Bitcoin atingiu fundo do ciclo? CEO da Coinbase prevê alta
O bitcoin (BTC) já teria atingido o fundo de seu atual ciclo de baixa? Para Brian Armstrong, CEO da Coinbase Global, sim. Em entrevista a uma emissora norte-americana na quinta-feira (10), o executivo afirmou acreditar que o pior já pode ter passado para a maior criptomoeda do mundo, que pode voltar a subir nos próximos anos.
Segundo Armstrong, o bitcoin saiu da casa dos US$ 60 mil em agosto e chegou aos US$ 80 mil, movimento de recuperação que sustenta sua avaliação. "Pessoalmente, acredito que já vimos o fundo de preço do bitcoin neste ciclo", disse o CEO.
A leitura se apoia no comportamento histórico do mercado cripto. Quem acompanha o bitcoin já conhece seu padrão de ciclos, que costumam durar aproximadamente quatro anos: em geral, são três anos de valorização, seguidos por um período de queda. Agora, na visão do executivo, o BTC estaria entrando novamente em uma fase de alta.
"Acredito também que o bitcoin começará a subir nos próximos um ou dois anos, seguindo o padrão dos ciclos de halving", afirmou Armstrong.
Regulação e a projeção de US$ 400 mil
Armstrong vê espaço para uma valorização impulsionada pelo avanço da regulamentação dos criptoativos nos Estados Unidos, especialmente pelas expectativas em torno do Clarity Act, projeto que tramita no Senado americano. Mesmo que a proposta não seja aprovada neste momento, o CEO acredita que uma nova legislação para os ativos digitais deverá ser criada posteriormente.
É nesse cenário que surge a projeção mais otimista: para ele, o bitcoin pode chegar a US$ 400 mil até 2030, valor que considera um "alvo razoável" para a maior criptomoeda do mundo.
O que muda para o investidor
A possível valorização do bitcoin não seria necessariamente uma oportunidade restrita à maior criptomoeda do mercado. Quando o BTC ganha força, outras moedas digitais menores também costumam entrar no radar dos investidores, e algumas podem apresentar altas ainda mais expressivas.
É nesse grupo que estão as chamadas altcoins, criptomoedas alternativas ao bitcoin. Em momentos de maior apetite por risco no mercado cripto, esses ativos podem se beneficiar do fluxo de investidores que começa pelo bitcoin e, posteriormente, se espalha para projetos menores.
O desafio, nesse caso, é identificar quais criptomoedas têm maior potencial antes que elas disparem. O mercado de criptomoedas é volátil, e retornos passados não garantem ganhos futuros. como funciona o halving do bitcoin
A projeção de Armstrong depende de fatores que ainda não estão definidos, como a tramitação do Clarity Act e o próprio comportamento do mercado. Para quem investe, a leitura de ciclo não elimina o risco de oscilações no curto prazo. o que são altcoins