Investimentos

BB sai, Suzano entra: Morgan Stanley ajusta carteira no Brasil

ResumoMorgan Stanley rebaixou a recomendação para ações brasileiras e ajustou a carteira recomendada no Brasil. Suzano (SUZB3) entrou na seleção, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) e Copel (CPLE3) foram removidos. A mudança reflete revisão de perspectivas setoriais e de valuation. Investidores devem observar o novo posicionamento do banco para o mercado doméstico.

Morgan Stanley rebaixa recomendação para ações brasileiras e ajusta carteira: Suzano (SUZB3) entra, BB (BBAS3) e Copel (CPLE3) saem. Entenda o impacto.

Otávio Bandeira
Otávio Bandeira Analista de mercado de capitais · 27 de agosto de 2026
BB sai, Suzano entra: Morgan Stanley ajusta carteira no Brasil

O Morgan Stanley adotou postura mais defensiva na carteira de alocação no Brasil, diante de incertezas com as eleições de outubro. O banco incluiu Suzano (SUZB3) para ampliar exposição a empresas com receitas em dólar, como proteção pré-eleitoral. Por outro lado, Banco do Brasil (BBAS3) saiu do portfólio, e posições em XP (XPBR31) e B3 (B3SA3) foram reduzidas.

A entrada da Suzano reflete a recomendação overweight (compra) da analista de papel e celulose Julia Rizzo. Segundo o banco, o baixo custo de produção da companhia deve sustentar a lucratividade em cenário de mercado pressionado. Já a saída do BB ocorreu pela redução da exposição a risco no Brasil antes do pleito.

A Copel (CPLE3) também deixou a carteira. O Morgan Stanley citou menos catalisadores após desenvolvimentos positivos recentes, como leilão de capacidade de reserva e revisão tarifária. A avaliação é que a companhia entra em fase de execução nos próximos trimestres.

O banco passou a ver com mais cautela a relação risco-retorno no mercado brasileiro. Desaceleração econômica doméstica, preocupações fiscais persistentes e incerteza sobre continuidade de políticas elevaram os riscos de queda, sobretudo em setores expostos à economia. Por isso, a recomendação para ações brasileiras caiu de overweight para equal-weight (neutro).

Ainda assim, os analistas consideram cedo para postura baixista. Há potencial de valorização relevante se houver mudança de política que melhore a credibilidade fiscal, abra espaço para juros menores e favoreça transição para recuperação liderada por investimentos. carteira recomendada para outubro

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