Investimentos

Bolsa sobe 1,3% e atinge maior nível em quase quatro meses

ResumoO Ibovespa subiu 1,3% e fechou aos 179.722 pontos, o maior nível em quase quatro meses. O dólar comercial recuou para R$ 5,15. A alta foi puxada por Petrobras e pela valorização do petróleo no mercado internacional. O movimento reflete otimismo com ativos de risco e commodities.

Ibovespa sobe 1,3% e fecha no maior nível em quase quatro meses, aos 179.722 pontos. Dólar cai para R$ 5,15. Petrobras e petróleo puxam alta.

Otávio Bandeira
Otávio Bandeira Analista de mercado de capitais · 02 de setembro de 2026
Bolsa sobe 1,3% e atinge maior nível em quase quatro meses

O Ibovespa fechou em alta de 1,3% nesta terça-feira (1º), aos 179.722,48 pontos, o maior nível desde 12 de maio, impulsionado pela valorização internacional do petróleo e pela expectativa de novos cortes na Selic. O dólar comercial caiu 0,54%, vendido a R$ 5,153, acumulando baixa de 6,12% no ano. A alta do petróleo, com o WTI subindo 5,2% para US$ 90,22, e o Brent avançando 4,6% para US$ 94,65, favoreceu os ativos brasileiros, com a Petrobras entre os principais destaques.

Os papéis preferenciais da Petrobras subiram 4,11%, e as ordinárias avançaram 4,14%, acompanhando o anúncio de aumento de 13,9% no preço do querosene de aviação (QAV). A produção recorde de petróleo no Brasil, de 4,5 milhões de barris por dia em julho, segundo a ANP, também esteve no radar. No início da sessão, o dólar chegou a subir para R$ 5,20 após a divulgação do PIB do segundo trimestre, que mostrou crescimento de 0,5%, abaixo dos 1,1% do trimestre anterior, reforçando a expectativa de redução da Selic, hoje em 14% ao ano.

A perspectiva de juros menores tende a reduzir a atratividade do Brasil para investidores estrangeiros, mas ao longo da manhã o dólar perdeu força, acompanhando outras moedas emergentes. O índice DXY, que mede o dólar ante seis moedas, subia 0,27%, aos 99,681 pontos. Em Wall Street, o S&P 500 caiu 0,71%, contrastando com o pessimismo externo. Na última sessão de agosto, o mercado acionário brasileiro registrou saída líquida de R$ 130 milhões em capital estrangeiro, com saldo negativo de quase R$ 18,6 bilhões no acumulado até o dia 28.

A escalada dos conflitos entre Estados Unidos e Irã elevou o petróleo, com novos ataques a alvos no Irã aumentando preocupações sobre a oferta global, especialmente no Estreito de Ormuz. Para o investidor, o cenário combina alta da commodity e possível corte de juros, o que tende a sustentar a bolsa no curto prazo, mas a saída de capital estrangeiro e o risco externo seguem como contrapontos. O número conta a história: o Ibovespa voltou a patamares de maio, mas o fluxo de capital ainda não confirma a tendência.

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