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Auren (AURE3) reduz prejuízo no 2º tri, a R$ 379 mi

Auren (AURE3) reduz prejuízo no 2º trimestre, a R$ 379 milhões: o que isso significa para o investidor

A Auren Energia (AURE3) reduziu o prejuízo no segundo trimestre, para R$ 379,1 milhões, e capturou ganhos financeiros com a modulação de seu portfólio de hidrelétricas e eólicas. A dinâmica deve se acentuar com a volatilidade dos preços de energia, segundo executivos da companhia à Reuters. Para o investidor, o resultado mostra como a estratégia de geração pode proteger a rentabilidade.

O que é a modulação e por que ela importa?

A modulação é a capacidade de gerar energia nos horários em que ela é mais cara, como fim da tarde e noite. Hidrelétricas e eólicas conseguem fazer isso, ao contrário das solares, que produzem quando o preço é baixo. No trimestre, os ganhos de modulação somaram R$ 70,5 milhões, 75% acima do ano anterior, ajudando a mitigar os cortes de geração eólica e solar.

Prejuízo menor, mas Ebitda em queda: o que pesou?

O prejuízo líquido de R$ 379,1 milhões entre abril e junho foi 32,7% menor que a perda de R$ 562,9 milhões de um ano antes. Já o Ebitda ajustado caiu 12,4%, para R$ 858,9 milhões, puxado pela menor geração eólica e pelo resultado fraco na comercialização.

Ganhos de modulação: "deixou de ser aposta"

O CEO Fabio Zanfelice afirmou que o efeito do portfólio está funcionando na prática. "Deixou de ser aposta, deixou de ser ficção e expectativa", disse à Reuters. O diretor de RI, Marcelo Sá, reforçou que os ganhos devem crescer com a volatilidade: no ano passado, a modulação total foi perto de R$ 200 milhões; em 2026, em meio ano, o valor já está quase nesse patamar.

Preços de energia e cortes de geração: o que esperar

A Auren projeta preços em torno de R$ 150/megawatt-hora no terceiro trimestre, abaixo do início do ano, apesar da volatilidade intradiária. Para o quarto trimestre, a avaliação depende do efeito do El Niño sobre o período úmido. Sobre os cortes de geração renovável, a companhia calcula ter direito a compensação retroativa de R$ 300 milhões e avalia aderir à proposta do governo. Interessados precisam formalizar a intenção até 10 de agosto.

Alavancagem e crescimento: baterias no radar

O índice de alavancagem chegou a 5,3 vezes ao final de junho e deve cair mais acentuadamente em 2027, com redução de investimentos e aumento do Ebitda, por maiores preços médios em contratos e entrada de novo parque eólico. A Auren pretende participar do leilão de baterias, mas o investimento depende de retorno adequado. "Nosso olhar aqui é retorno", disse Zanfelice.

O que o investidor deve acompanhar

Fique de olho na evolução da modulação, na adesão ao ressarcimento e no comportamento dos preços de energia no 4º trimestre. Esses fatores podem influenciar o resultado da Auren nos próximos períodos. como analisar resultados trimestrais de empresas de energia

Perguntas Frequentes

A Auren reduziu o prejuízo no 2º trimestre?

Sim, o prejuízo líquido caiu 32,7%, para R$ 379,1 milhões, ante R$ 562,9 milhões no mesmo período do ano anterior.

O que são ganhos de modulação?

São ganhos obtidos ao gerar energia em horários de preço mais alto, como fim da tarde e noite, com hidrelétricas e eólicas.

Quanto a Auren ganhou com modulação no trimestre?

Os ganhos somaram R$ 70,5 milhões, 75% acima do ano anterior.

Qual a perspectiva para os preços de energia?

A Auren espera preços em torno de R$ 150/megawatt-hora no 3º trimestre, com alta volatilidade intradiária.

O que é a compensação retroativa de R$ 300 milhões?

É um valor que a Auren calcula ter direito por cortes de geração renovável, e avalia aderir à proposta do governo até 10 de agosto.

Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
Repórter de finanças pessoais.
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