

Dados domésticos e energia

No cenário doméstico, os investidores repercutiram dados. O desemprego britânico ficou em 4,9% nos três meses até julho, enquanto salários sem bônus cresceram 3,5%. Na zona do euro, o superávit comercial ajustado subiu a 5 bilhões de euros em julho. Já o índice ZEW de expectativas da Alemanha avançou a 34,7 em setembro, abaixo do esperado.

No setor de energia, o petróleo sustentou Repsol (+3,1%) e Eni (+1,8%). Entre semicondutores, ASML (-0,7%) e ASM International (-1,2%) recuaram, mas reduziram perdas ao longo da sessão, enquanto Infineon subiu 0,5%.

L'Oréal supera LVMH e lidera mercado francês

O grupo de cosméticos L'Oréal ultrapassou a LVMH, proprietária da Louis Vuitton, tornando-se a empresa de capital aberto mais valiosa da França, enquanto os grupos de luxo continuam sob pressão devido à desaceleração nas vendas e aos lucros fracos. É a primeira vez desde 2017 que uma empresa não pertencente ao setor de luxo ocupa o primeiro lugar no mercado de Paris no fechamento do pregão.

Leia também

Publicidade