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BBAS3 antes do balanço: como chega o preço da ação?

Banco do Brasil (BBAS3) antes do balanço: como chega o preço da ação?

O Banco do Brasil (BBAS3) acumula queda de 8,5% em agosto, encerrando a última sessão (11) cotado a R$ 19,32. A estrutura técnica segue desfavorável nos gráficos diário e semanal, com o papel abaixo das principais médias móveis e próximo de uma faixa de suporte decisiva entre R$ 18,87 e R$ 17,77.

Resposta direta: BBAS3 cai 8,5% em agosto e 10,51% em 2026, negociado a R$ 19,32. O suporte crítico está entre R$ 18,87 e R$ 17,77; a resistência imediata, em R$ 20,64. O IFR diário marca 34,97 pontos, próximo da sobrevenda. O balanço sai hoje (12), após o fechamento do mercado.

O que explica a queda de BBAS3 em agosto

A pressão vendedora se intensificou após uma tentativa recente de recuperação. A ação perdeu força na resistência de R$ 21,59, região a partir da qual os vendedores retomaram o controle. No acumulado de 2026, BBAS3 registra queda de 10,51%, um desempenho que reflete o fluxo negativo dominante.

O próximo gatilho para o preço vem da divulgação dos resultados trimestrais, prevista para hoje (12), após o fechamento do mercado. Segundo analistas fundamentalistas, o banco chega pressionado, com preocupações quanto à qualidade de seus ativos.

Análise técnica diária: suportes e resistências

No gráfico diário, o Banco do Brasil permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que mantém o viés baixista no curto prazo. O primeiro ponto de atenção aparece em R$ 18,87.

A perda desse nível poderá levar o papel até R$ 17,77, completando uma faixa de suporte importante. Caso essa região seja rompida com aumento do volume vendedor, a correção poderá ganhar intensidade e abrir caminho para R$ 17,00, R$ 16,40 e R$ 15,70.

Para iniciar uma recuperação, é necessário superar inicialmente a resistência de R$ 20,64 e retomar as médias móveis. Acima dessas referências, BBAS3 poderá voltar a testar R$ 21,59 e R$ 22,46. A confirmação acima dessa última faixa melhoraria a configuração técnica e abriria espaço para avanços em direção a R$ 24,00 e R$ 25,34.

IFR diário: perto da sobrevenda

O IFR de 14 períodos está em 34,97 pontos, ainda dentro da zona neutra, mas próximo da região de sobrevenda. Diante da intensidade das perdas recentes, não se descarta um repique técnico ou uma acomodação temporária. Essa reação, porém, não representará necessariamente uma reversão da tendência.

Leitura de curto prazo: viés baixista

A leitura de curto prazo permanece predominantemente baixista enquanto o papel negociar abaixo das médias e de R$ 20,64/R$ 21,59. A perda de R$ 18,87/R$ 17,77 reforçará o domínio dos vendedores, enquanto a retomada das médias será o primeiro sinal de melhora.

Suportes: R$ 18,87; R$ 17,77; R$ 17,00; R$ 16,40; R$ 15,70.

Resistências: R$ 20,64; R$ 21,59; R$ 22,46; R$ 24,00; R$ 25,34.

Análise técnica semanal: tendência de médio prazo

No gráfico semanal, o ativo atravessa um movimento de baixa relevante, com predomínio da pressão vendedora. O cenário é reforçado pela negociação abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, mostrando fragilidade também na estrutura de médio prazo.

A região entre R$ 18,87 e R$ 17,77 será determinante no gráfico semanal. A perda dessa faixa poderá ampliar a pressão vendedora e levar o papel inicialmente a R$ 17,00. Abaixo desse nível, os próximos suportes aparecem em R$ 15,00 e, em uma extensão da queda, em R$ 12,85.

O que é preciso para reverter o cenário

Do lado comprador, uma recuperação consistente dependerá da retomada das médias móveis e da superação de R$ 21,60. Acima dessa resistência, a ação poderá avançar em direção a R$ 25,34, seguida por R$ 27,58 e R$ 29,00. Enquanto permanecer abaixo das médias e de R$ 21,60, porém, é prematuro falar em reversão.

O IFR de 14 períodos está em 39,83 pontos, dentro da zona neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda. O indicador ainda deixa espaço técnico para novas quedas, especialmente se houver o rompimento dos suportes imediatos.

Suportes: R$ 18,87; R$ 17,77; R$ 17,00; R$ 15,00; R$ 12,85.

Resistências: R$ 21,60; R$ 25,34; R$ 27,58; R$ 29,00.

O que observar após o balanço do Banco do Brasil

O balanço de hoje (12) é o próximo catalisador relevante. Se os números vierem fracos, a pressão sobre os suportes pode aumentar. Se vierem fortes, o papel pode encontrar fôlego para testar as resistências.

A leitura de médio prazo permanece baixista. A perda de R$ 18,87/R$ 17,77 poderá intensificar a correção, enquanto uma mudança mais consistente dependerá da recuperação das médias e da superação de R$ 21,60.

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Perguntas Frequentes

BBAS3 está em sobrevenda?

O IFR de 14 períodos no gráfico diário está em 34,97 pontos, próximo da região de sobrevenda, mas ainda dentro da zona neutra. No semanal, o IFR marca 39,83 pontos, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.

Qual o suporte mais importante para BBAS3?

A faixa entre R$ 18,87 e R$ 17,77 é o suporte mais importante. A perda dessa região pode levar o papel a R$ 17,00, R$ 16,40 e R$ 15,70 no diário, e a R$ 15,00 e R$ 12,85 no semanal.

Quando sai o balanço do Banco do Brasil?

A divulgação dos resultados trimestrais está prevista para hoje (12), após o fechamento do mercado.

Qual a resistência que BBAS3 precisa superar para reverter?

No curto prazo, é preciso superar R$ 20,64 e retomar as médias móveis. No médio prazo, a confirmação viria acima de R$ 21,60.

Quanto BBAS3 caiu em 2026?

BBAS3 acumula queda de 10,51% em 2026, além de uma queda de 8,5% em agosto, negociado a R$ 19,32.

Rubens Athayde
Economista de mercado
Economista de mercado.
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