Bitcoin recua nesta segunda (7) e ronda US$ 80 mil; veja preços
As principais criptomoedas operam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira (7), mas seguem acumulando ganhos na semana. Por volta das 9h (horário de Brasília), o bitcoin (BTC) caía 0,66% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 79.389,40, rondando a marca de US$ 80 mil. Na semana, o avanço é de 1,39%.
O ethereum (ETH) também recuava 0,52% no período de 24 horas, a US$ 2.488,31, enquanto registrava alta de 1,79% em sete dias. O movimento de avanço semanal é acompanhado pelas maiores criptos do mercado.
No mercado tradicional, as bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta, impulsionadas pelo setor de tecnologia e repercutindo a leitura mais forte do payroll (relatório de emprego) dos Estados Unidos (EUA). Ainda assim, permanece certa cautela com a escalada dos rendimentos soberanos dos Treasuries e globais. O aumento nos preços do petróleo também segue em foco, após renovadas tensões entre EUA e Irã durante o fim de semana. O pregão foi marcado pela liquidez global reduzida por causa do feriado do Dia do Trabalho nos EUA.
O bitcoin chegou a testar a região entre US$ 81 mil e US$ 82 mil, mas encontrou dificuldade para continuar avançando, segundo relatório recente do BTG Pactual. Apesar da perda de força, os analistas indicam que o preço ainda está acima de referências consideradas importantes para a tendência.
O banco explica que a estrutura de curto prazo segue favorável para os compradores, mas o mercado entra em uma zona importante de definição após o movimento mais intenso das últimas semanas. O relatório aponta que alguns cenários são possíveis para a criptomoeda, sem detalhar projeções específicas de preço.
Para quem acompanha o mercado cripto, a leitura é de cautela: o bitcoin segue acima de suportes relevantes, mas a dificuldade em sustentar os US$ 82 mil pode indicar um período de consolidação. A atenção dos investidores agora se volta para os próximos indicadores econômicos dos EUA e para o comportamento dos juros globais, fatores que tendem a influenciar o apetite por ativos de risco como as criptomoedas.